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Usina Santa Elisa, da Raízen, pode virar sucata

10/09/2025
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Os sinais da crise financeira da Raízen aparecem do macro – leia-se a possibilidade de venda de parte do capital – ao micro, com o esfarelamento de algumas de suas operações. É o caso da Usina Santa Elisa, em Sertãozinho, interior de São Paulo. A empresa estuda o que fazer com a unidade. As hipóteses sobre a mesa vão da negociação integral da planta até mesmo o desmonte e a venda dos seus equipamentos. Procurada pelo RR, a companhia não quis se manifestar. A operação da Santa Elisa foi desativada em julho e, desde então, a Raízen já demitiu mais de dois mil funcionários. Logo após a suspensão das atividades, a empresa fechou a venda de 3,6 milhões de toneladas de cana de açúcar, entre produção própria e contratos de fornecimento de terceiros, por R$ 1 bilhão. Entre os compradores está a São Martinho, que, segundo informações que correm no setor, teria interesse também na aquisição da Santa Elisa. Há ainda a possibilidade de que fundos imobiliários ou investidores em infraestrutura se interessem pela área. Entre tantas interrogações, parece haver uma única certeza: a trajetória da Santa Elisa dentro da Raízen chegou ao fim.

#Raízen #Usina Santa Elisa

Até quando os produtores de café vão ter lastro para suportar o tarifaço de Trump?

10/09/2025
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Pouco mais de um mês após o tarifaço de Trump entrar em vigor, o setor cafeeiro enxerga o futuro por meio de duas lentes. A primeira delas, focada no curto prazo, mostra um cenário razoavelmente sob controle.

Por ora, os agricultores estão hedgeados: a safra 2024/25 foi vendida antes da sobretaxa de 50% e, até o momento, os contratos de exportação para os Estados Unidos vêm sendo cumpridos, segundo uma fonte da área de comércio exterior.

Some-se a isso o fato de que os produtores brasileiros estão capitalizados. Os cafeicultores vêm de três anos seguidos com margens líquidas próximas de 100%, muito em função de “generosas” condições climáticas.

Somente no acumulado de 12 meses, os preços do café arábica, por exemplo, acumulam alta de 50%, no rastro da quebra de safra no país – em algumas regiões, a colheita em 2024/25 foi 30% menor.

Por quanto tempo o setor conseguirá ficar relativamente imune à fúria trumpista? Essa é a pergunta de US$ 2 bilhões – o valor das exportações anuais de café do Brasil para os Estados Unidos.

Para o médio e longo prazos, a lente está embaçada. A colheita da safra 2025/26 (julho/junho) terminou e até o momento os cafeicultores só venderam um terço da produção.

De acordo com a mesma fonte do RR, um ponto em especial tem causado apreensão entre os produtores: a falta de lobby da indústria de torrefação norte-americana junto ao governo Trump por um alívio nas tarifas de importação do Brasil.

Mesmo figurando entre os principais afetados pela sobretaxa, os grandes compradores de café dos Estados Unidos se mantêm em um silêncio intrigante. Essa mudez não estava no script dos cafeicultores brasileiros.

No mercado, pululam teorias sobre a posição defensiva dos grandes conglomerados de torrefação dos Estados Unidos. Uma delas é que a indústria estaria dando tempo ao tempo, apostando em uma revisão da tarifa imposta ao produto brasileiro.

Nos últimos dias, inclusive, surgiram no setor rumores de que Trump poderá estabelecer uma taxa única de 10% para as importações de café de todo o mundo, independentemente da origem.

Há quem veja, no entanto, um processo quase darwiniano no mercado norte-americano, que pode ter grave impacto sobre o setor cafeeiro no Brasil. Grandes compradores que recebem o café na “porta” estariam aproveitando a sobretaxa para asfixiar concorrentes que compram o produto FOB.

Os primeiros contam com uma proteção natural: contratos de longo prazo que empurram custos adicionais, inclusive tributários, para a conta do trader. Já as empresas que adquirem o produto no modelo FOB arcam com todas as despesas logísticas e para a internalização da mercadoria.

Ou seja: estas se encontram em uma posição de fragilidade, pois são responsáveis pelo pagamento da sobretaxa para a importação.

No médio e longo prazo, caso a tarifa de 50% seja mantida, grandes compradores de café brasileiro podem ter sérias dificuldades para honrar contratos ou até mesmo quebrar.

Ressalte-se que o modelo FOB responde por aproximadamente 60% dos embarques do produto do Brasil para os Estados Unidos.

#Agronegócio #Donald Trump

Brasil perde terreno para o México na carteira do Softbank

10/09/2025
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Corre no mercado que o Softbank tem feito uma realocação de seus investimentos em venture capital na América Latina, com o remanejamento de recursos do Brasil para outros mercados, sobretudo o México. Há pouco mais de dois anos, o mercado brasileiro concentrava algo em torno de 60% dos ativos do banco japonês na região. Hoje, esse índice já estaria próximo dos 50%. Dentro da má notícia há outra má notícia para o Brasil: o Softbank, um dos gigantes globais da área de venture capital, não está sozinho. Esse movimento migratório é verificado na indústria de VC como um todo. Segundo dados da Latin America Private Equity and Venture Capital Association, o México ultrapassou o Brasil como o principal destino dos investimentos em startups na América Latina, com 46% dos recursos alocados na região entre janeiro e agosto. As empresas brasileiras ficaram com 23%.

#SoftBank

Investigações contra plataformas chinesas acendem alerta no Cade

10/09/2025
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O Cade acompanha com particular interesse a ofensiva da autoridade antitruste chinesa contra grandes conglomerados locais de e-commerce. Entre os integrantes do Conselho, há, inclusive, vozes favoráveis a um acordo de operação com o congênere no país asiático, o State Administration for Market Regulation (SAMR). O “Cade”chinês está fechando o cerco especialmente ao Alibaba, dona da Aliexpress, à Meituan, prestes a iniciar suas operações no mercado brasileiro de delivery, e à JD. O trio, que fatura mais de US$ 320 bilhões por ano, é suspeito de práticas anticompetitivas, entre as quais uma política agressiva de descontos que estaria asfixiando concorrentes. Ressalte-se que, em 2021, o SAMR aplicou uma multa de US$ 478 milhões na Meituan – o equivalente a 3% do seu faturamento no ano anterior – por impor acordos de exclusividade a parceiros comerciais. Entre os conselheiros do Cade, há uma preocupação especial com o risco de “importação” de determinadas práticas para o mercado brasileiro na esteira do forte avanço dessas empresas no país. A Meituan, por exemplo, já anunciou investimentos de US$ 1 bilhão em sua operação de delivery no Brasil.

#AliExpress #Cade

“Libera geral” das ferrovias é mais uma derrota na conta de Marina Silva

10/09/2025
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A decisão da Comissão de Infraestrutura do Senado de alterar as regras de licenciamento ambiental para ferrovias privadas abriu uma fissura dentro do governo. No Ministério do Meio Ambiente, a leitura é que a articulação política do Palácio do Planalto, leia-se a ministra Gleisi Hoffmann, não se empenhou para brecar a ofensiva do Congresso. Formalmente, o revés bate no ministro dos Transportes, Renan Filho – o Senado derrubou trecho de uma portaria da Pasta que obrigava a apresentação de licença ambiental prévia para os empreendimentos. No entanto, a derrota política, mais uma, vai para a conta de Marina Silva, que tem perdido quase todas as quedas de braço com o Congresso.

#Marina Silva

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