Arquivo Notícias - Página 15 de 1971 - Relatório Reservado

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Flying Rivers faz ofensiva global por recursos para novo fundo climático

29/05/2026
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Corre no mercado que a Flying Rivers Capital conversa com investidores climáticos internacionais, family offices globais e mesmo fundos soberanos em busca de recursos para novos aportes. Seu pipeline está concentrado em três frentes: transição energética, segurança alimentar e minerais críticos. O mais recente FIP Climático da gestora, ressalte-se, já conta com um investidor de peso, o BNDES, que entrou com R$ 500 milhões. A meta é captar ao todo algo em torno de R$ 1,7 bilhão. A Flying Rivers Capital administra atualmente cerca de R$ 1 bilhão em ativos. Nascida a partir do spin-off da vertical climática da eB Capital, a casa de investimentos passou a ter como sócio Ricardo Mussa, ex-CEO da Raízen. Mussa chegou há dois meses com a missão de acelerar a originação de projetos e ampliar o acesso a investidores institucionais globais.

Cisão da Raízen é prenúncio de divórcio entre Ometto e Shell

29/05/2026
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A iminente cisão da Raízen desponta como o início do fim da associação entre Cosan e Shell. Na interpretação dos próprios credores, o spin-off em duas novas empresas foi engenhosamente desenhado para cumprir uma dupla função – a segunda ainda guardada a sete chaves. Além de destravar a reorganização financeira do grupo e a conversão das dívidas em participação acionária, a proposta abre caminho para o divórcio societário entre Rubens Ometto e o grupo anglo-holandês. A princípio, tanto a Cosan quanto a Shell deverão permanecer no capital das duas futuras unidades. Mas, em um segundo momento, cada uma seguiria seu próprio caminho. A própria divisão dos ativos da Raízen parece estar sendo feita sob medida para viabilizar esse próximo passo: de um lado, a Raízen Energia ou Agro, que englobará os negócios em etanol, açúcar e bioenergia; do outro, a Raízen Combustíveis, com os braços de distribuição, leia-se 6,8 mil postos, e de lubrificantes. Ou, como alguns credores já dizem nos bastidores, a “Raízen do Ometto” e a “Raízen da Shell”. Nesse contexto, o próximo movimento seria a venda das participações de Ometto no braço de combustíveis e da petroleira na unidade de energia/agrícola. No fundo, é como se o empresário e a Shell estivessem se preparando para voltar ao ponto em que se encontravam 15 anos atrás, quando decidiram combinar seus ativos. Consultada pelo RR, a Cosan não quis comentar o assunto. Já a Shell limitou-se à monotemática resposta que tem repetido para qualquer pergunta que lhe é feita sobre a Raízen: “Como acionista, a Shell apoia a decisão da equipe de gestão da Raízen de entrar com um pedido de recuperação extrajudicial em comum acordo com os credores, visando uma solução negociada e que funcione para todas as partes. Esse processo é uma medida prudente e necessária para envolver ainda mais as partes relevantes nas soluções necessárias para enfrentar os significativos desafios financeiros da Raízen e apoiar sua recuperação. A Shell está propondo injetar R$ 3,5 bilhões como parte de uma solução estrutural. A Shell continuará trabalhando em estreita colaboração com a equipe de liderança da Raízen e credores no intuito de assegurar o futuro de longo prazo do negócio”.
Segundo uma fonte que participa do processo de reestruturação do passivo de R$ 65 bilhões da Raízen, Cosan e, sobretudo, Shell já transparecem suas intenções separatistas. Os executivos do grupo anglo-holandês têm feito críticas recorrentes à coexistência entre as divisões de combustíveis e de energia/agro. Não é de hoje que o downstream – postos Shell, distribuição de combustíveis, aviação, conveniência, bases e logística – tem financiado a produção de açúcar, etanol e bioenergia. O primeiro é um negócio de giro mais previsível, com caixa mais recorrente e menor risco operacional; o segundo, por sua vez, exige Capex pesado e tem sofrido com condições climáticas, oscilações dos preços do açúcar e do álcool e muita volatilidade em suas margens. Mais do que isso: carrega os efeitos colaterais da aposta pesada no etanol de segunda geração, que ainda não entregou o retorno esperado.
Além de questões relacionadas ao business, a separação entre Cosan e Shell seria uma consequência do desgaste entre os dois sócios gerado pelo próprio processo de reestruturação da Raízen. As duras tratativas com os credores deixaram rusgas de parte a parte. A Shell não digeriu a recusa da Cosan de aportar dinheiro novo na joint venture. Por sua vez, Ometto praticamente levou para o pessoal a postura da petroleira de não oferecer resistência à pressão dos credores para a saída do empresário da presidência do Conselho da Raízen. São rusgas de parte a parte que, a partir da cisão da companhia, serão carregadas não apenas para uma, mas para duas novas empresas. Ao que tudo indica, por pouco tempo.

