Finanças
Credores se insurgem contra administrador da falência do Banco Santos
Duas décadas após ser decretada, a falência do Banco Santos ainda ricocheteia nos tribunais. Um grupo de credores da instituição financeira está se articulando para requerer ao juiz Paulo Furtado, da 2ª Vara de Recuperação Judicial e Falência de São Paulo, o afastamento de Vânio Aguiar, administrador judicial da liquidação do banco. Segundo a mesma fonte, o pedido tem como base as suspeitas de gastos indevidos com empresas subcontratadas para prestar serviços ligados à falência da antiga instituição de Edemar Cid Ferreira, morto em 2024. Há acusações de pagamentos a amigos e parentes de Aguiar, que teriam sido realizados entre 2018 e o ano passado. Na semana passada, o juiz Paulo Furtado estabeleceu um prazo de dez dias para que o administrador da liquidação preste esclarecimentos sobre as despesas. Aguiar é a figura mais certa entre as tantas incertezas que cercam a liquidação do Bancos Santos. Desde 2005, administra, com poderes conferidos pela Justiça, a massa falida da instituição, em torno de R$ 3 bilhões.
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