Arquivo Notícias - Página 201 de 1965 - Relatório Reservado

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PF investiga remessa ilegal para o exterior de recursos surrupiados do INSS

21/07/2025
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A fraude do INSS pode conter um crime dentro do crime. Segundo informações filtradas pelo RR, a Polícia Federal investiga, no âmbito da Operação Sem Desconto, a possível remessa ilegal para o exterior de recursos subtraídos da Previdência Social. O crime de evasão de divisas teria sido cometido por dirigentes de algumas das entidades associativas suspeitas de comandar o esquema de descontos indevidos em aposentadorias. Caso se confirme, a transferência para contas no exterior será um dificultador a mais para a Justiça e a própria AGU, que montou uma força-tarefa para recuperar os valores tungados de aposentados e pensionistas. Até o momento, o Judiciário determinou o bloqueio de R$ 2,8 bilhões em bens de pessoas físicas e jurídicas suspeitas de participar do golpe. 

#INSS #Polícia Federal #Previdência Social

Produção de biofertilizantes pode unir JBS e Belterra Agroflorestas

21/07/2025
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A JBS negocia se associar à Belterra Agroflorestas, que atua na recuperação de terras degradadas – em alguma parte pela própria empresa e seu gado bovino – para a produção de biofertilizantes.  Nesse contexto, algas podem ser utilizadas para ajudar na revitalização das áreas, tanto por meio do seu uso como biofertilizante quanto pela sua capacidade de restaurar ecossistemas. Ou seja: elas colaboram com a sustentabilidade e criam um mercado de fertilizantes naturais. Por ora, o objetivo da JBS e da Belterra é focar na Amazônia, onde esta última já fincou sua bandeira. A iniciativa faria parte da propalada “revolução verde” do grupo dos irmãos Batista, que promete, entre outras superlativas metas, limpar o desmatamento da sua cadeia de fornecedores até o final de 2025. Segundo os especialistas no assunto, se atingir esse objetivo até 2030, já será um grande feito.
O consórcio entre a Repórter Brasil, o jornal britânico The Guardian e a Unearthed, levantou diversas formas de como se dá o “greenwashing do gado”. Um deles: “o boi sai de áreas de proprietários que não cumprem as regras ambientais, mas é vendido com documentos de fazendas com ficha ambiental limpa. Em alguns casos, os animais até passam um tempo na fazenda que emite os documentos. Em outros, essa fazenda só entra com os papéis, e o boi vai direto da área desmatada para o abate na JBS.” Prossegue o levantamento: “em um caso ocorrido no Pará, um importante fornecedor da JBS conta que colocou suas fazendas sem problemas de desmatamento no nome de um laranja e até de parente. Desse modo, ele pode escoar seus animais criados em áreas com problemas ambientais.” Voltando à Belterra, que concentra suas operações na Mesorregião do Baixo Amazonas, a junção com a JBS tanto poderia ser uma importante e efetiva ação na controversa “revolução verde” da megaempresa de proteínas animais como uma predadora na área social.
Explica-se: a Belterra  faz parcerias com pequenos e médios agricultores para criação de florestas produtivas em áreas degradadas. A JBS pode muito bem incorporar o modelo e investir na captação técnica e aumento da escala dos “produtores parceiros”. Ou não. Dizimá-los todos. A experiência da empresa com os pequenos abatedouros não é mais das mais edificantes. Ela não é um case para a revolução verde. Procurada, a JBS não se manifestou. O RR entrou em contato com a Belterra, por meio do canal de comunicação disponibilizado pela empresa, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. Após a publicação, a Belterra entrou em contato com o RR afirmando que “não tem nenhuma discussão com a JBS sobre produção de biofertilizantes e nenhuma expectativa de se associar para isso”. Está feito o registro.

#JBS

Uruguai tenta embagar parque eólico da Eletrobras na fronteira

21/07/2025
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A Eletrobras está no centro de um entrevero diplomático entre Brasil e Uruguai. O RR apurou que o governo uruguaio formalizou ao Itamaraty uma reclamação referente à construção do Parque Eólico Coxilha Negra, localizado em Sant’Ana do Livramento (RS), na fronteira

com o país vizinho. 

As obras do empreendimento teriam avançado sobre uma região que é objeto de uma disputa bilateral, com ações na Justiça dos dois países. O Uruguai argumenta que, devido a um erro na demarcação da fronteira, em 1856, parte do Rincão de Artigas, com 237 km2,

passou ilegalmente para o Brasil, sendo incorporado ao município de Santana do Livramento.

No contato com autoridades brasileiras, os uruguaios têm deixado no ar a ameaça de buscar a Justiça para paralisar as obras do empreendimento da Eletrobras. Este é um dos maiores projetos de geração eólica da companhia. O Parque Eólico Coxilha Negra prevê a instalação de 72 aerogeradores com capacidade total de 302,4 MW. A previsão é que o parque esteja operando a pleno vapor até o fim de 2026. Isso se não vier uma rajada

judicial dos lados do Uruguai. 

A Eletrobras está no centro de um entrevero diplomático entre Brasil e Uruguai. O RR apurou que o governo uruguaio formalizou ao Itamaraty uma reclamação referente à construção do Parque Eólico Coxilha Negra, localizado em Sant’Ana do Livramento (RS), na fronteira

com o país vizinho. 

As obras do empreendimento teriam avançado sobre uma região que é objeto de uma disputa bilateral, com ações na Justiça dos dois países. O Uruguai argumenta que, devido a um erro na demarcação da fronteira, em 1856, parte do Rincão de Artigas, com 237 km2,

passou ilegalmente para o Brasil, sendo incorporado ao município de Santana do Livramento. No contato com autoridades brasileiras, os uruguaios têm deixado no ar a ameaça de buscar a Justiça para paralisar as obras do empreendimento da Eletrobras.

Este é um dos maiores projetos de geração eólica da companhia. O Parque Eólico Coxilha Negra prevê a instalação de 72 aerogeradores com capacidade total de 302,4 MW. A previsão é que o parque esteja operando a pleno vapor até o fim de 2026. Isso se não vier uma rajada

judicial dos lados do Uruguai. 

#Eletrobras

Renovação da concessão da FCA é um trem sempre atrasado

21/07/2025
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Pelo andar da carruagem, ou melhor, da locomotiva, a renovação antecipada do contrato da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) não sai neste ano. O governo pediu à VLI Logística, dona da concessão, uma nova proposta com o plano de investimentos, notadamente de recuperação de parte da malha. O principal nó diz respeito aos trechos sem uso que deverão ser devolvidos para a União. São mais de três mil quilômetros. O Ministério dos Transportes exige da VLI uma indenização em torno de R$ 5 bilhões por investimentos não realizados nessa extensão. E ainda há pressão de governos estaduais, notadamente do Rio de Janeiro e da Bahia, que cobram da empresa e da própria gestão federal aportes para a modernização de trechos sucateados. Se a VLI não assumir a conta, sabe-se bem no colo de quem ela vai parar…

#FCA

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