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Agtechs mexicanas devem chegar ao Brasil no rastro da The Yield Lab Latam

24/07/2025
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A gestora de venture capital The Yield Lab Latam – leia-se um grupo de grandes multinacionais, como Nestlé e Bimbo – se tornará uma ponte para a entrada de agtechs brasileiras no México. E vice-versa. Os primeiros investimentos deverão ser anunciados durante a COP 30, aproveitando a visibilidade dada pela Conferência. O caminho de mão dupla se deve ao recente aporte de capital no The Yield Lab Latam feito pelo Fondo de Capitalización e Inversión del Sector Rural (Focir), instrumento do próprio governo mexicano para financiar empresas do agronegócio. Uma das estratégias do Focir é fomentar a associação de startups locais com agtechs estrangeiras, vinculada à venda de tecnologias desenvolvida no país. E a parceria com o The Yield Lab Latam desponta como um movimento importante nessa direção. Trata-se do braço latino-americano do The Yield Lab, um emaranhado de fundos com investimentos totais de US$ 150 milhões em mais de 90 startups das áreas agrícola e de alimentos em 20 países. Além dos aportes de grandes corporações, a gestora de venture capital conta também com recursos de órgãos multilaterais, como BID e o GEF, Fundo Global para o Meio Ambiente.

#Agronegócio #Agtech

Ouro na B3: um passo pequeno para o mercado, um ajuste profundo na lógica de portfólio

24/07/2025
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Enquanto a maioria persegue a próxima grande alta da Bolsa, um movimento silencioso traz o que realmente importa para o investidor sofisticado: descorrelação, proteção e equilíbrio intertemporal.

A estreia dos contratos futuros de ouro na B3 pode parecer, à primeira vista, apenas mais uma adição ao cardápio de derivativos. Mas por trás dessa inclusão técnica está um convite sutil — e necessário — a repensarmos o conceito de diversificação de portfólio no Brasil.

Por aqui, ainda se confunde “diversificação” com pulverização entre ativos nacionais. Troca-se ações por fundos imobiliários, pré-fixados por pós, mas tudo segue atrelado a um mesmo denominador comum: a maré da economia brasileira. O que falta, de fato, é descorrelação real.

Foi Harry Markowitz, o pai da Teoria Moderna do Portfólio, quem nos ensinou que o risco relevante não é o risco isolado dos ativos, mas o risco do portfólio como um todo, e que este pode ser reduzido pela combinação de ativos com comportamentos distintos em diferentes cenários. Não é sobre “o que sobe mais”, mas sobre o que se comporta de forma independente.

Nesse sentido, o ouro cumpre um papel fundamental — e historicamente comprovado — como ativo de baixa correlação com ações, renda fixa tradicional e moedas fiduciárias. Em momentos de estresse sistêmico, ele tende a preservar valor. Em ciclos inflacionários, pode funcionar como defesa. E em ambientes de juros negativos reais, como reserva de valor intergeracional. Mais do que uma proteção de crise, ele pode funcionar como um contraponto estrutural à volatilidade e aos ciclos econômicos dominados por política monetária. Não é uma aposta; é uma precaução inteligente.

Não se trata de fetichizar o metal. Trata-se de compreender sua função como componente racional de portfólios resilientes. Países com mercado de capitais maduros entendem isso há décadas. O Brasil está apenas começando a dispor dos instrumentos necessários para internalizar essa lógica.

O investidor local já contava com o ETF GOLD11, negociado na B3 desde 2020, que oferece uma forma prática de se expor ao ouro. O GOLD11 replica, de maneira passiva, a variação do preço do metal no mercado internacional — principalmente via contratos futuros listados nos EUA. Trata-se de uma alternativa simples, líquida e acessível para investidores de varejo.

O contrato GLD, por outro lado, introduz um grau de complexidade e sofisticação. Como todo derivativo, ele envolve ajuste diário de posições, alavancagem, margem de garantia e vencimentos mensais. Ele não é para todos, mas é valioso para quem precisa de hedge dinâmico, gestão ativa de risco ou estratégias táticas de curto prazo.

GOLD11 ou GLD: qual é o seu ouro?

A escolha entre GOLD11 e GLD depende menos do preço do ouro e mais do perfil e da intenção do investidor. Eis o resumo:

Característica Contrato Futuro (GLD) ETF GOLD11
Tipo Derivativo Fundo de índice (ETF)
Perfil do investidor Profissional / Trader Varejo / Estratégico
Objetivo Hedge / Especulação Exposição passiva / Diversificação
Tributação 15% sobre lucro 15% sobre lucro
Liquidez Moderada (depende do vencimento) Alta (negociação em Bolsa)
Risco Alto (alavancado) Moderado (não alavancado)
Custódia física de ouro Não Não

O que precisa ser dito?

