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11.02.20

O Rio de Janeiro e o conservadorismo da desordem

Observatório

Por Christian Lynch, cientista político e professor do Instituto de Estudos Políticos e Sociais da UERJ.

Quem diz liberalismo, diz liberdade; quem diz socialismo, diz igualdade; quem diz conservadorismo, diz ordem. Essas associações, que fazem sentido no mundo ideológico, deveriam fazê-lo também no plano das políticas administrativas fluminense e carioca.Assim, por exemplo, o socialismo moreno de Brizola foi ideologicamente consequente quando cristalizou as favelas como solução prática para o problema da moradia e apostou na educação básica como mecanismo de solução de desigualdades. O liberalismo de Cabral, por sua vez, foi responsável pela política de grandes obras, muita especulação imobiliária, mas também de atração de novas empresas etc.

Nos últimos anos, porém, a proverbial desordem urbana em que a cidade mergulhou, com fôlego comparável dos anos 1980, levou muita gente a crer que a solução estivesse numa aposta conservadora. Políticos conservadores restabeleceriam a ordem. Lá veio, pois, a trinca mais conservadora de governantes desde o fim do regime militar: Bolsonaro, Witzel e Crivella. O resultado foi um espanto, porque nunca a desordem parece ter sido maior. Bolsonaro até agora fez pouco ou nada pelo Rio, que na prática a segunda capital federal do Brasil, com sua imensa concentração de servidores públicos e órgãos da União, civis e militares.

Até o Temer, que era paulista, deu mais atenção à cidade. A gestão Witzel também se apresenta pífia, haja vista a gestão desastrosa da crise hídrica, a maior desde os tempos de Lacerda. A conclusão a que se chega é a de mais um governador incapaz de lidar com a má gestão proverbial da CEDAE, cuja razão principal de existência parece não ser a de fornecer os serviços de água e esgoto minimamente decentes, mas o de servir eternamente de cabide de emprego para apaniguados de deputados estaduais. De Crivella é melhor nem falar, porque, pelo conjunto da obra, já recebeu o merecido título de pior prefeito da história do município. A desordem urbana, com as ruas degradadas pelo comércio irregular, pela população de rua completamente desassistida, é a maior em décadas. O resultado parece ser que, pelo menos no Rio, os atuais conservadores se revelaram um fracasso administrativo total.  Conseguiram inventar o que se julgava impossível: o conservadorismo da desordem, da inépcia e da lacração. Deus tenha misericórdia desta pobre cidade de São Sebastião.

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06.02.20

Presídio capa de revista

“Ilha de Caras”. Este é o apelido jocoso que integrantes do Ministério Público do Rio deram ao presídio Bangu 8. A menção ao arquipélago das celebridades remete aos figurões presos na unidade, notadamente Sergio Cabral e Eduardo Cunha. Refere-se também às “regalias” do local, onde as instalações estão a milhas de distância do padrão das penitenciárias brasileiras, inclusive do próprio Complexo de Bangu. Em tempo: desde segunda-feira, a ilha abriga mais um hóspede com alguma notoriedade, por coincidência ex-integrante do MP-RJ: o procurador aposentado Flavio Bonazza, acusado de receber R$ 1,3 milhão em propina.

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04.02.20

Legado Cabral

Aviso a quem estiver interessado em um Vacheron Constatin Patrimony, em ouro branco, um Cartier Ronde Louis, com pulseira de ouro, ou um conjunto de anel e brincos com 146 diamantes, assinado pelo joalheiro Antonio Bernardo: o juiz Marcelo Bretas pretende marcar para abril o leilão do acervo de joias que pertenceu a Sergio Cabral e Adriana Ancelmo. O trabalho de perícia e avaliação das peças deve ser concluído nas próximas duas semanas.

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08.01.20

A “Delaware” de Sergio Cabral

Ministério Público Federal do Rio de Janeiro vai pedir à Justiça a suspensão de pagamentos da Rio Previdência ao Banco do Brasil, referentes a operações de antecipação de recebíveis de royalties do petróleo. Montada durante o governo de Sergio Cabral, a engenharia financeira é alvo de investigação na CPI da Rio Previdência, na Alerj. À época, o fundo de pensão dos funcionários do estado fechou acordos similares nos Estados Unidos, operação que ficou conhecida pelo sugestivo nome de “Delaware”. O estado recebeu R$ 8 bilhões. Já pagou mais de R$ 19 bilhões.

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Há um frenesi nos gabinetes do Tribunal de Justiça do Rio. Corre a informação de que, em sua delação, Sergio Cabral prova por A mais B que um desembargador do TJ recebeu R$ 6 milhões para emitir sentenças favoráveis a uma determinada entidade de classe.

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26.12.19

Medalha de ouro

De acordo com alta fonte da PF, a delação de Sergio Cabral tem um capítulo especialmente dedicado à maratona de propinas para a “compra” da Rio-2016. Será que é o caso do então prefeito Eduardo Paes perder o sono?

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20.12.19

Traquinagens

Uma notícia andou atemorizando os meios mais comprometidos com as traquinagens de Sergio Cabral. Um jornal teria obtido trechos da delação do ex-governador, com promessa de publicação no dia 25, em plena efeméride natalina.

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27.11.19

Classificado do crime

A quem interessar possa: o delator Carlos Miranda, apontado como operador do esquema de propina de Sergio Cabral, está colocando à venda seu apartamento na Avenida Borges de Medeiros, na Lagoa, no Rio. O imóvel de aproximadamente 200 m2, devolvido a Miranda por decisão do juiz Marcelo Bretas, está avaliado em algo como R$ 3,5 milhões. Mas quem chorar leva um descontinho

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01.11.19

Alerj na mira de Bretas

A Rádio Lava Jato informa: o juiz Marcelo Bretas estaria prestes a deflagrar uma nova fase da Operação com base na delação de Carlos Miranda, operador do ex-governador Sergio Cabral. Alvo: 12 deputados da Alerj, sete deles ainda com mandato.

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22.07.19

Agora, falta a Justiça

Sergio Cortes é oficialmente um ex-médico. Na última quinta-feira, o Conselho Federal de Medicina (CFM) cassou o registro profissional do ex-Secretário de Saúde do Rio e uma das principais peças da engrenagem de corrupção montada por Sergio Cabral. Cortes é acusado de ter participado de um esquema na área de saúde que desviou mais de R$ 300 milhões. O tribunal corporativo do CFM foi mais rápido do que a própria Justiça. Cortes aguarda julgamento em liberdade, graças a um habeas corpus concedido pelo STJ em abril. Enquanto esteve na cadeia, por sinal, o ex-secretário chegou a exercer a profissão no presídio de Benfica, atendendo outros detentos. Ou seja: se for condenado, o sistema carcerário do Rio de Janeiro terá um médico a menos.

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