Redação RR - Relatório Reservado

Artigos: Redação RR

Startup irlandesa mira aquisições no Brasil

9/03/2026
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A startup irlandesa Oraion pretende usar o Brasil como plataforma para acelerar sua expansão na América Latina. No setor, circulam informações sobre o seu interesse na aquisição de empresas no país, notadamente nos segmentos de dados corporativos, analytics e automação de processos financeiros. Fundada em 2024, a Oraion tem negócios não apenas no Reino Unido, mas também nos Estados Unidos. A startup desenvolve uma plataforma de inteligência empresarial baseada em agentes de inteligência artificial, capaz de integrar dados estruturados — como ERPs e CRMs — com informações não estruturadas presentes em contratos, documentos e registros operacionais das empresas. Nesse contexto, o Brasil surge como mercado estratégico. Além de concentrar um dos maiores ecossistemas corporativos da América Latina, o país reúne grande volume de dados empresariais e alta complexidade operacional.

Investimento em megabaterias entra no radar da Votorantim e da CPP

9/03/2026
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O Grupo Votorantim e a CPP Investments ensaiam sua entrada em um novo setor, o de megabaterias, que deverá movimentar até R$ 50 bilhões nos próximos quatro anos. Segundo informação que circula em petit comité, os Ermírio de Moraes e a gestora canadense, que soma mais de US$ 600 bilhões em ativos, planejam disputar o primeiro leilão de sistemas de armazenamento de energia em baterias, programado pelo Ministério de Minas e Energia para junho. A investida no setor se daria por meio da Auren Energia, na qual Votorantim e CPP são sócios. Pode ser o investimento mais contundente da dupla na área de energia desde meados de 2024, quando a Auren comprou toda a operação da norte-americana AES no Brasil. O certame, que vem sendo estruturado pelo governo e pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), deverá contratar cerca de dois gigawatts (GW) de potência em sistemas de armazenamento, capazes de entrar rapidamente em operação para equilibrar a rede em momentos de pico de consumo. Em termos de escala, trata-se de capacidade suficiente para abastecer uma cidade com algo próximo de seis milhões de habitantes. Analistas do setor estimam que os projetos associados ao leilão possam movimentar cerca de R$ 10 bilhões em investimentos. Consultada pelo RR, a Auren não quis comentar o assunto.

A investida nas chamadas megabaterias é mais um passo estratégico da Votorantim e da CPPIB em transição energética. A dupla já tem um expressivo estoque de investimentos no setor. A Auren opera um portfólio diversificado de ativos renováveis, incluindo hidrelétricas, parques eólicos e usinas solares, que somam cerca de 8 GW de capacidade instalada. Os Ermírio de Moraes e os canadenses são sócios também na Floen, um veículo de private equity voltado a investir em transição energética e soluções climáticas. Agora, miram em um mercado com forte potencial de crescimento, o de armazenamento em baterias. Segundo a International Energy Agency (IEA), a capacidade global de baterias estacionárias conectadas à rede alcançou cerca de 124 GW, um aumento de 12 vezes desde 2019. Somente no ano passado foram adicionados 63 GW de novos sistemas, reflexo da expansão acelerada de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica. Projeções da própria IEA indicam que a capacidade global de armazenamento em baterias poderá se aproximar de um terawatt (1.000 GW) até 2030. Como não poderia deixar de ser, esses números são energizados, sobretudo, pelas duas grandes potências do planeta. Nos Estados Unidos, o mercado avança em ritmo acelerado: o país instalou 18 GW de baterias em 2025 e projeta adicionar mais 20 GW neste ano. A China vai ainda mais longe: somente em 2025 incorporou cerca de 37 GW de capacidade de armazenamento, volume superior à soma das novas instalações registradas nos Estados Unidos e na Europa no mesmo período. No plano financeiro, o mercado global de baterias já supera US$ 150 bilhões por ano e tende a ganhar escala ainda maior.

No Brasil, o leilão é visto como o primeiro grande impulso para uma indústria ainda incipiente. O país conta hoje com cerca de 900 MWh de capacidade de armazenamento instalada ou contratada, volume considerado reduzido para um sistema elétrico cada vez mais dependente de geração solar e eólica. O governo espera atrair grandes grupos nacionais e internacionais para o certame. WEG, Axia (ex-Eletrobras) e Huawei estão entre os potenciais interessados.

