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24.11.21

Nem lá, nem cá

Romeu Zema articula um acordo com a Assembleia Legislativa para a venda de parte da Gasmig. Em vez da privatização da empresa, como era o plano inicial, Zema já cogita ofertar apenas 49% do capital, uma tentativa de dobrar a resistência dos deputados da oposição.

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02.07.20

Fogos de artifício

O governo mineiro pretende protocolar até agosto, na CVM, o pedido de abertura de capital da Gasmig. Pura pirotecnia. Nem o mais otimista dos assessores do governador Romeu Zema acredita que a operação sai neste ano.

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13.09.19

Privatização à vista

A equipe econômica de Romeu Zema abriu conversações com o BNDES em torno da venda da participação do governo de Minas Gerais na Gasmig. Meta perseguida pelos mineiros: colocar R$ 1,5 bilhão no caixa com a operação.

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01.09.19

A peça que falta

O governo de Minas Gerais vai assinar até o dia 20 de setembro a prorrogação do contrato de concessão da Gasmig por mais 30 anos. Será o gatilho para o posterior IPO da empresa.

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24.01.17

Cemig acelera venda de ativos com a privatização da Gasmig

A Cemig está em negociações para a venda integral da sua participação na Gasmig, de 99%. A operação, conduzida pelo Itaú BBA, gira em torno de R$ 1,6 bilhão. Os dois principais candidatos à compra da concessionária mineira vêm da Ásia: a Mitsui e a Beijing Gas. A Comgás, leia-se o Grupo Cosan, corre por fora.

A intenção da nova diretoria da Cemig é sacramentar o negócio até março, junto com a já engatilhada venda da participação de 20% na Hidrelétrica de Santo Antônio para a chinesa Three Gorges. O duplo anúncio servirá como um categórico cartão de visitas de Bernardo Salomão, que assumiu a presidência da Cemig em dezembro. Ao embalar em um só pacote duas operações que poderão render à estatal mais de R$ 4,5 bilhões, Salomão pretende mostrar ao mercado que o plano de desmobilização de ativos da empresa será intensificado.

Não custa lembrar que seu antecessor, Mauro Borges, deixou o cargo bastante criticado pelo timing na venda de participações da Cemig vis-à-vis às necessidades de caixa da companhia. No caso da Gasmig, os estudos para a privatização da empresa sofrem idas e vindas desde o início do mandato de Fernando Pimentel. A Gasmig vale quanto pesa. Trata-se da maior concessionária do setor ainda sob controle estatal. Sua receita passa de R$ 1,8 bilhão por ano. Em 2015, seu Ebitda foi de R$ 148 milhões, o equivalente a 15% do faturamento – índice expressivo para uma empresa que atua em um setor com preços regulados. Para efeito de comparação, o ebitda da Comgás no mesmo ano correspondeu a menos de 5% da receita.

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28.12.16

Dosimetria

Após tirar Mauro Borges da presidência da Cemig, o governador Fernando Pimentel foi aconselhado por seus assessores a pisar no freio e suspender as mudanças que faria na Gasmig. Afastar o presidente da estatal, Eduardo Andrade, significaria romper de vez com o vice-governador e desafeto político Antonio Andrade (PMDB), pai do executivo.

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08.06.16

A todo gás

O presidente da Gasmig , Eduardo Ferreira, está tratando de um acordo de troca de ações entre a Gasmig e a dupla CEG e CEG Rio, da Gas Natural Fenosa. Consultada, a Gasmig disse “desconhecer a informação”. Procurado pelo RR, o Gas natural não comentou o assunto.

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10.06.15

Gás encanado

A Gasmig está na fila do gargarejo. É forte candidata a  compra de ativos em distribuição de gás que serão colocados a  venda pela Petrobras.

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03.06.15

Gas Natural Fenosa já tem um substituto para a Gasmig

Embora oficialmente os dados ainda estejam rolando, a Gas Natural Fenosa dá como letra morta as tratativas para a fusão com a Gasmig. Tanto que já transformou seu Plano B em Plano A: os espanhóis abriram conversações com o governo do Paraná para uma associação com a Compagas. A negociação passa pela Copel, principal acionista da distribuidora de gás. O modelo sobre a mesa é similar ao que pautaria a operação com a companhia mineira. O acordo passa pela criação de uma nova empresa, onde seriam pendurados todos os ativos da Compagas e da Gas Natural Brasil, controladora da CEG, CEG Rio e Gas Natural São Paulo. O negócio daria origem a uma concessionária com presença em três dos cinco maiores PIBs estaduais e faturamento anual de R$ 8 bilhões. Com uma receita no Brasil três vezes superior a  da Compagas, a Gas Natural Fenosa não abre mão de ser majoritária na nova empresa – o que, na prática, significará a privatização da distribuidora paranaense. Foi justamente esta exigência que praticamente inviabilizou o acordo com a Gasmig – ao contrário de seus antecessores, Antonio Anastasia e Alberto Pinto Coelho Junior, Fernando Pimentel mostrouse contrário a  desestatização da concessionária. No caso do Paraná, onde há uma manifesta disposição privatizante da parte do governador Beto Richa, as negociações tendem a ter um desfecho diferente. Não custa lembrar que, há duas semanas, o secretário de Fazenda do estado, Mauro Ricardo da Costa, deixou escapar a informação de que há estudos em andamento para a venda de ações da Copel e da Sanepar ainda neste ano. No mesmo dia, foi repreendido publicamente por Beto Richa, que negou a operação. Ao que tudo indica, Costa falou o que não devia na hora em que não podia.

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26.02.15

Mitsui e Sumitomo ensaiam um dueto no mercado de gás

Se Cemig e Gas Natural estão prestes a romper a associação anunciada no ano passado – ver RR edição nº 5.052 -, Mitsui e Sumitomo caminham na direção oposta. Os dois grupos estariam negociando a criação de uma joint venture para atuar no mercado brasileiro de distribuição de gás natural. O colar já chegaria a  vitrine com alguns pingentes. A Mitsui aportaria na nova empresa parte ou até mesmo a totalidade de suas participações em sete concessionárias estaduais de gás, que um dia pertenceram a s Gaspart, leia-se a finada e nada saudosa Enron. A carteira do grupo engloba aproximadamente 8% do mercado nacional – entre os principais ativos, estão a Bahiagás e a paranaense Compagás. Em termos absolutos, não há como comparar a eventual associação entre a Mitsui e a Sumitomo com a fusão dos ativos da Cemig e da Gas Natural no setor. A parceria entre mineiros e espanhóis, seriamente ameaçada devido a  recusa do governo Fernando Pimentel em privatizar a Gasmig, poderá – ou poderia, já não se sabe ao certo – dar origem a  maior distribuidora de gás do país, responsável por atender mais de 20% do mercado nacional. Na partida, Mitsui e Sumitomo não chegarão sequer a  metade desse market share. Ainda assim, a dobradinha nipônica manteria acesa a perspectiva de uma consolidação do setor e de uma maior participação do capital privado. Hoje, a  exceção de Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais este mercado é uma sesmaria dos governos estaduais e, sobretudo, da Gaspetro, presente no capital de mais de duas dezenas de concessionárias. A associação entre Mitsui e Sumitomo na distribuição de gás encanado poderia ser o ponto de partida para outros negócios em conjunto. As duas tradings japoneses teriam planos de, mais a  frente, montar uma comercializada do combustível, focada não apenas na compra e venda do insumo, mas também na importação e exportação de gás natural liquefeito (GNL).

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