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O Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ), que administra mais de US$ 350 bilhões em ativos em todo o mundo, pretende voltar ao setor de educação no Brasil. Os canadenses miram o segmento de ensino superior, que deve ganhar novo impulso com a retomada do Fies. O CDPQ já foi acionista da Somos Educação, antiga Abril Educação.
Nas simulações do futuro secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, há um cenário radical de medidas arrecadatórias que poderia aumentar em R$ 130 bilhões a receita fiscal nos quatro anos do governo Lula. Algumas delas são taxações sobre receitas que teriam de ser geradas através da sua aprovação pelo Congresso. São elas os marcos regulatórios dos jogos de azar e produção e uso da maconha. No mesmo cenário, com ressalvas imensas, é previsto o imposto adicional sobre o agrobusiness.
A Cide dos Jogos, com taxação de 17% por aposta, estipulada no projeto já aprovado pela Câmara dos Deputados, pode gerar cerca de R$ 20 bilhões, em média, por ano. A legalização da maconha tem potencial de arrecadação de R$ 8 bilhões no quatriênio. O imposto sobre o agrobusiness, por sua vez, levantaria mais de R$ 10 bilhões por ano. O setor é o maior destinatário de créditos especiais e incentivos fiscais do país e contribui muito pouco na receita tributária total. O problema é meter a mão nessa cumbuca agrícola do Centrão. Talvez seja mais fácil aprovar as leis da maconha e da jogatina.
O RR apurou que o fundo inglês VH Global Sustainable Energy Oportunities pretende comprar ativos em geração eólica no Brasil. Já há conversações com um grande grupo do setor. Os britânicos já têm um pé em energia no país. No ano passado, o VH Global, administrado pela Victory Hill Capital Partners, uniu-se à Paraty Energia para a compra da usina hidrelétrica Mascarenhas junto à EDP Brasil, por R$ 1,2 bilhão.
A chilena Cencosud pretende acelerar a abertura de lojas com a bandeira Giga Atacado em São Paulo. O plano seria a inauguração de cinco pontos de venda ao longo de 2023 – hoje, são 11 unidades na Grande São Paulo. A expansão no maior mercado do país é vista como fundamental pela Cencosud para aumentar sua receita no sistema “atacarejo”.
O ex-ministro Rogério Marinho, candidato de Jair Bolsonaro à presidência do Senado, trabalha nos bastidores em busca de apoio para uma PEC polêmica e oportunista. Marinho vai propor um rodízio na indicação de ministros para o STJ e o STF: o Congresso se alternaria com a Presidência da República na nomeação de integrantes das duas Cortes, seguindo o que ocorre, por exemplo, no TCU. A curto prazo, a PEC de Marinho teria como objetivo ceifar uma das duas indicações para o Supremo que Lula terá o direito de fazer em seu mandato, com as aposentadorias de Ricardo Lewandowski e Rosa Weber, previstas para este ano.
A equipe da ministra da Saúde, Nísia Trindade, está trabalhando para garantir o suprimento de vacinas contra gripe, tétano e sarampo, entre outros. Uma leva de 270 mil doses, no total, produzidas pela GSK está vindo de Montevidéu, por caminhões aviões fretados.
Luiz Antonio Azevedo, ligado à CUT, está cotado para uma das diretorias dos Correios. Azevedo é historicamente próximo do petista Ricardo Berzoini, indicado para assumir a presidência da estatal. Ocupou a Secretaria Executiva do Ministério das Comunicações durante a gestão de Berzoini, no governo Dilma. Antes, o PT terá de emplacar o próprio Ricardo Berzoini no comando dos Correios: sua nomeação tem esbarrado na falta de diploma de curso superior.
Até o momento o fundo norte-americano Serengeti ainda não teria apresentado garantias firmes para o aporte na Liga Forte Futebol do Brasil (LFF), entidade que reúne 26 clubes nacionais. A demora tem causado preocupação entre os dirigentes. Há receio quanto à capacidade do fundo de honrar o negócio nas cifras previamente alinhavadas. A proposta da Serengeti para se associar à LFF beira os US$ 900 milhões, o equivalente a 70% do seu patrimônio total, na casa de US$ 1,4 bilhão.
Há quem pense no entorno de Flávio Dino em prender Jair Bolsonaro ainda que em solo norte-americano. Para isso, seria necessário criminalizá-lo e fazer um acordo com o governo de Joe Biden. Os interlocutores do ministro da Justiça consideram que, sem uma ação enérgica sobre Bolsonaro, o Brasil vai acabar tendo de conviver com o terrorismo. Mas também há quem considere a medida perigosa, pois o encarceramento do ex-presidente, hoje provavelmente o representante máximo da extrema direita no mundo, poderia levar a uma reação explosiva dos seus grupos de apoio. Não custa lembrar que Bolsonaro teve quase metade dos votos no segundo turno e, desde 2018, concentra um grupo fixo de legionários que corresponde a aproximadamente um terço do eleitorado. O problema maior é o grau de radicalidade desses apoiadores. Tem gente que está disposta a ou matar ou morrer. De qualquer forma, é preciso encarar a questão Jair Bolsonaro. Sua liderança aberta e descarada sobre um exército de vândalos é uma afronta ao Estado brasileiro. Se nada for feito, o país caminha para a barbárie. Resta ver como se comportam as Forças Armadas do país: se são profissionais ou “bolsonaristas”. Por enquanto, não há resposta, mas só um enigma.
Corre no mercado a informação de que a Tecnisa, do empresário Meyer Nigri, estuda um aumento de capital. O burburinho tem servido de combustível para o papel: nos últimos cinco pregões, a ação da incorporadora subiu 16%.
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