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Valdemar da Costa Neto escancarou as portas do PL para o governador Romeu Zema, que hoje praticamente carrega o Partido Novo nas costas.
Jair Bolsonaro pretende se apropriar do tema “frente de trabalho”, brigando em um terreno historicamente pertencente ao PT. As discussões no comitê de campanha miram, notadamente, o Nordeste, uma das regiões do país mais sensíveis à questão do desemprego e, ao mesmo tempo, território hostil às pretensões eleitorais do presidente. Assessores de Bolsonaro estão levantando junto a órgãos vinculados ao Ministério da Infraestrutura, notadamente o DNIT e a Infra S/A (antiga Valec), uma série de projetos para a Região, a serem anunciados durante a campanha do segundo turno.
A ideia é embrulhar nesse pacote novas obras de infraestrutura com empreendimentos que já estão no pipeline, mas ainda não saíram do papel. Tudo amarrado ao discurso da geração de postos de trabalho. Segundo o RR apurou, um dos principais projetos será a construção do Sistema Hidroviário do Parnaíba, fundamental para o escoamento da produção agrícola do Piauí e Maranhão. O investimento estimado chega a R$ 14 bilhões. Seria uma bandeira com razoável impacto para milhares de pequenos produtores que atuam na agricultura familiar não só no Maranhão e Piauí, mas também Bahia e Tocantins – ou seja, todo o quadrilátero conhecido como “Matopiba”. Bolsonaro deverá anunciar ainda a ampliação da BR-101, nos trechos entre a Bahia, Alagoas e Sergipe, a duplicação da BR-235, também em Sergipe, além do avanço das obras da Fiol II, leia-se o trecho da Ferrovia de Integração Leste-Oeste entre Caetité e Barreiras, na Bahia.
O projeto seria vinculado à liberação de recursos do FDNE (Fundo de Desenvolvimento do Nordeste). Hoje, o empreendimento gera aproximadamente três mil empregos diretos e indiretos. Estima-se que esse número possa chegar a cinco postos de trabalho, especialmente com o início das obras do chamado Lote 6 da ferrovia. A estratégia de unir o trinômio infraestrutura/Nordeste/postos de trabalho deve ser creditada na conta do ministro das Comunicações, Fabio Faria, hoje um dos mais influentes assessores do comitê de Jair Bolsonaro. Potiguar, Faria tem sido um dos principais articuladores políticos de Bolsonaro na região. A ideia é dar munição eleitoral ao presidente para que ele percorra o Nordeste, anunciando – ou reanunciando – os investimentos.
O RR apurou que a norte-americana Warburg Pincus planeja vender integralmente sua participação no Grupo GPS, uma das maiores empresas brasileiras de segurança privada. Tomando-se como base o valor de mercado, a fatia de 5% estaria avaliada em R$ 450 milhões. Ressalte-se que recentemente a própria Warburg e a Gávea Investimentos, de Armínio Fraga, venderam outros 6,2% do Grupo GPS.
Saindo do forno do Palácio do Planalto: a campanha de Jair Bolsonaro discute a ideia do presidente usar a camisa do Brasil nos debates do segundo turno.
O TSE está rastreando a origem da fake news de que Jair Bolsonaro vetou o piso nacional da enfermagem, que invadiu as redes na última terça-feira.
O Salic, fundo soberano da Arábia Saudita, estaria garimpando ativos em fertilizantes no Brasil. O potentado, que administra mais de US$ 300 bilhões, é sócio da Minerva Foods.
A pouco mais de um mês para a Copa do Mundo, os fabricantes de TV da Zona Franca de Manaus estão bem atrás no placar. Segundo dados obtidos pelo RR, as vendas caíram cerca de 7% em agosto em relação a igual período no ano passado. É o terceiro mês seguido de queda, em um momento que já deveria apontar para uma tendência de recuperação. No mesmo intervalo de comparação, a indústria local produziu cem mil TVs a menos. Péssima notícia para um setor já duramente atingido pela disparada dos preços dos componentes nos últimos dois anos, ainda como reflexo dos seguidos lockdown da indústria chinesa em função da Covid-19.
Segundo o RR apurou, o Fleury planeja entrar no Ceará e no Mato Grosso do Sul, com a aquisição de empresas de medicina diagnóstica locais. É a mesma fórmula utilizada para o ingresso em Minas Gerais – na semana passada, o grupo comprou o laboratório Méthodos. Diante de tanto apetite, parece até que o Fleury está fazendo hedge para o caso da fusão com o Hermes Pardini ser barrada pelo Cade.
O nome do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha desponta dentro do PT como um potencial candidato a presidência da Câmara, em fevereiro de 2023. Antes, no entanto, Lula precisa ganhar a eleição que realmente interessa.
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O que se diz nas entranhas do MDB é que Roseana Sarney também tem pretensões de disputar a presidência da Câmara. Seria, inclusive, moeda de troca para José Sarney declarar apoio a Lula ou a Jair Bolsonaro no segundo turno. A essa altura, fazer de Roseana presidente da Câmara seria um trabalho de Hércules para qualquer um dos candidatos.
A Dori Alimentos, que fatura mais de R$ 1,3 bilhão por ano, vai tirar seu IPO da gaveta. A ideia, segundo o RR apurou, é abrir o capital no primeiro trimestre de 2023. Procurada, a Dori foi protocolar – e nem poderia ser diferente. Informou que “está aguardando as melhores condições de mercado para retomar seu IPO”.
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