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Segundo um grande trader de açúcar em conversa com o RR, até novembro o contrato futuro em Nova York deverá quebrar a barreira dos 20 centavos de dólar por libra-peso – na última sexta-feira, o produto era negociado a 18,46 centavos para março de 2023. Boa notícia para os produtores brasileiros. Por sinal, o Brasil é peça fundamental nessa valorização: em grande parte, a alta se deve ao atraso na moagem da safra 2022/2023 por conta das fortes chuvas na região Centro-Sul do país.
A equipe econômica busca soluções para cobrir os dispêndios feitos pelo governo Bolsonaro que estão fora do teto de gastos. Uma das propostas que ganha força é antecipar o pagamento dos dividendos da Petrobras referentes ao quarto trimestre, repetindo expediente já adotado na distribuição dos lucros do segundo trimestre do ano. Nesse caso, a estatal procederia a remuneração dos acionistas até 20 de dezembro, o que permitiria ao Tesouro lançar esses recursos nas contas públicas de 2022.
Em conversa com o RR, a Petrobras informou que, no primeiro semestre de 2022, a União recebeu cerca de R$ 32 bilhões de dividendos da empresa. Com a nova parcela de dividendos aprovada em 28 de julho, o valor da remuneração da União somará R$ 64,1 bilhões neste ano – informação também confirmada à newsletter pela companhia. Perguntada especificamente sobre a possibilidade de antecipação do pagamento do valor referente ao quarto trimestre, a estatal não se pronunciou.
Haveria ainda a hipótese de recursos originalmente reservados para investimentos serem redirecionados para o pagamento de dividendos, o que aumentaria o valor da remuneração aos acionistas previsto para este ano – esse remanejamento poderia ser compensado em 2023. O nó fiscal é grande. A “PEC das Bondades” criou cerca de R$ 41 bilhões em despesas adicionais, não previstas no orçamento. Entram nessa conta o valor adicional do Auxílio Brasil de R$ 600 até dezembro, o vale-gás e os benefícios a caminhoneiros e taxistas. Cerca de R$ 12 bilhões já foram desembolsados.
Nesse cenário, a antecipação dos dividendos da Petrobras contribuiria bastante para o governo fechar as contas públicas de 2022, estropiadas pela combinação entre o carry over da pandemia e os afagos eleitorais do candidato Jair Bolsonaro. Mesmo porque, olhando-se para um lado e para o outro, Paulo Guedes e sua equipe não têm mais de onde tirar. Na atual circunstância, em meio ao processo eleitoral, dificilmente haveria espaço para o governo retirar da cartola uma nova PEC do Teto.
R$ 364,1 milhões. Na ponta do lápis, este é o valor que Solidariedade, PP, Patriota e PSC deixarão de receber em 2023, segundo dados obtidos pelo RR junto ao próprio TSE. A cifra se refere aos recursos do Fundo Partidário que o quarteto perderá por não ter atingido a cláusula de barreira nas eleições. O maior prejuízo será do Solidariedade: aproximadamente R$ 107 milhões.
Corre no mercado que a Aegea Saneamento prepara uma substancial captação no exterior. O sarrafo subiu demais para a empresa. Com a vitória no leilão de saneamento do Ceará na semana passada, a Aegea assumiu mais R$ 6 bilhões em obras. Some-se a isso os R$ 24 bilhões que terá de desembolsar nas duas concessões da Cedae arrematadas no ano passado. Tudo isso em meio à desconfiança dos agentes financeiros em relação à operação no Ceará. Em relatório, o Itaú BBA afirmou que “os retornos serão muito baixos”. Consultada pelo RR, a Aegea informou que “estuda de modo contínuo eventuais captações e projetos que agreguem ao seu modelo de negócios”.
Nem só de Jair Bolsonaro vive o empresário Luciano Hang. A Havan está com mais de R$ 400 milhões em caixa. Parte dos recursos deverá ser destinada à expansão do número de megalojas, especialmente no Nordeste.
O próximo dia 13 deverá marcar o primeiro encontro público entre Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes após o presidente da República chamar o ministro de “patife”. Ambos são aguardados na posse do novo presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Lelio Bentes Corrêa. Em tempo: por si só, a própria presença de Bolsonaro na Corte já é uma saia justa. O presidente já declarou ser favorável à extinção da Justiça do Trabalho.
A Fiesp pretende organizar um novo encontro entre empresários e os candidatos Lula e Jair Bolsonaro. O petista já sinalizou que vai. Com Josué Gomes da Silva na presidência da entidade, Lula joga em casa.
Sergio Moro está cheio de banca no União Brasil após sua eleição ao Senado. Ofereceu-se a ir a Salvador para conversar com ACM Neto e tentar convencê-lo a apoiar Jair Bolsonaro. Só tem dois “senões”: se unir a Bolsonaro na Bahia seria uma queimação de filme – Lula teve quase 70% dos votos no estado. Além disso, ACM Neto não tem Sergio Moro em boa conta. O baiano foi um dos principais articuladores para ceifar pela raiz a candidatura do ex-ministro à Presidência da República pelo União Brasil.
O youtuber Monark, codinome de Bruno Aiub, teria sido sondado pela campanha de Jair Bolsonaro para participar dos programas eleitorais do presidente na TV. Ex-acionista do podcast Flow, o influencer é pródigo pelas polêmicas. Na mais notória delas, defendeu a existência de um partido nazista no Brasil.
Circula no Ministério de Minas e Energia a informação de que o governo do Paraguai quer aumentar o valor dos royalties pagos por Itaipu Binacional aos municípios localizados no seu entorno. A medida valeria tanto para as cidades do lado paraguaio quanto brasileiro. A justificativa é que a usina terá uma folga de caixa de R$ 10 bilhões com a quitação do financiamento referente à sua construção, previsto para 2023.
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