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A decisão do Grupo Votorantim de se desfazer do controle da Nexa Resources se deve, em grande parte, aos crescentes problemas institucionais da companhia no Peru, onde se concentram suas principais operações. Os Ermírio de Moraes cansaram de perder dinheiro por conta dos conflitos recorrentes com autoridades regulatórias e populações locais. Um dos casos mais sensíveis envolve o complexo de Cerro de Pasco. Em janeiro, a Nexa foi obrigada a suspender a produção de zinco na mina de Atacocha por conta de bloqueios de rodovias pela comunidade Joraoniyoc. Cinco meses antes, em agosto do ano passado, a empresa também foi forçada a paralisar as atividades na própria reserva de Atacocha e na mina de El Porvenir por protestos dos moradores e interrupção no acesso. Não foi por outro motivo que a Nexa decidiu vender o projeto de cobre de Pukaqaqa, na região de Huancavelica, em 2024. As seguidas manifestações da comunidade local, lideradas pela ONG CooperAcción, levaram a companhia a suspender os estudos geológicos na reserva por diversas vezes.
O Grupo Votorantim está negociando a venda da Nexa por aproximadamente US$ 1,4 bilhão, segundo informou o Estado de S. Paulo. Consultada pelo RR, a companhia não se manifestou. Se confirmada, será a segunda grande desmobilização de um ativo pelos Ermírio de Moraes neste ano – em janeiro, o conglomerado vendeu a CBA (Companhia Brasileira de Alumínio). A Nexa chegou ao Peru em 2010, com a compra da mineradora Milpo. As operações locais respondem por mais de 60% da receita total da companhia. Entre a aquisição de ativos e investimentos greenfield, estima-se que a controlada do Grupo Votorantim já tenha desembolsado mais de US$ 800 milhões no país vizinho. No entanto, o ambiente institucional hostil, somado à instabilidade política do Peru (oito presidentes na última década), fizeram da Nexa um negócio de risco demasiadamente elevado para o gosto dos Ermírio de Moraes.
Aos olhos do mercado, Roberto Jatahy, um dos sócios da Azzas 2154, foi o grande vencedor das recentes mudanças na gestão anunciadas pela companhia. Ao assumir o comando da operação de moda feminina, Jatahy reforça sua posição no centro de gravidade decisória do grupo, exatamente no território onde construiu sua reputação e seu poder, à frente do antigo Grupo Soma. Não é um detalhe. Trata-se do conjunto de marcas que concentra boa parte da identidade e da geração de valor da companhia, como a Farm. Em bom português: o empresário volta a mandar no que conhece. Há todo um contexto que alimenta a interpretação do mercado de que Jatahy virou o jogo dentro da Azzas 2154. A disputa de poder entre o empresário e seu sócio Alexandre Birman quase implodiu a própria fusão entre o Grupo Soma e a Arezzo que deu origem à criação da nova holding. A reorganização recente funciona, portanto, como a confirmação do armistício. Birman mantém o comando institucional do grupo, mas Jatahy retoma o controle do seu núcleo duro.
O Itamaraty e o Ministério da Agricultura correm contra o relógio para cumprir a meta de abrir o mercado japonês à carne bovina brasileira até julho. Trata-se de uma árdua tarefa. Ainda há uma razoável ladeira para se subir. Até o momento, as autoridades japonesas não deram sequer uma pista de quando pretendem encerrar a análise de dados sanitários e estruturais do sistema brasileiro. O trabalho se arrasta há mais de seis meses. Em março, o Japão encaminhou uma missão de inspeção, que percorreu frigoríficos e fazendas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os dados levantados ainda terão de passar pelo escrutínio do Comitê de Saúde Animal japonês. O Brasil, embora tenha avançado no status sanitário — com grande parte do território reconhecida como livre de aftosa sem vacinação —, ainda enfrenta desafios na padronização nacional de rastreabilidade, ponto sensível para Tóquio.
Como se não bastasse a notória relevância diplomática e comercial do acordo, a abertura do mercado japonês ganha ainda mais importância em ano eleitoral. Para o governo Lula, seria uma vitrine rara: a combinação de política externa, agronegócio e geração de divisas em uma única entrega. A eventual autorização de Tóquio permitiria ao Palácio do Planalto vender a narrativa de que conseguiu destravar um mercado premium, historicamente resistente à carne brasileira, em benefício direto de frigoríficos, pecuaristas e exportadores. O Japão é hoje o terceiro maior importador global de carne bovina, com compras externas da ordem de US$ US$ 5 bilhões e volume superior a 700 mil toneladas anuais. O mercado é amplamente dominado por Estados Unidos e Austrália, que juntos concentram cerca de 80% das vendas internacionais para os japoneses. Para o Brasil, trata-se de um prêmio relevante: além do volume, o mercado japonês paga preços médios mais elevados, com tíquetes que podem superar em 20% a 30% os valores praticados em destinos tradicionais.