#Votorantim

Controladores da Marisa estudam novo aporte de capital

9/03/2026
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A família Goldfarb, controladora da Lojas Marisa, avalia realizar um novo aporte de capital na rede varejista. A empresa tem sido um sugadouro de recursos. Estima-se que, nos últimos cinco anos, os acionistas já tenham injetado quase R$ 1 bilhão no negócio, entre subscrição de ações, empréstimos e compra de dívidas. E as operações de socorro não se limitam à Marisa. O clã se viu obrigado também a colocar cerca de R$ 90 milhões no MBank, o braço financeiro da companhia. Não é de hoje que rede varejista atravessa uma situação delicada. No último balanço divulgado, em setembro do ano passado, a BDO, auditoria independente, levantou dúvidas sobre a capacidade de continuidade operacional da empresa. No fechamento do terceiro trimestre de 2025, a Marisa e suas controladas apresentaram capital circulante líquido negativo de R$ 264,7 milhões no consolidado.

Consultada pelo RR, a companhia não se manifestou até o fechamento desta matéria.

O que mais chama a atenção é que o alerta sobre a própria sobrevivência da companhia vem em meio a um enorme esforço para reversão das sucessivas perdas dos últimos anos. Entre janeiro e setembro de 2025, por exemplo, a Marisa registrou um pequeno lucro de R$ 10,3 milhões, um bálsamo para quem teve um prejuízo de mais de R$ 320 milhões no mesmo período no ano anterior. Além disso, a empresa conseguiu reduzir sua alavancagem para um nível razoável de segurança – a relação dívida líquida/Ebitda chegou a 0,6 vez. Ainda assim, a julgar pelo parecer da BDO, não foi o suficiente, o que está forçando os acionistas controladores a colocar a mão no bolso mais uma vez. Até quando?

#Marisa

Entidades acadêmicas reagem contra navalhada de Tarcísio na área de pesquisas

9/03/2026
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A decisão do governo Tarcísio de Freitas de extinguir milhares de cargos ligados à área de pesquisa gerou uma onda de indignação entre a comunidade científica. Entidades acadêmicas e associações de pesquisadores – a exemplo da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp) e da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) – articulam um manifesto público contra o que consideram um desmonte na estrutura de ciência no estado. No último dia 27 de fevereiro, por meio do decreto 70.410/2026, o governo paulista eliminou 5.280 cargos em 16 institutos públicos de pesquisa. A avalanche afetou entidades como o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), o Instituto Biológico, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), além de órgãos da área de saúde como o Instituto Adolfo Lutz e a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen). Nos bastidores, cientistas afirmam que o impacto vai muito além de uma simples reorganização administrativa. O corte atinge carreiras técnicas e científicas responsáveis pela sustentação cotidiana dos laboratórios — desde pesquisadores até especialistas que operam equipamentos, conduzem experimentos e mantêm acervos e coleções científicas. Sem essas funções, institutos que há décadas produzem conhecimento essencial para áreas como agricultura, segurança alimentar e saúde pública correm o risco de entrar em um processo acelerado de esvaziamento.

#Tarcísio de Freitas

Os sinuosos movimentos de Rui Costa no tabuleiro eleitoral da Bahia

9/03/2026
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Rui Costa passou os últimos três anos bombardeando Fernando Haddad. Agora, ao que parece, seu novo alvo é o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Nos bastidores da política baiana, a ofensiva do atual ministro da Casa Civil contra o vice-governador Geraldo Júnior é vista como parte de uma manobra mais ampla e ainda submersa. Para todos os efeitos, Costa tem defendido a substituição do vice na chapa de reeleição de Rodrigues, alegando perda de confiança após a circulação de mensagens críticas a ele em um grupo de WhatsApp. Porém, no próprio PT há quem enxergue uma ardilosa triangulação. Ao mirar em Geraldo Junior, Costa estaria, na verdade, tentando acertar em Rodrigues e, assim, enfraquecer sua candidatura à reeleição. As pretensões eleitorais do ministro da Casa Civil são um pêndulo. O PT quer que Costa dispute uma vaga no Senado. Mas não é de hoje que ele flerta com a ideia de substituir Jerônimo Rodrigues e concorrer ao governo da Bahia, posto que ocupou por dois mandatos entre 2015 e 2022.

#Rui Costa

C6 Bank avalia nova captação após emissão de R$ 700 milhões

6/03/2026
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Corre no mercado que o C6 Bank avalia voltar ao mercado de capitais ainda neste semestre para uma nova captação de recursos. Quando o dinheiro bate à porta, não há nada mais a fazer do que escancará-la. O plano de retorno quase imediato ao mercado se deve ao forte apetite dos investidores na sua recente emissão de letras financeiras, em fevereiro. O C6 Bank levantou R$ 700 milhões em sua primeira emissão pública desse instrumento, mas a demanda superou a oferta com folga, chegando a R$ 2 bilhões. O resultado reforçou a percepção, dentro da instituição, de que há espaço para novas emissões no curto prazo, aproveitando o momento favorável de liquidez e o interesse crescente por papéis de bancos digitais em expansão. O movimento ocorre em um período de crescimento do C6. Em 2025, o banco registrou lucro líquido de R$ 2,46 bilhões, avanço de 8,5% em relação ao ano anterior. A instituição também alcançou 40 milhões de clientes e uma carteira de crédito de R$ 89,3 bilhões, expansão de 49% em doze meses.

