Arquivo Notícias - Página 160 de 1965 - Relatório Reservado

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Alcolumbre está perto de emplacar seu candidato para o comando do Cade

12/09/2025
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Ontem, corria à boca miúda no Senado a informação de que Carlos Jacques, conselheiro do Cade, será confirmado como o futuro presidente do órgão antitruste. Trata-se do candidato de Davi Alcolumbre, presidente da Casa, que tem conduzido diretamente as gestões junto ao governo pela indicação de Jacques. Se confirmada, a vitória de Alcolumbre significará a derrota dos ministros da Justiça, Ricardo Lewandowski, e da CGU, Vinícius Carvalho, apoiadores da indicação do também conselheiro Victor Oliveira Fernandes. O Palácio do Planalto chegou a levar a Alcolumbre a possibilidade de Jacques ser “guardado” para a cadeira de superintendente geral do Cade, que ficará vaga no ano que vem com o fim do mandato de Alexandre Barreto. A proposta, no entanto, teria sido rechaçada pelo presidente do Senado e outros líderes da Casa.

#Cade #Davi Alcolumbre

Perda de arrecadação com bets ilegais chega a R$ 5 bilhões

12/09/2025
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Combater as apostas ilegais é como enxugar uma calota de gelo do Ártico. Que o diga o Ministério da Fazenda. Segundo informações filtradas pelo RR, cálculos recentes da Receita Federal apontam que as perdas de arrecadação chegam a R$ 5 bilhões.

O governo levantou a existência de mais 20 mil sites de bets operando irregularmente no Brasil. O número chama ainda mais atenção diante do total de plataformas ilegais já bloqueadas pela Fazenda e pela Anatel nos últimos 11 meses – algo em torno de 15 mil.

Ou seja: para cada site irregular que as autoridades tiraram de circulação, há 1,5 funcionando livremente no Brasil. Segundo dados do próprio Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que reúne as plataformas de bets, as empresas clandestinas dominam até 60% do setor.

Trata-se de um jogo de gato e rato, em que o roedor tem levado clara vantagem pela capacidade de se esgueirar por brechas tecnológicas. O Ministério da Fazenda e a Anatel vêm se deparando com uma série de limitações para perseguir os sites ilegais.

A maior parte dos domínios tem extensões pouco usuais e é registrada a baixo custo em países que não necessariamente cooperam com as autoridades brasileiras. Esse mecanismo de substituição instantânea, conhecido como “whack-a-mole”, cria um ciclo infinito de derrubadas e reaparições.

Além disso, grande parte dessas plataformas está hospedada em servidores offshore, espalhados por jurisdições notórias pela flexibilidade regulatória, como Curaçao ou Gibraltar, o que dificulta qualquer ação judicial internacional.

Outra camada de complexidade vem do uso massivo de proxies, VPNs e sites espelhados, que replicam o mesmo conteúdo em múltiplos endereços. Mesmo quando um domínio é retirado, seus clones permanecem ativos, muitas vezes invisíveis ao monitoramento automático.

A criptografia de tráfego, cada vez mais difundida, impede a inspeção detalhada dos pacotes de dados, tornando os bloqueios menos eficazes.

Para agravar o quadro, as operações financeiras continuam a fluir por meio de carteiras digitais, intermediários de pagamento e criptomoedas, que reduzem a eficácia de sanções locais.

As quadrilhas operam com softwares automatizados capazes de registrar centenas de sites em questão de horas, ampliando exponencialmente o desafio.

#Bets

State Grid entra na disputa por ativos da Energisa em transmissão

12/09/2025
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A State Grid é candidata à compra do pacote de ativos em transmissão colocado à venda pela Energisa, segundo uma fonte próxima à companhia chinesa. O valuation dos ativos sobre a mesa gira entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões. As conversas são conduzidas pelo BTG, contratado pela empresa da família Botelho. Consultada pelo RR, a State Grid não retornou até o fechamento desta matéria. A Energisa, por sua vez, informou que “não comenta esse tipo de operação”. No entanto, a empresa disse ao RR que “está sempre analisando oportunidades, considerando a alocação prudente dos nossos investimentos, o compromisso com a qualidade e retorno adequado para aos acionistas”. Para bom entendedor…

 

Do lado da State Grid, a investida reforça a percepção no mercado de que os chineses estão um novo e agressivo ciclo de investimentos no Brasil, via M&As. O grupo também está na disputa pela compra da Quantum Participações, braço de transmissão da Brookfield no Brasil.

#Energia #State Grid

Eduardo Bolsonaro costura encontro com Marco Rubio

12/09/2025
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Informação que corria ontem à noite na cúpula do PL logo após a confirmação da condenação de Jair Bolsonaro: Eduardo Bolsonaro estaria articulando uma reunião com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para a próxima semana. No script idealizado pelas hostes bolsonaristas, o encontro viria acompanhado do anúncio de novas sanções do governo Trump contra o Brasil e ministros do STF. Ressalte-se que ontem mesmo Rubio se manifestou contra a decisão do Supremo, em uma declaração cheia de ameaças nas entrelinhas: “Os Estados Unidos responderão adequadamente a essa caça às bruxas”. Ao mesmo tempo, o clã Bolsonaro enxerga outra serventia no encontro com o secretário norte-americano: aumentar a pressão sobre o Congresso pela votação do projeto de anistia.

#Eduardo Bolsonaro

As exigência da Planner para a compra da empresa de fidúcia da Reag

12/09/2025
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A negociação conduzida pela Planner para a aquisição da Companhia Brasileira de Serviços Financeiros (Ciabrasf), braço de fidúcia da Reag, é cheia de amarras e senões. A operação está condicionada à garantia de um acordo de exclusividade para a administração fiduciária dos fundos da própria Reag, cujo controle já foi vendido a um grupo de executivos. Mas não todos os fundos. A Planner está passando uma peneira para separar o joio do trigo, leia-se as carteiras “limpas” daquelas maculadas pela Operação Carbono Oculto, da Receita e da Polícia Federal. Como consequência, o valor final da Ciabrasf estaria condicionado ao volume de ativos que a gestora conseguirá reter ao longo dos próximos 12 meses. Em contato com o RR, a Planner confirmou ter assinado um protocolo de intenções para a aquisição da Ciabrasf. Consultada especificamente sobre as exigências apresentadas para o fechamento do negócio, a gestora não se manifestou. Limitou-se a dizer que a “conclusão da potencial operação está sujeita à verificação de condições precedentes usuais, incluindo, entre outras, due diligence jurídica, de compliance e contábil-fiscal satisfatória, aprovações regulatórias aplicáveis, bem como à negociação e assinatura dos documentos definitivos”.

#Reag

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