Arquivo Notícias - Página 161 de 1965 - Relatório Reservado

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Produtores de arroz cobram ajuda do governo

11/09/2025
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Dia sim e o outro também, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, tem administrado demandas do setor agrícolas por recursos públicos. A bola da vez é a pressão dos produtores de arroz do Rio Grande do Sul para que a Conab aumente o número de leilões para a compra do cereal. No mais recente, realizado no mês passado, a estatal firmou compromisso de compra de quase 110 mil toneladas – a ajuda pode chegar a R$ 180 milhões caso todos os agricultores optarem pela entrega do arroz na data de vencimento do contrato. Na paralela, o setor pede a tributação das importações da commodity, especialmente do Paraguai e do Uruguai. A crise na rizicultura gaúcha é cada vez maior por conta da queda dos preços do arroz, superior a 40% no acumulado dos últimos 12 meses. O atual valor da saca, em torno de R$ 70, não cobre sequer os custos de produção.

#Agricultura #Arroz #Governo

Governo quer usar COP30 como vitrine para projetos de infraestrutura

11/09/2025
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O governo Lula quer aproveitar a visibilidade da COP30, em Belém, para “vender” alguns dos principais projetos de infraestrutura da Amazônia e do Norte do país. A estratégia, conduzida pela Casa Civil em articulação com os Ministérios dos Transportes e dos Portos e Aeroportos, é reenquadrar empreendimentos estratégicos dentro de uma moldura ESG, de modo a atrair o financiamento de bancos multilaterais como Banco Mundial, Banco dos Brics e CAF (Corporación Andina de Fomento).

Segundo o RR apurou, entre outros dirigentes das agências de fomento, o governo já convidou formalmente para a COP o vice-presidente da área de infraestrutura do Banco Mundial, o chinês Guangzhe Chen. A instituição soma cerca de US$ 1,8 bilhão em recursos disponibilizados ao Brasil vinculados a metas de sustentabilidade. O Palácio do Planalto vislumbra a possibilidade de alavancar esse número sob a atmosfera política e diplomática da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas.

Não é um movimento trivial. O desafio do governo é virar pelo avesso projetos historicamente associados a controvérsias ambientais, reposicionando-os como oportunidades de desenvolvimento sustentável a partir de ajustes na sua concepção. As discussões envolvem empreendimentos que somam mais de R$ 50 bilhões.

Entre eles, está a polêmica Ferrogrão, orçada em mais de R$ 25 bilhões, e as concessões das hidrovias do Tocantins e do Madeira, que prometem ganhos logísticos expressivos, mas suscitam questionamentos sobre impactos nos ecossistemas aquáticos e comunidades ribeirinhas.

No balcão, há espaço também para empreendimentos na esfera estadual. É o caso da construção da Ferrovia do Pará, estimada em mais de R$ 10 bilhões. O traçado de 1,3 mil km entre Marabá e o porto de Vila do Conde é a menina dos olhos do governador Helder Barbalho, aliado próximo de Lula. Em 2019, Barbalho chegou a assinar um protocolo de intenções com a China Communication Construction Company para a implantação da ferrovia. Mas tudo ficou no campo das intenções.

O desafio do governo será conciliar o discurso verde com a execução de obras de grande impacto socioambiental. Enquanto o Planalto tenta vender as iniciativas como símbolos de uma nova logística de baixo carbono, pressões de ONGs, Ministério Público e órgãos de controle alertam para o risco de que, sob a embalagem ESG, repitam-se velhos dilemas: desmatamento, deslocamento de comunidades e fragilidades na governança de concessões.

A COP30, nesse sentido, é tanto uma janela de oportunidade quanto um campo minado, em que o Brasil terá de provar se consegue compatibilizar infraestrutura pesada com credenciais climáticas robustas.

#COP30

Controladores da Iguá discutem aporte de capital

11/09/2025
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Corre à boca miúda no setor de saneamento a informação de que os controladores da Iguá – as canadenses CPP Investments e AIMCo (Alberta Investment Management Corporation) – discutem um aporte de capital na empresa. As tratativas internas se dão em meio a conversas para uma possível fusão com a Aegea – conforme antecipou o RR. A injeção de recursos teria o objetivo de arrumar a casa para o eventual M&A. Por arrumar a casa entenda-se um reforço na estrutura de capital que permitisse à Iguá reduzir seu elevado nível de alavancagem, um fator de fragilidade à mesa de negociações com a Aegea – até mesmo pensando na composição acionará da futura empresa.
No balanço de junho, a Iguá reportou uma relação dívida líquida/Ebitda de 12 vezes, contra um múltiplo de 7,3 no primeiro semestre do ano passado. No ano passado, CPP e AIMCo chegaram a contemplar a possibilidade de entrada de um novo investidor no capital, mas as sondagens junto a eventuais interessados não avançaram. No caso de uma capitalização, a dúvida fica por conta da adesão ou não da BNDESPar, dona de 10,9% da Iguá. No mercado há rumores sobre a intenção do banco de reduzir sua posição no negócio.

#Iguá Saneamento

A homeopática “privatização” da Cemig

11/09/2025
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Enquanto Romeu Zema roda feito biruta em relação ao futuro da Cemig – ora, fala em privatização; ora em federalização -, a companhia mineira prepara a venda de um novo pacote de ativos na área de geração. Segundo informações que circulam no setor, o combo deverá incluir, entre outras usinas, as PCHs Pai Joaquim e Tronqueiras. Possíveis compradores já vêm sendo sondados pela estatal. Consultada pelo RR, a Cemig não quis se manifestar. Desde o início do governo Zema, em 2019, ressalte-se, a companhia já levantou mais de R$ 9 bilhões com a venda de ativos e de participações societárias. Na prática, é como se a Cemig estivesse sendo submetida a uma “desestatização” em parcelas.

#Cemig

São Paulo e Porto Alegre entram no radar da Aerolíneas Argentinas

11/09/2025
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A Aerolíneas Argentinas abriu tratativas com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para aumentar o número de voos no Brasil. A companhia pretende operar em São Paulo e Porto Alegre, aumentando para sete o número de cidades atendidas. O pleito junta ao órgão regulador conta com um forte aliado: a alemã Fraport, responsável pela concessão do Aeroporto Salgado Filho, na capital gaúcha. A empresa vive um longo histórico de perdas financeiras no Brasil, primeiro com a pandemia, depois com as graves enchentes no Rio Grande do Sul, que deixaram o Salgado Filho inoperante por mais de cinco meses. O pedido da Aerolíneas Argentina à Anac vem depois de um período de turbulência regulatória. Durante dois meses, a agência impôs restrições à ampliação das operações da companhia aérea no Brasil por conta de “inconformidades” verificadas pela sua área de fiscalização. As sanções foram suspensas em agosto.

#Aerolíneas Argentinas

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