Lula e Flávio Bolsonaro disputam uma corrida pré-eleitoral: o que está em jogo é a primazia no anúncio de um modelo de renda mínima no Brasil. Segundo o RR apurou, tanto o Ministério da Fazenda quanto assessores econômicos de Flávio têm se dedicado à elaboração de um programa de renda básica para ser apresentado durante a campanha. Em ambos os lados, a premissa é essencialmente a mesma: enfeixar sob um único guarda-chuva os mais diversos benefícios sociais que hoje estão dispersos (Bolsa Família, BPC, Pé de Meia, Auxílio Gás, tarifa social e energia etc). No entanto, os projetos têm uma diferença bastante aguda em relação à lógica fiscal. No desenho defendido por Lula, a renda mínima entra, na prática, como expansão de gastos. Ainda que grande parte dos atuais programas venha a ser incorporada e reorganizada, a tendência é de incremento do valor médio das transferências e da base de beneficiários, pressionando diretamente as despesas obrigatórias. Do lado de Flavio, segundo informações filtradas pelo RR, a proposta em elaboração prevê a indexação do valor do benefício ao resultado primário das contas públicas. O esqueleto do programa também se valeria na partida de alguma consolidação dos benefícios sociais. Contudo, sem a gula pantagruélica de Lula por gastos. Mas, na medida em que a meta do primário fosse sendo superada, uma parcela dessa dinheirama seria distribuída, parte sob forma de incorporação permanente, parte como “dividendos da cidadania”. Ou seja: o crescimento da renda mínima ficaria condicionado ao desempenho fiscal do governo, criando um mecanismo de pressão popular pelo ajuste. A medida funcionaria como uma espécie de “trava” institucional, obrigando Executivo e Legislativo a compatibilizar política social e disciplina orçamentária. Se o Congresso tem direito as suas verbas para distribuir secretamente, por que o povo não poderia receber seus dividendos sociais?
Nessa mistura de cortes de bugigangas do orçamento e realocação de despesas, Flavio quer anunciar que o “povão” vai entrar na classe média se apoiar a fórmula Robin Wood de tirar dos ricos para distribuir aos pobres. O candidato do PL vai dizer que, com seu programa assistencialista de renda mínima, o segmento mais desfavorecido vai finalmente ascender socialmente. Sua narrativa será no sentido de que a população, enfim, terá um salário maior e receberá uma bolada se apoiar os cortes. É um curioso programa fiscal contracíclico e social. E, na partida, que ninguém se espante com uma renda mínima de R$ 2,4 mil, o equivalente à renda da classe média na categoria C1, segundo o IBGE. Tampouco com o anúncio de que o cidadão poderá ganhar boladas da ordem de R$ 7 mil, R$ 9 mil, R$ 10 mil de dividendos. São cifras que pululam nas discussões entre os economistas que auxiliam Flavio. A briga boa, porém, é outra. Na hipótese de implementação da renda mínima graúda, há a proposta da sua desvinculação dos gastos de custeio do orçamento público, hoje corrigidos pela variação do salário-mínimo. A indexação sumiria, na medida em que a renda mínima substituiria o salário-mínimo. Um novo indexador ou prazo de correção teria de ser proposto. Confuso? O que importa é o que e como o eleitor perceberá a proposta.
Bolsonaro filho vai também surfar na narrativa de tributação dos nababos da Faria Lima (o liberal Paulo Guedes já tinha comprado a ideia no governo anterior). Mas quem deverá mesmo pagar o pato é o funcionalismo público. É por aí que se pretende fazer a transferência de renda. Contenda boa será a mudança do percentual de gastos da saúde e educação no Orçamento da União. Essa verdadeira maré contracíclica vai depender do apoio das ruas. Tanto para Lula quanto para Bolsonaro será difícil mexer nos tabus fiscais. Mas, depois que se banalizou a política assistencialista com um picadinho refogado de benefícios sociais, somente recursos bem mais expressivos vão sensibilizar o maior contingente do eleitorado.