#C6 Bank

Steinbruch raspa CSN até o osso e pode acabar com Volta Redonda

6/03/2026
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A deterioração da CSN está longe de ser apenas uma consequência da notória perda de competividade da siderurgia brasileira. Há método e premeditação por trás desse declínio. No mercado cresce a percepção de que a CSN de hoje é resultado de um processo calculado de esvaziamento conduzido por Benjamin Steinbruch, que ao longo do tempo foi tirando valor financeiro da companhia, a ponto de deixá-la quase no osso e praticamente empurrar o problema para a conta do governo, tanto o estadual quanto o federal. É possível mapear uma sucessão de ações que apontam nessa direção. Nos últimos anos, a siderúrgica tornou-se uma plataforma de extração de caixa e alocação de capital em outros ativos do grupo, como mineração, cimentos e logística. Ou seja: a CSN acabou sugada para alimentar negócios paralelos de Steinbruch. De 2021 para cá, o caixa operacional da empresa caiu de R$ 14,8 bilhões para cerca de R$ 8 bilhões. Ao mesmo tempo, a siderúrgica virou um depositário de passivos. Desde 2021, a dívida líquida da companhia disparou, saindo de R$ 16 bilhões para impagáveis R$ 38 bilhões. Ainda assim, na condição de acionista controlador, Steinbruch não tem do que se queixar: desde 2020, a CSN já distribuiu cerca de R$ 13,8 bilhões em dividendos.

Assim como colesterol, pode-se dizer que há dívida “boa” e dívida “ruim”. O hemograma da CSN mostra que o seu passivo se enquadra no segundo caso. A disparada do endividamento não se traduziu em significativos investimentos na planta de Volta Redonda. Pelo contrário. No setor, é quase unânime a avaliação de que a CSN é hoje uma usina defasada, que caminha a passos largos para se tornar quase inviável do ponto de vista tecnológico. Benjamin Steinbruch não conduziu os investimentos necessários para a modernização do alto-forno. Aos poucos, a CSN perdeu centralidade dentro do próprio grupo. Não se pode dizer que seja um fenômeno recente. Especialistas ouvidos pelo RR são quase unânimes em afirmar que, há muito, Benjamin Steinbruch vem tirando valor da CSN, partindo da premissa de que o negócio seria praticamente insustentável no longo prazo. Ou seja: não é de hoje que carrapatos e sanguessugas se prendem à pele da empresa. Essa sucção é um projeto antigo e planejado.

Até mesmo o processo de venda de ativos aberto por Benjamin Steinbruch surge como um truque de ilusionismo. Parece ter sido feito para não ser feito. Há relatos no mercado de que Steinbruch estaria tentando levantar R$ 15 bilhões com a eventual venda da siderúrgica. Seria uma pedida longe da realidade, que ignora a perda de valor da companhia. Basicamente, haveria quatro caminhos para a alienação parcial ou total da CSN, conforme o próprio RR já enumerou: uma fusão com a também combalida Usiminas, a venda para a ArcelorMittal ou para a Gerdau ou a negociação para investidores chineses, muito provavelmente com o objetivo de transformar a usina de Volta Redonda em uma mera laminadora de placas de aço importadas do país asiático.

Mas há um quinto caminho – e talvez nunca tenha existido outro para Benjamin Steinbruch. Todo o processo de definhamento da CSN teria como objetivo perverso criar um fator de pressão política para lançar o problema no colo dos governos federal e do estado. O eventual colapso da siderúrgica significaria uma tragédia econômica e social sem precedentes em Volta Redonda e em todo o Sul Fluminense. Ou seja: a fragilização da CSN não deixa de ser um elemento de chantagem sobre o poder público. Para o governo Lula, a empresa carrega um forte valor simbólico, como um dos últimos grandes emblemas da era Vargas. Para o governo do estado, a debacle representaria um turbilhão de desemprego, perda de renda e consequente convulsão social na terceira maior cidade do Rio de Janeiro. Se a usina perde musculatura e a empresa entra em espiral de necessidade de caixa, com riscos de demissão em massa, está construída a narrativa para justificar o “roteiro clássico” de socorro: financiamento com bancos públicos, flexibilização de garantias, renegociação de passivos, incentivos estaduais e federais e algum tipo de blindagem regulatória. O argumento é que, ao deixar a siderurgia chegar “no osso”, cria-se uma situação em que o Estado é empurrado a escolher entre duas más alternativas: apoiar um grupo privado em dificuldade ou administrar uma tragédia social anunciada. Benjamin Steinbruch joga com as pedras brancas e pretas nesse xadrez. Vale lembrar que o empresário jamais morreu de amores por Volta Redonda e, por extensão, sobre o Rio de Janeiro, vide a transferência da sede da CSN para São Paulo. Esse movimento ajuda a consolidar a percepção de que a cidade sempre foi um passivo nas contas de Steinbruch.

