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A expansão do ecommerce no Brasil, impulsionada, sobretudo, por gigantes chinesas como AliExpress, Shein, Shopee e Temu, desencadeou uma guerra fiscal entre estados na disputa por galpões logísticos e centros de distribuição. Unidades federativas como Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Rio Grande do Sul despontam como as mais agressivas na oferta de incentivos fiscais. Segundo o RR apurou, a Shein está em conversações com o governo paulista para instalar mais um centro de armazenagem em São Paulo.
De acordo com informações que correm no setor, a Temu, por sua vez, já sinalizou ao governo mineiro a intenção de instalar uma unidade no estado. Há também um processo de desconcentração regional, com a entrada do Nordeste no game. A Temu, braço internacional da Pinduoduo, avalia também instalar um centro de distribuição em Juazeiro do Norte, no Ceará, fortalecendo sua capilaridade na Região.
A Shopee inaugurou recentemente um centro de distribuição no Recife e já teria planos de instalar uma segunda estrutura de estocagem na Bahia. Neste último caso, pesam na balança os incentivos que vêm sendo ofertados pelo governo Jerônimo Rodrigues. Que o diga o Mercado Livre, que disputa com os chineses a primazia no e-commerce no Brasil. O grupo vai inaugurar até o fim do ano seu segundo centro de distribuição em terras baianas.
Em Minas Gerais, o número de galpões dobrou nos últimos quatro anos graças a programas que reduzem o ICMS para centros de distribuição em até 50% durante cinco anos. Santa Catarina tem atraído players internacionais com a concessão do TTD (Tratamento Tributário Diferenciado), reduzindo ICMS de 4% para 2% em transações interestaduais via ecommerce.
Já o Espírito Santo oferece crédito presumido de até 90% do ICMS para operações que utilizem infraestrutura portuária, estimulando a internalização de produtos via frete marítimo. Em São Paulo, o governo Tarcísio de Freitas oferece isenções de ICMS, IPTU e ISS por cinco anos, além de apoio à infraestrutura aeroportuária em Viracopos.
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