Hoje nem mesmo o governo é capaz de quantificar com precisão os benefícios que se espalham feito estilhaços no orçamento. O desafio começa pelo próprio Cadastro Único, que se tornou a espinha dorsal da política social brasileira. A base é hoje usada para seleção e inclusão de famílias em 46 programas federais, entre eles Bolsa Família, Pé-de-Meia, Tarifa Social de Energia Elétrica, Gás do Povo, Programa de Aquisição de Alimentos, Cisternas e Minha Casa, Minha Vida. Ou seja: a discussão sobre renda mínima não trata apenas de substituir um programa por outro, mas de reorganizar uma arquitetura de benefícios que já se espalhou por diferentes ministérios, fundos setoriais, bases cadastrais e regras de elegibilidade. Outro ponto sensível, já mencionado em diferentes ocasiões pela ex-ministra Simone Tebet: quanto mais o governo gasta menos se tem a devida dimensão do impacto real dos mecanismos de transferência de renda. Entre 2003 e 2025, a conta dos benefícios sociais federais saltou quase 500% em termos reais, já descontada a inflação, e chegou a R$ 383 bilhões anuais em 2025, segundo levantamento da Instituição Fiscal Independente do Senado. A disparada considera programas como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada, o BPC, que paga um salário-mínimo a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. O avanço acumulado em 22 anos tornou a política social um dos principais focos de pressão sobre as regras fiscais, sobretudo porque parte relevante desse gasto tem dinâmica obrigatória, indexada ou de difícil compressão. O próprio governo passou a admitir que há sobreposição entre auxílios e descontrole em benefícios em expansão, especialmente no BPC. Em 2024, Fazenda e Planejamento tentaram incluir ajustes nos gastos sociais no pacote de contenção de despesas, mas as medidas mais ambiciosas foram barradas no Planalto ou travaram no Congresso.
Diante de uma disputa eleitoral renhida, que tem tudo para ser definida no photochart, a paternidade de um programa de renda mínima pode significar a franquia da agenda social ao longo da campanha. Lula já deu um spoiler do que está por vir. Há cerca de duas semanas, em entrevista, disse: “O Estado vai ter que criar uma renda básica porque ele vai ter que sustentar o seu ser humano”. O anúncio do projeto seria a nota mais alta no concerto de medidas na área social que vêm sendo anunciadas pelo governo, todas com evidente apelo eleitoral. Para a Flavio, a proposta funcionaria justamente como um contra-ataque direto ao pacote de bondades da gestão Lula, com o objetivo de retirar do seu adversário o monopólio do discurso social. Ao abraçar a pauta da transferência de renda — mas com uma âncora fiscal explícita —, o “01” tentaria inverter o jogo: transformar uma agenda tradicionalmente associada à esquerda em uma bandeira também do campo conservador, com o argumento de que é possível distribuir renda sem perder o controle das contas públicas.
Os estudos no Ministério da Fazenda e entre os assessores econômicos de Flavio não se dão no vazio. Há projetos dispersos que tateiam a renda mínima. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Sistema Único de Assistência Social (Suas), tratada por muitos como mais um coquetel molotov fiscal. A PEC destina 1% da receita corrente líquida da União à área social – algo como R$ 4,8 bilhões em 2027. Na paralela, a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, está conduzindo um mapeamento de todos os benefícios existentes no país. O objetivo precípuo seria ajustar o desbalanceamento entre benefícios contributivos e os não contributivos, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Mas o trabalho surge como uma possível proxy para a implementação da renda mínima.
A ideia de uma renda básica universal já está, ao menos no papel, institucionalizada no Brasil há mais de duas décadas. O programa de renda básica de cidadania está previsto na própria Constituição e foi regulamentado em 2004 pela chamada Lei Suplicy, em referência ao ex-senador Eduardo Suplicy, principal formulador e defensor histórico da proposta no país. A legislação estabelece a criação de um benefício monetário pago a todos os brasileiros, a ser implementado de forma gradual, conforme a disponibilidade orçamentária.
Mais recentemente, o tema ganhou novo impulso institucional. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal determinou que o Executivo adotasse medidas para viabilizar a implementação do programa a partir de 2022. Na prática, a decisão não se traduziu em uma política pública concreta, mas reforçou o caráter vinculante da agenda e aumentou a pressão sobre o governo federal para dar algum tipo de materialidade à proposta.
Corre no mercado que a Mak Capital prepara uma nova proposta de aporte de capital na adoentada Oncoclínicas. O valor seria superior aos R$ 500 milhões colocados sobre a mesa na primeira oferta, em março. A injeção de recursos seria indexada a uma régua de exigências ainda mais draconiana. Entre as condições em discussão estariam a assunção da gestão financeira, poder de veto sobre desembolsos relevantes, a revisão de contratos com partes relacionadas e uma auditoria independente sobre o passivo, o caixa e a exposição da Oncoclínicas ao Banco Master. Há especulações ainda deque o aporte seria desembolsado em parcelas, condicionado ao cumprimento de metas de liquidez e renegociação com credores. A gestão da Oncoclínicas olha para um lado, para o outro, e parece não tem para onde correr, a não ser na direção da Mak. Além da possível capitalização, a gestora fechou recentemente, em parceria com a Lumina, um empréstimo de R$ 150 milhões à rede de clínicas oncológicas para financiar a compra de medicamentos. Ao que tudo indica, a Mak tem uma estratégia definida: garantir liquidez imediata para a Oncoclínicas – em leia-se, no limite, assegurar a própria sobrevivência da empresa de medicina -, enquanto avança sobre uma eventual ampliação de participação acionária. Os norte-americanos detêm aproximadamente 6% do capital da companhia.