#Ometto #Raízen #Shell

Risco político contamina a água da Copasa

29/05/2026
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O risco político tem pesado — e muito — sobre o cambaleante processo de privatização da Copasa. O que acontecerá com a empresa caso o atual governador, Mateus Simões, perca a eleição, como todas as pesquisas indicam que ocorrerá? Essa é a questão que ajuda a explicar a cautela dos investidores. Uma eventual troca de comando em Minas Gerais poderá abrir espaço para contestações à privatização, revisão de decisões tomadas no fim do governo Zema ou uma guerra jurídica em torno dos contratos que sustentam o valuation da estatal. O risco é mais profundo do que a simples hipótese de um novo governador tentar desfazer a venda. A Copasa correu para renovar contratos municipais antes do leilão justamente para entregar ao investidor uma empresa com receita mais previsível. O caso mais sensível é Belo Horizonte. A concessão da capital, que iria até 2032, foi prorrogada até 2073. A assinatura foi tratada pelo mercado como peça-chave para a privatização, mas virou munição para deputados, vereadores e entidades que questionam a legalidade do acordo.
Há representações no Tribunal de Contas de Minas Gerais contra a renovação. A tese dos críticos é direta: um contrato com vencimento em 2032 não poderia ser esticado por mais quatro décadas, até 2073, sem nova licitação, sem consulta pública mais ampla e em meio a um processo de privatização. Parlamentares também argumentam que a venda da Copasa mudaria a natureza jurídica da prestadora de serviço, o que poderia descaracterizar as bases do contrato original com Belo Horizonte.
Outro ponto sensível são os pagamentos para amarrar municípios ao novo desenho. Em Belo Horizonte, a renovação prevê repasses de cerca de R$ 1,3 bilhão a R$ 1,7 bilhão à prefeitura, segundo diferentes levantamentos publicados. Em paralelo, a Copasa costurou com a Associação Mineira de Municípios a antecipação de até R$ 350 milhões a cidades do interior, como forma de acelerar a renovação de concessões até 2073. Para investidores, isso resolve parte do problema contratual; para adversários da privatização, cria uma nova linha de ataque: a de que a estatal estaria pagando caro para blindar a venda.
A primeira tentativa do governo mineiro de atrair um acionista de referência ficou abaixo do esperado: as propostas apresentadas pela Equatorial e pela Aegea não atingiram o preço mínimo exigido pelo estado. A resposta do governo foi mexer nas condições da operação para tentar tornar o ativo mais palatável. O problema é que a dificuldade de preço não nasce apenas da planilha. Está também na dúvida sobre o que acontecerá com a Copasa depois da eleição.

#Copasa

Redata vira a nova provocação de Alcolumbre ao Planalto

29/05/2026
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O Redata virou o novo front da guerra nada fria entre Davi Alcolumbre e o Palácio do Planalto. O presidente do Senado tem feito ouvidos de mercador aos sucessivos pedidos para pautar o PL 278/2026, que recria o regime especial de tributação para data centers. A resistência, ao que tudo indica, tem menos relação com o mérito do projeto e mais com sua origem: trata-se de uma proposição direta do governo, concebida para substituir a MP do Redata, que caducou, vejam só, depois de não ser votada no Senado. Desde então, a pressão se acumulou. Geraldo Alckmin já tratou do tema com Alcolumbre; Dario Durigan defende a aprovação como parte da agenda de atração de investimentos; Hugo Motta também entrou no circuito; e entidades como Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) e Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais) cobram uma solução rápida. A todos, Alcolumbre não diz nem que sim, nem que não.
O projeto concede incentivos fiscais para implantação e ampliação de data centers no Brasil, com exigências ligadas ao uso de energia renovável e indicadores ambientais. Na prática, é uma tentativa de colocar o país na disputa global por centros de dados, infraestrutura de nuvem e inteligência artificial. Cada semana sem votação reforça a leitura de que Alcolumbre, mais uma vez, usa a pauta do Senado como instrumento de vendeta contra o Planalto. E o Brasil? O Brasil que se estrepe. A Brasscom estima que o país pode atrair até US$ 500 bilhões em investimentos em data centers nos próximos cinco anos. Mais efusivo, Alckmin já falou em R$ 2 trilhões. Seja um valor, seja outro, o fato é que essa dinheirama depende da aprovação do Redata.

Empresas de logística pressionam ANTT contra novas regras

29/05/2026
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Grandes empresas de logística insistem na tentativa de frear as novas regras do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) – número criado pela ANTT para registrar e rastrear operações de transporte rodoviário remunerado de cargas. Nos bastidores, operadores como JSL, BBM Logística, Tegma, Braspress e outras companhias de transporte seguem pressionando a ANTT por um novo cronograma de implementação, mesmo com a entrada em vigor das novas normas no último dia 24. O setor argumenta que a nova regulamentação foi colocada de pé sem que empresas, transportadores e plataformas tivessem tempo suficiente para adaptar seus sistemas. A alegação é que o cruzamento dos dados do CIOT, MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais) – do documento fiscal digital que reúne, em um único registro, todas as informações de uma viagem de transporte de cargas – e do piso mínimo de frete poderá provocar uma onda de inconsistências operacionais, com o travamento de embarques.
Para a ANTT, o principal motivo é outro: as empresas querem escapar da nova sistemática e do aumento da fiscalização sobre o cumprimento do piso mínimo do frete. De fato, é algo que dói no caixa das transportadoras. O novo modelo reduz a flexibilidade comercial em determinadas rotas e pressiona custos em um mercado já marcado por margens apertadas.

#ANTT #logística

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