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O ministro da Justiça, Flavio Dino, pretende mudar a legislação sobre o uso da Força Nacional de Segurança (FNS). A proposta, que já vinha sendo discutida no âmbito da equipe de transição, passou a ser tratada como prioridade após os atos criminosos do último domingo, em Brasília. A ideia é que o governo federal tenha plenos poderes para determinar o envio de tropas da FNS sem a necessidade de pedido e muito menos de anuência do chefe do executivo estadual. Trata-se de uma medida sensível. A área de segurança pública é uma prerrogativa dos estados. Não obstante a proposta criar uma potencial zona de fricção com os governadores, Dino tem defendido que o ambiente institucional exige manobras mais firmes e que o governo central precisa dispor de um instrumento de atuação direta na segurança para preencher eventuais lacunas deixadas pelas polícias estaduais.
Hoje, o uso da Força Nacional de Segurança está em uma zona cinzenta do ponto de vista legal. O decreto nº 7.957, de 2013, alterou a redação original do decreto nº 5.289, de 29 de novembro de 2004. Segundo o Artigo 4º, “a Força Nacional de Segurança Pública poderá ser empregada em qualquer parte do território nacional, mediante solicitação expressa do respectivo Governador de Estado, do Distrito Federal ou de Ministro de Estado.”. O novo texto suscita interpretações de que qualquer ministro teria poder para requisitar o emprego da corporação. No entanto, não é este o entendimento do STF. Em 2020, a Suprema Corte determinou, por nove votos a um, a retirada da Força Nacional de Segurança de dois municípios da Bahia. As tropas haviam sido enviadas por ordem do Ministério da Justiça, sem a concordância do governo do estado. No último fim de semana, por exemplo, o Ministério da Justiça somente autorizou o envio de agentes da FNS a Brasília após ofício do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, requisitando a presença da corporação na capital federal.
Os planos de Flavio Dino passam também pela ampliação do efetivo da Força Nacional de Segurança e pelo aumento da remuneração dos agentes. Hoje, a FNS conta com aproximadamente 1,3 mil integrantes, número considerado limitado por Dino e sua equipe para momentos mais graves, como o do último fim de semana.
Na equipe do governador Tarcísio Freitas, o Pátria Investimentos é considerado nome certo no leilão do trecho Norte do Rodoanel, que deverá ser realizado até março. Em parceria com o GIC, fundo soberano de Cingapura, a gestora já administra uma das maiores concessões rodoviárias do estado, o corredor Piracicaba-Panorama, no qual está previsto um pacote de investimentos da ordem de R$ 14 bilhões.
A IG4 Capital, maior acionista da Iguá Saneamento, está pavimentando o caminho para reduzir sua participação na empresa. O script traçado prevê um aumento de capital com a entrada de um novo investidor na companhia, juntando-se às canadenses CPPIB e AIMCo. A IG4 não acompanharia o aporte, tendo parte da sua posição acionária diluída.
Procura-se um lugar para Neri Geller no governo. A nova ideia que ganhou força nos últimos dias é a sua nomeação como assessor especial do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Será um prêmio de consolação, caso Fávaro não consiga emplacar a proposta de cisão da Conab e criação de uma agência de inteligência agropecuária, que seria comandada por Geller. A ideia enfrenta a resistência de Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário, que articula a transferência da Conab para a sua Pasta. Desde a transição, Geller sofreu um impressionante downgrade. Inicialmente cotado para assumir o próprio Ministério, o parlamentar foi preterido por Fávaro. Posteriormente cogitado para a Secretaria de Política Agrícola, perdeu a queda de braço para Wilson Vaz de Araújo, funcionário de carreira da Conab.
Gleisi Hoffmann tem trabalhado nos bastidores pela reeleição de Rodrigo Pacheco à presidência do Senado. Nos últimos dias, concentrou-se nas articulações junto a Arthur Lira, com o objetivo de assegurar os votos do PP. O PP tem seis senadores, um contingente que, na ponta do lápis, pode ser decisivo para evitar a vitória do oposicionista Rogério Marinho (PL), ex-ministro do Desenvolvimento Regional de Jair Bolsonaro. A principal moeda de troca sobre a mesa é o apoio do PT à recondução do próprio Lira à Presidência da Câmara.
O que se diz nos corredores da CBF é que Fernando Sarney, vice-presidente da entidade, foi o principal articulador do posicionamento divulgado pela entidade ontem, repudiando “veementemente” o uso da camisa da seleção brasileira em “atos antidemocráticos e de vandalismo”. No próprio domingo, o filho do ex-presidente José Sarney começou alinhavar o manifesto e fez chegar a integrantes do governo a informação sobre o pronunciamento da CBF. A Confederação só não explicou por que se calou nos últimos anos em que a “amarelinha” virou o uniforme oficial dos pedidos de golpe e intervenção militar. Parece até que esperou Jair Bolsonaro sair do gramado.
O chanceler Mauro Vieira está às voltas com uma agenda espinhosa no âmbito do Mercosul. O Itamaraty tem feito gestões junto ao governo do Uruguai com o objetivo de evitar restrições à compra de carne de frango brasileira. Há uma forte pressão dos produtores locais pela redução das importações. A alegação é que a crescente entrada do frango brasileiro está prejudicando produtores de frango e frigoríficos nacionais, alguns inclusive à beira da falência. Ressalte-se que a avicultura do Uruguai teve um 2022 extremamente duro: uma forte onda de calor e o déficit hídrico causaram a morte de mais de 600 mil galinhas poedeiras, o que obrigou o governo do presidente Luis Alberto Lacalle Pou a decretar emergência agrícola.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, articula uma viagem à Espanha para se encontrar com sua congênere, Yolanda Díaz. A agenda não poderia ser outra: a revisão da reforma trabalhista brasileira, uma das prioridades de Marinho. Yolanda Díaz é uma referência no assunto. Foi ela quem conduziu, no ano passado, as mudanças na legislação trabalhista espanhola, em parte desmontando a reforma feita em 2012 pelo governo de centro-direita do então primeiro-ministro Mariano Rajoy.
Corre no mercado que a Riachuelo e a Lojas Marisa vêm mantendo conversações para uma possível fusão, que daria origem a um conglomerado com mais de 700 lojas e receita líquida da ordem de R$ 8 bilhões. A informação é que Flavio Rocha, controlador da primeira, teria uma participação majoritária na nova empresa. As duas companhias têm buscado possibilidades de M&A. Há notícias recentes de que a Riachuelo conversou também com a Arezzo e o Grupo SBF, dono da Centauro. No ano passado, por sua vez, a família Goldfarb, dona da Marisa, chegou a abrir negociações para a venda da empresa à Americanas.
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