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O agronegócio brasileiro vai comendo pelas beiradas na esteira da guerra entre Rússia e Ucrânia. Um exemplo: o Ministério da Agricultura já estima um aumento de 20% nas exportações de trigo para Portugal em 2022. Os “patrícios” têm sido obrigados a suprir a queda das entregas do cereal pelos dois países. Mesmo com o recente acordo, que liberou a retomada das exportações de grãos ucranianos pelo Mar Negro, o fluxo de mercadorias ainda está longe do normal.
Os estudos econômicos feitos pela Aena apontam o aeroporto de Montes Claros (MG) como o rebotalho do pacote de 11 concessões arrematado pelos espanhóis na semana passada. Foi o maior “pedágio” pago pelo grupo para ficar com o Aeroporto de Congonhas – investimento antecipado pelo RR na edição de 15 de agosto.
Prestes a deixar a presidência do STJ, no próximo dia 25, Humberto Martins vem trabalhando para aproximar o clã Bolsonaro de sua sucessora, Maria Thereza de Assis Moura. Trata-se de uma tarefa complexa. A magistrada faz parte da ala “independente” da Corte e é conhecida por ser pouco afeita a pressões de ordem política. Não é uma boa notícia para os Bolsonaro. O STJ tem sido um lócus estratégico para o clã: até o momento, o Tribunal anulou todas as decisões do TJ-RJ contra Flavio Bolsonaro no processo que investiga um suposto esquema de “rachadinhas”.
“Essa primeira decisão já sinaliza o que está por vir em todo o Brasil.” Em contato com o RR, a Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB) – entidade que reúne mais de 1,8 mil hospitais filantrópicos – confirma a guerra jurídica que vem pela frente, deflagrada pela criação do piso mínimo para a enfermagem. Ou seja: a ação contra a União movida na semana passada pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte é apenas a ponta do iceberg. Segundo o RR apurou,
dezenas de Santas Casas de outros estados se preparam para entrar na Justiça, com o objetivo de suspender a nova legislação no maior número possível de unidades da federação.
Essa avalanche de processos deverá ser puxada por São Paulo e Rio de Janeiro, que somam 111 congregações. Nesse momento, há uma tour force entre as Santas Casas com o objetivo de colocar na ponta do lápis os custos praticamente impagáveis gerados pelo piso da enfermagem. A CMB informou ao RR que “iniciou um levantamento junto aos hospitais, que estão formalizando aos seus gestores locais, o impacto em seu faturamento, mensal e anual, deixando transparente a incapacidade do setor em arcar com essa nova despesa em recursos humanos”. Com as diversas ações simultâneas, o objetivo das Santas Casas é ganhar tempo nas instâncias inferiores até que o Supremo se manifeste sobre o pedido de inconstitucionalidade das novas regras de remuneração da enfermagem, aprovadas pelo Congresso no mês passado.
A própria decisão da 17a Vara Federal Cível de Minas Gerais serve de combustível para as demais ações. A Justiça mineira desobrigou a Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte de cumprir o piso salarial da enfermagem por “onerosidade excessiva e imprevisível.” A nova legislação vai provocar um gasto adicional para as Santas Casas de Misericórdia da ordem de R$ 6,3 bilhões por ano – para o setor hospitalar como um todo, a conta estimada é de R$ 16 bilhões. A rede é responsável por 70% do volume de atendimentos de alta complexidade e 51% de média complexidade realizados pelo SUS. Ressalte-se, no entanto, que esta não é uma batalha restrita aos hospitais filantrópicos. A Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) também se juntou à CMB e outras entidades congêneres na ação protocolada no STF questionando a constitucionalidade do projeto que instituiu o piso salarial da enfermagem.
A Dasa, da família Godoy Bueno, estaria em negociações para a compra da Opy Health. A empresa de gestão hospitalar é controlada pela IG4 Capital.
De primeira: a Amazon planeja construir um novo centro de distribuição em São Paulo. O investimento beira R$ 25 milhões.
A BR Properties prepara uma guinada em seu perfil de negócios. A empresa pretende vender as duas últimas torres comerciais que ainda restam em seu portfólio. Quase todos os imóveis corporativos foram negociados recentemente para a Brookfield por R$ 5,9 bilhões. A ideia da companhia é se concentrar em galpões industriais, negócio que tem se mostrado mais rentável.
A direção da Estapar, rede de estacionamentos controlada pelo BTG, trabalha com uma ideia fixa: reduzir a relação dívida líquida/Ebitda para cinco vezes até o fim do ano – informação confirmada ao RR pela própria empresa. Hoje, esse múltiplo é 7. Nada que se compare a 2021. O passivo virou um carro sem freios, chegando a 18 vezes o Ebitda.
A ideia de Jair Bolsonaro de vetar o reajuste de 18% dos salários do STF tem provocado divisões no núcleo duro do governo. A ala política, sobretudo o ministro Ciro Nogueira, é contra. Entende que a decisão abriria mais uma zona de conflito com o Judiciário às vésperas da eleição. Por outro lado, a medida encontra eco na ala militar do Palácio do Planalto, especialmente no general Augusto Heleno, conhecido por seus rompantes contra o Supremo. Ressalte-se que o veto presidencial a reajustes salariais do Judiciário não é exatamente um fato novo. Em 2015, por exemplo, a então presidente Dilma Rousseff barrou o aumento de até 78% da remuneração de magistrados e servidores da Justiça.
A Americanas estuda a cisão das lojas do Hortifruti, rede de supermercados comprada no ano passado. O passo seguinte será a venda de alguns dos imóveis.
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