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O RR apurou que a Fundição Tupy pretende deslanchar, a partir do ano que vem, um plano de aquisições no exterior. A empresa mira a América Latina. A Tupy já tem duas fábricas no México, além de uma unidade de produção em Portugal. Ressalte-se que a empresa está prestes a “ganhar” dois importantes acionistas: a volta do PT ao poder reduz consideravelmente a probabilidade de o BNDES e a Previ, donas de 50% do capital, venderem suas participações na companhia – movimento ensaiado pelo banco de fomento e pelo fundo de pensão há pelo menos dois anos.
Assessores de Fernando Haddad cogitam a permanência do atual vice-presidente corporativo do Banco do Brasil, Ênio Mathias, no cargo. Mathias ganhou pontos entre os petistas durante a transição. Foi o principal interlocutor do BB junto ao próprio Haddad e também Aloizio Mercadante e Gleisi Hoffmann.
A alemã RWE Renewables, um dos grandes players de geração renovável do mundo, planeja entrar no Brasil. Segundo o RR apurou, o grupo já sinalizou o interesse a autoridades da área de Minas e Energia. Os alemães têm sondado empresas de energia eólica e solar que atuam no país em busca de parcerias ou mesmo para a compra de ativos nesses segmentos. A RWE mira especificamente na instalação de usinas eólicas offshore. Nesse caso, poderá replicar no Brasil o acordo que mantêm com a ArcelorMittal na Alemanha. As duas empresas vão montar plataformas no Mar do Norte com o objetivo de suprir energia para as plantas da siderúrgica no país e, assim, produzir aço de baixa emissão.
A RWE já anunciou investimentos globais da ordem de 50 bilhões de euros até 2030, com o objetivo de duplicar sua capacidade de produção de energia verde para 50 GW. A entrada no Brasil é uma peça importante no mosaico de operações internacionais da RWE, especialmente nas Américas. A empresa tem três parques eólicos e outras duas usinas solares nos Estados Unidos. Opera ainda no Canadá, onde também mantém duas plantas de energia solar. A intenção dos alemães é espraiar os investimentos para a América Latina, notadamente o Brasil.
Sergio Rial, que assumirá a presidência da Americanas nos próximos dias, já está debruçado sobre um plano de aquisições de fintechs. Rial quer fortalecer a operação financeira digital do grupo, encabeçada pela Ame. A ideia é adquirir, sobretudo, fintechs especializadas em crédito e em soluções de pagamento, tanto para o consumidor quanto para parceiros da Americanas do B2B.
O Carrefour elegeu como prioridade acelerar a conversão das lojas das bandeiras do Grupo Big, comprado junto à norte-americana Advent em março de 2021. A meta do grupo é concluir o processo até junho – de um total de 122 estabelecimentos, faltam ainda 63 pontos de venda. A maior parte das unidades será convertida para a marca Atacadão, um dos negócios mais rentáveis do Carrefour no Brasil.
A turbulenta relação do Brasil com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), marca do governo Bolsonaro durante a pandemia, é página virada. O epidemiologista brasileiro Jarbas Barbosa, que assumirá o comando da OPAS em fevereiro, já acenou à futura ministra da Saúde, Nísia Trindade, sobre parcerias específicas para o combate de endemias no Brasil. O foco principal são a dengue e a febre amarela.
Atenção arautos do mercado: recomenda-se prestar muita atenção ao que fala André Lara Resende. Suas palavras representam também o pensamento de Fernando Haddad. Ou melhor dizendo, o pensamento de Haddad foi influenciado por suas ideias. Os dois têm longa convivência, que se estreitou no Grupo de Transição. As ideias de Lara Resende foram incorporadas por Haddad, o que não quer dizer que serão praticadas em sua íntegra. Mas são um bom norte para entender na essência o pensamento da equipe econômica. Isso independe de Lara Resende ir ou não para o governo. Sua influência já está dada. Feitas as devidas ressalvas, ele é o Olavo de Carvalho da economia. A principal diferença é que é um “bom Olavo de Carvalho”.
Emissários da estatal boliviana YPF têm procurado grandes grupos brasileiros nas últimas semanas, oferecendo contratos de fornecimento de gás natural. A empresa diz ter produto para pronta entrega. Quem te viu quem te vê. No primeiro semestre deste ano, a YPFB reduziu unilateralmente o suprimento de gás para a Petrobras, descumprindo o contrato entre ambas. Á época, aproveitou a oportunidade de vender o produto a preços maiores para a Argentina. Só que nos últimos meses, com o fim do inverno, o governo de Alberto Fernandez reduziu substancialmente as encomendas. E a YPFB voltou a olhar o Brasil com outros olhos, a ponto, inclusive, de assinar um aditivo contratual com a Petrobras após o imbróglio.
Arthur Lira já trabalha para engessar qualquer ingerência da recém-criada Comissão Representativa do Congresso sobre verbas parlamentares. O alvo principal é o desafeto Fernando Collor, escolhido para integrar o colegiado no Senado. Ao apagar das luzes da atual legislatura, Lira quer evitar qualquer chance de Collor manobrar recursos do orçamento e se capitalizar politicamente em Alagoas. A Comissão Representativa do Congresso é um arremedo parlamentar criado às pressas com o objetivo de exercer atribuições de caráter urgente durante o recesso da Câmara e do Senado, ou seja, até o início de fevereiro. E Lira sabe melhor do que ninguém que, entre a maioria dos parlamentares, não há nada com caráter mais urgente do que beliscar verbas do orçamento.
O Lone Star vai vender caro sua posição na Atvos, antigo braço sucroalcooleiro da Odebrecht. O fundo norte-americano até está disposto a encerrar o contencioso para reassumir o controle da empresa. Mas, para isso, valendo-se do chapéu de credor, quer direito de preferência no pagamento das dívidas da companhia. Os norte-americanos alegam ter mais de R$ 1 bilhão a receber da Atvos. A briga é encarniçada. Conforme o RR antecipou, o Lone Star entrou na Justiça para brecar a transferência do controle da empresa para o fundo Mubadala, costurada pelos bancos credores, notadamente BNDES e Banco do Brasil. Por trás do Lone Star encontra-se o investidor norte-americano de origem irlandesa John Grayken, conhecido no mercado por transformar uma mesa de negociações em um campo de batalha, de onde quase sempre sai como vencedor.
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