#CSN

Desktop reabre conversas com a Claro e sonda outros possíveis compradores

6/03/2026
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A Claro e os acionistas da Desktop – HIG Capital e Dênio Alves Lindo (15%) – reabriram conversações em torno da venda do controle da provedora de banda larga. As tratativas estavam congeladas desde o fim do ano passado devido a divergências relacionadas ao preço e à estrutura da operação. Só que desta vez, a Claro não está sozinha. O que se fala no mercado é que a Desktop abriu um processo de market sounding para buscar outros potenciais interessados. Um dos candidatos seria a Vivo. A eventual venda da Desktop é vista no mercado como uma das últimas grandes oportunidades de consolidação do segmento de banda larga fixa no Brasil. A empresa é a maior provedora de São Paulo, fora o clube das grandes operadoras de telefonia – Claro, Vivo e TIM. A companhia construiu uma posição dominante em diversas cidades do interior e do litoral de São Paulo e hoje possui cerca de 1,19 milhão de assinantes em sua base de clientes. Nos últimos seus meses, seu valor de mercado saltou 65%, chegando a R$ 1,6 bilhão.

#Claro

Banco dos Maggi prepara expansão para novos segmentos do agronegócio

6/03/2026
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Como se não bastasse o seu império da soja, os Maggi agora semeiam a expansão de seus negócios no setor financeiro, por meio do seu banco familiar, o AL5 Amaggi. A instituição financeira planeja avançar para novos segmentos diretamente conectados à cadeia do agronegócio, ampliando o escopo de atuação para além do crédito tradicional ao produtor rural. A lógica é clara: ocupar financeiramente as mesmas etapas da cadeia onde a própria Amaggi já atua — da produção à exportação de grãos. Uma das frentes consideradas naturais é a estruturação de FIDCs do agronegócio, lastreados em recebíveis rurais, como CPRs e contratos de fornecimento. Esses veículos permitiriam ao banco captar recursos de investidores institucionais e canalizar esse funding para produtores e empresas da cadeia agrícola. Outro segmento contemplado é o trade finance estruturado, com operações de pré-exportação, adiantamento de contratos de embarque e cartas de crédito internacional. A iniciativa dialogaria diretamente com a posição da Amaggi como uma das maiores tradings de grãos do país.
Hoje, a carteira de crédito do AL5 Amaggi gira em torno de R$ 2 bilhões. A meta é chegar a 2030 com cerca de R$ 10 bilhões. O maior trunfo para a expansão do banco está logo ali ao lado, ou acima: a própria Amaggi, um conglomerado com atuação vertical na cadeia do agronegócio e receita superior a R$ 40 bilhões. É uma alavanca a ser usada pelo Al5 Amaggi.

#Grupo Amaggi

Com guerra no Irã, Agricultura já busca novos destinos para milho brasileiro

6/03/2026
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A escalada do conflito envolvendo o Irã acendeu um sinal de alerta no governo brasileiro. O Ministério da Agricultura e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços discutem possíveis cenários para garantir o fluxo de exportações de milho, contemplando, inclusive, a busca de mercados alternativos. A preocupação é mais do que compreensível. O Irã é o maior comprador do milho brasileiro. No ano passado, os embarques para o país asiático somaram 9,1 milhões de toneladas, ou 20% de todas as exportações do grão pelo Brasil. Em valores, essas vendas superaram US$ 1,9 bilhão. O foco de atenção é a circulação marítima no Estreito de Ormuz. Se o conflito perdurar por muito tempo, com o consequente bloqueio da passagem por um longo período, é quase inevitável que os embarques de milho para o Irã sofram um baque significativo. Por esse motivo, autoridades brasileiras passaram a discutir a ampliação de vendas para outros mercados do Oriente Médio e do Norte da África — como Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

#Agricultura

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