O contrato futuro de ouro na B3 não é, por si só, revolucionário. Mas é uma peça relevante no quebra-cabeça da maturação do mercado local. Quando bem utilizado, o ouro não é um ativo de emergência — é um ativo de inteligência. E sua real utilidade aparece não quando tudo está desmoronando, mas quando o investidor está pensando em anos, e não em meses.

 

Marcos Tanner é um colaborador especial do Relatório Reservado

#Bolsa de Valores #Investimento #Ouro

Merama quer ser o “3G” das marcas de e-commerce

24/07/2025
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A Merama alimenta a ambição de se tornar uma espécie de 3G das marcas digitais. Por “3G das marcas digitais” entenda-se a formação de um colar de ativos na área de e-commerce, com a consolidação de importantes brands do setor. A alusão à holding de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles não é aleatória. Uma parcela expressiva dos recursos que financiarão a expansão da startup saiu exatamente do bolso de Telles, um dos nomes por trás do recente aporte de US$ 45 milhões na empresa.

Entre os investidores há ainda outros importantes players da indústria de venture capital, como SoftBank, Balderton Capital, Monashees e Valor Capital. Na esteira da injeção de capital, a Merama, que tem sedes no Brasil e no México, está passando por um reposicionamento. A companhia reduziu drasticamente seu portfólio, de 33 para apenas seis ativos. Foi um exercício de mea culpa, uma confissão de que a estratégia de atirar para os mais diversos lados não trouxe a rentabilidade esperada. A partir de agora, a ordem é apostar na dominância em nichos específicos, notadamente as áreas de health e cuidados pessoais. Segundo o RR apurou, há duas negociações em estágio avançado nesses setores.

A joia da coroa do portfólio da Merama no Brasil é a Growth Supplements, líder em proteínas e creatinas, que terá seu portfólio ampliado com o lançamento de aproximadamente 30 produtos. Há planos de IPO da empresa no mercado norte-americano até 2027. A Océane, fabricante de cosméticos, também entra no radar da expansão agressiva.

A Merama quer transformar cada marca em uma plataforma vertical integrada, controlando produção, logística e distribuição. Em um mercado no qual DNVBs (digitally native vertical brands) sofrem para equilibrar crescimento e rentabilidade, a startup surfa na frente com caixa. O desafio agora é outro: transformar promessas em margens sólidas e narrativas em teses de IPO. No tabuleiro saturado do e-commerce, poucos têm tempo, dinheiro e convicção para jogar tão pesado. A Merama tem os três.

#Merama

Saída da Previ enfraquece minoritários da BRF na disputa contra a Marfrig

24/07/2025
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No mercado, a leitura é que a recém-anunciada saída da Previ do capital da BRF praticamente aniquila a ofensiva dos minoritários que contestam os termos da fusão com a Marfrig. Os principais “órfãos” são o fundo Latache e Adriano Fontana, da família fundadora da Sadia. Os dois investidores vêm tentando adiar mais uma vez a assembleia de acionistas convocada para deliberar sobre a operação – a CVM já remarcou o evento em duas ocasiões. Latache e Fontana apostavam suas fichas no poder de pressão do fundo de pensão, que também contestava as condições do M&A junto à autarquia. Como se não bastasse, a saída de cena da Previ automaticamente fortalece ainda mais a posição de Marcos Molina, fundador da Marfrig. Ao adquirir a participação da fundação, Molina aumentou sua participação no capital da nova empresa resultante da fusão de 51% para 59%. Era pedra cantada. A investida de Molina sobre as ações pertencentes à Previ estava escrita nas estrelas. E no RR, que antecipou a informação.

#BRF #Previ

O lobby nuclear de Lindbergh Farias por cargos no governo

24/07/2025
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À luz do dia, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) atira a torto e a direito em Eduardo Bolsonaro – já acionou o STF para impedir que o ‘03” assuma uma secretaria estadual e requisitou ao Ministério de Relações Exteriores a cassação do passaporte do parlamentar. Longe dos holofotes, o alvo de Lindbergh é outro: a Nuclep. “Lindinho” trabalha intensamente nos bastidores para emplacar dois aliados na direção da fabricante de equipamentos para o setor nuclear. Marcelo Perillo, atual diretor administrativo da estatal, é o candidato do petista para a presidência. Para o lugar de Perillo na diretoria, o nome de Lindbergh é Adeilson Telles, hoje assessor da presidência da Nuclep.

#Lindbergh Farias

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