A Centaurus Metals abriu conversações com fundos de investimento internacionais para uma possível associação ao Projeto Jaguar, no Pará. A companhia australiana está convicta de que se encontra no lugar na hora certa, ou seja, em meio à crescente disputa por minerais críticos no Brasil. Principal ativo da Centaurus, o Projeto Jaguar é envolve a extração de níquel sulfetado em São Félix do Xingu, na província mineral de Carajás. O empreendimento foi adquirido junto Vale em 2020 e envolve múltiplos depósitos em uma área de cerca de 30 km². O investimento total estimado gira em torno de US$ 500 milhões. Paralelamente, a mineradora australiana negocia um empréstimo para o projeto. Há tratativas com uma dezena de bancos internacionais, mas todos os veios parecem levar na direção da Avenida Chile. Existem conversas avançadas para um financiamento do BNDES em torno de R$ 1 bilhão. Listada na bolsa australiana, a Centaurus possui outros projetos no Brasil, de menor porte, como Jambreiro (minério de ferro) e Boi Novo (cobre-ouro). Mas a grande aposta é mesmo Jaguar. Sem geração relevante de receita operacional, seu valor está ancorado no potencial da reserva de níquel em Carajás.
O Ministério de Portos e Aeroportos pretende licitar ao menos duas hidrovias ainda em 2026: Itajaí (SC) e Rio Grande (RS). São projetos considerados mais maduros e com menor grau de complexidade regulatória e ambiental. Em português claro, é o que dá para tirar do papel ainda neste ano. E olhe lá. Já o canal de Santos, peça central da carteira de concessões do setor e com maior potencial de investimento, vai para a gaveta e de lá só deve sair em 2027. As dificuldades de ordem regulatória a demora nos estudos técnicos não deixam outra opção.
No caso de Itajaí, a concessão envolve a dragagem e manutenção de um canal com cerca de 14 km de extensão, com investimentos estimados na casa de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões ao longo do contrato. Já em Rio Grande, o projeto é mais robusto: trata-se de um dos principais acessos portuários do país, com cerca de 18 km de canal e previsão de aportes que podem superar R$ 500 milhões. De toda a forma, ainda que as duas licitações sejam realizadas neste ano, vai ser difícil o governo afastar a pecha de que o seu programa de concessões de hidrovias sofreu um assoreamento. O plano original do governo previa uma ofensiva mais ambiciosa, com a concessão de hidrovias estratégicas na Amazônia — especialmente nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins, fundamentais para o escoamento de grãos pelo chamado Arco Norte. Esse desenho, no entanto, foi abortado antes mesmo de ganhar tração. A principal razão foi a combinação de entraves socioambientais e risco político. Projetos de dragagem nesses rios enfrentaram forte resistência de comunidades indígenas e tradicionais. O conflito escalou rapidamente, com ocupações de terminais portuários, bloqueios de rodovias e judicialização por parte do Ministério Público. Diante desse cenário, a Casa Civil decidiu revogar o decreto que incluía essas hidrovias no programa de desestatização, num claro recuo estratégico. O governo optou por retirar de cena os projetos mais sensíveis e concentrar esforços em ativos com menor risco de contestação — ainda que isso implique reduzir significativamente o alcance do programa.
A Sabesp tem conversado com grandes fundos de private equity em torno de um possível consórcio para disputar a privatização da Copasa. Circula no mercado que um dos interessados seria o Kinea, leia-se o Banco Itaú. Ressalte-se que a gestora já tem participações relevantes no setor – na Rio+ Saneamento, da Águas do Brasil, e na Ourinhos Saneamento e Ouro Preto, ambas controladas pela GS Inima. Na paralela, a Sabesp cogita ainda uma engenharia financeira doméstica: participar da desestatização da Copasa em associação com a própria Equatorial, sua acionista de referência. De toda a forma, a ex-estatal paulista avança na direção de Minas Gerais com passos cautelosos. A direção da Sabesp enxerga alguns riscos no processo de privatização da Copasa. Entre eles, o cronograma considerado apertado para a modelagem da operação e a própria complexidade regulatória do estado de Minas Gerais. Há ainda incertezas em relação à estrutura tarifária, às obrigações de investimento para universalização do saneamento e ao passivo potencial da companhia.
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