Infraestrutura
Risco de judicialização ronda licitação de novo terminal do Porto de Santos
O mar está revolto na Antaq. Maersk e MSC, donas da BTP (Brasil Terminal Portuário), e CMA CGM, controladora da Santos Brasil, têm feito uma intensa operação de lobby nos bastidores com o objetivo de derrubar o modelo de licitação do Tecon Santos 10. A proposta do diretor-geral interino da agência, Caio Farias, cria restrições à participação no leilão de empresas que já operam terminais de contêineres no Porto de Santos, caso da trinca. As três só poderão disputar uma segunda rodada da licitação, na hipótese de não haver candidatos no primeiro certame. Maersk, MSC e CMA CGM têm poucas horas para virar esse jogo. Amanhã, a diretoria da Antaq vai se reunir para referendar a modelagem apresentada por Farias e já submetida ao TCU. Batido o martelo na agência reguladora, restará ao trio de operadores portuários ancorar na Justiça, cenário, diga-se de passagem, que já é discutido entre as companhias. Procuradas, Maersk, MSC e CMA CGM não se manifestaram.
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