Há uma série de arestas que ainda precisam ser aparadas para a eventual fusão entre a Kepler Weber e a norte-americana GSI. Além de divergências em relação à estrutura de capital da nova empresa –
conforme já informou o RR, um ponto de impasse é a possibilidade de saída do Novo Mercado. Há informações de que a dona da GSI, a Grain & Protein Technologies (GPT), por sua vez controlada pelo fundo AIP, defende até mesmo o fechamento de capital da companhia. A proposta não teria a simpatia da família Heller, segunda principal acionista da Kepler Weber, com 11,5% – atrás apenas da Trígono Capital (15,3%). Os dois lados precisam ainda acertar os ponteiros sobre a engenharia para uma eventual saída do capital. A proposta em discussão passaria por dois caminhos distintos para os acionistas da Kepler Weber: uma alternativa integralmente em caixa, com preço fechado no signing, e outra combinando caixa com participação na companhia resultante da fusão. O problema é que esse segundo cenário embute riscos que parte relevante dos investidores não está disposta a assumir: exposição a um controlador estrangeiro, horizonte de liquidez indefinido e dependência de uma futura janela de mercado para monetização do equity. Diante de tanta ponta solta, não é de se admirar que os acionistas da Kepler Weber e GSI tenham decidido dar mais tempo ao tempo, estendendo o prazo final para negociação do M&A de 15 de janeiro para 15 de fevereiro.