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Governo gaúcho vai empurrar até onde der cobranças sobre produtores rurais

25/07/2025
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O Banrisul já estuda prorrogar ainda mais o waiver concedido a produtores rurais gaúchos. Em junho, o banco suspendeu cobrança e protestos contra agricultores com dívidas no crédito rural por 90 dias, ou seja, até setembro. No entanto, diante das condições climáticas no estado, a instituição vislumbra que a estiagem financeira no agronegócio gaúcho vai se estender pelos próximos meses. Mais do que uma decisão corporativa, restrita ao âmbito do Banrisul, trata-se de um tema sensível do ponto de vista político. O governador Eduardo Leite não quer ficar com a pecha de verdugo dos agricultores gaúchos, que ainda nem se recuperaram das graves enchentes do ano passado e sofrem com novas inundações. A essa altura, protestos em cartório e restrições ao crédito rural podem criar um efeito-dominó, comprometendo, desde já, a capacidade dos produtores de buscar financiamento para a próxima safra. Ainda assim, o adiamento das cobranças do Banrisul é apenas um paliativo. Eduardo Leite já sinalizou a intenção de usar o Fundo Social, que recebe verbas da exploração do pré-sal, para fazer a securitização das dívidas dos produtores afetados por problemas climáticos de forma recorrente.

#Agricultura #Rio Grande do Sul

Dívida elevada e acusação de cartel pressionam Raízen a deixar o Paraguai

25/07/2025
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Todos os caminhos apontam para a saída da Raízen do Paraguai. Como se não bastasse a pressão para vender ativos e reduzir seu endividamento, a joint venture entre Cosan e Shell enfrenta um embate com autoridades antitruste paraguaias. A Comisión Nacional de la Competencia (Conacom), equivalente ao Cade, abriu investigação contra a empresa e outras distribuidoras locais para apurar um suposto esquema de aumentos combinados dos preços dos combustíveis. As autoridades paraguaias levantam suspeições sobre a eventual formação de cartel. As sanções previstas podem chegar ao equivalente a US$ 200 milhões.

A investigação agrava ainda mais todo um contexto institucional que deve precipitar a decisão da Shell e da Cosan e deixar o mercado paraguaio – no setor, há informações de que a intenção é sacramentar o desembarque ainda neste ano. A investida do órgão antitruste acirra uma relação já turbulenta com o governo do presidente Santiago Peña. Nos bastidores, fontes ligadas à Raízen acusam a gestão Peña de criar deliberadamente um cenário para fragilizar as grandes distribuidoras de combustíveis e consequentemente fortalecer a posição da estatal Petropar. Procurada pelo RR, a empresa não quis se manifestar.

A Raízen é a maior distribuidora de combustíveis do Paraguai, com uma rede superior a 300 postos. No fim do ano passado, ressalte-se, o grupo já fez um movimento de recuo no país vizinho, ao reduzir sua participação na Raízen Paraguay de 50% para 27%. Com isso, a família Ortega Echeverría, fundadora da distribuidora de combustíveis Barcos Y Rodados, comprada pela Raízen em 2021, voltou a ter uma participação majoritária no negócio.

O próprio clã seria o principal candidato a ficar com o restante da fatia acionária ainda pertencente à dobradinha Cosan e Shell. Nos bastidores, há informações de que a dupla tem recebido sondagens também de fundos de investimento.

#Raízen

BTG é mais do que um credor para a Aeris

25/07/2025
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O BTG, ao que parece, está em uma categoria “especial” entre os credores da Aeris, fabricante de equipamentos de energia eólica da família Negrão. O que se diz no mercado é que o banco de André Esteves tem auxiliado o clã nas negociações com outras instituições financeiras para a renegociação do passivo da companhia. A dívida total supera R$ 1,5 bilhão.

O entrosamento entre o BTG e a Aeris tem alimentado especulações sobre a possível entrada do próprio banco no capital da empresa. Procurado pelo RR, o BTG não quis comentar o assunto.

Recentemente, o BTG fechou um acordo com a companhia para a renegociação de uma dívida em torno de R$ 200 milhões, referente ao financiamento de uma subscrição de ações em 2023. Com isso, os Negrão ganharam mais dois anos para recomprar os direitos econômicos sobre os papéis – os direitos políticos pertencem à família. Isso até lá não houver um novo acordo dentro do acordo, dando ao BTG a efetiva posse das ações e consequentemente poder de voto na Aeris. A ver.

#BTG

Presidência da Funcef entra no radar de Davi Alcolumbre

25/07/2025
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Após a troca de comando na Petros, agora é a Funcef que está na linha de tiro do governo. Há movimentações em Brasília para a substituição do presidente da fundação, Ricardo Pontes. O que se ouve à boca miúda é que o cargo entrou no pacotão de oferendas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a exemplo das recém-anunciadas mudanças na presidência de subsidiárias do Banco do Brasil. No ano passado, ressalte-se, Pontes também esteve na corda bamba. O então ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, articulou a nomeação do seu chefe de gabinete, Richard Back, para a presidência da Funcef. Após a reação contrária de lideranças sindicais da Caixa Econômica, o governo recuou. Agora, no entanto, diante da disposição de afagar Alcolumbre, é pouco provável que o Palácio do Planalto tenha o mesmo prurido.

#Davi Alcolumbre #Funcef

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