Redação RR - Relatório Reservado

Artigos: Redação RR

Sombra de Ibaneis paira sobre mudança na defesa de ex-presidente do BRB

24/04/2026
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A mudança na defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, não estaria relacionada apenas a sua intenção de fechar um acordo de delação premiada. Em Brasília, corre à boca miúda que interlocutores de Ibaneis Rocha teriam feito gestões junto à Costa para que ele trocasse de advogado. Seria uma forma de evitar, digamos assim, constrangimentos para o ex-governador do Distrito Federal. O pano de fundo é a relação de proximidade do até então advogado de Costa, Cléber Lopes, com o próprio Ibaneis. Ambos são amigos. Além disso, Lopes já advogou em diferentes ocasiões para o ex-governador. Ibaneis tem feito de tudo para se desvincular de Costa, preso sob a acusação de ter recebido de Daniel Vorcaro o equivalente a R$ 146 milhões em imóveis para aprovar a compra do Master pelo BRB. O ex-governador do Distrito Federal vem repetindo que não teve qualquer ingerência sobre a operação e que tudo foi conduzido pela diretoria do banco estatal.

Casa Civil negocia um “fast track” para repactuação das ferrovias da Vale

24/04/2026
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A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, recebeu a missão de costurar um acordo com a ANTT e o TCU para acelerar a repactuação do contrato das concessões ferroviária da Vale. O objetivo é criar uma espécie de fast track para a análise do processo e dos termos já firmados entre o governo e a mineradora. A avaliação dentro do Executivo é que, sem uma articulação política direta, a proposta corre o risco de emperrar na agência reguladora e, sobretudo, no Tribunal de Contas. Emperrar mais uma vez, diga-se de passagem. No governo Lula, o assunto tem seguido uma espécie de “slow track”: as negociações com a Vale se arrastam desde o início do atual mandato. Pelas cláusulas já acordadas, a empresa pagará um “pedágio” de R$ 7 bilhões pela renovação dos contrato da Vitória-Minas e da ferrovia de Carajás, valor que se soma aos R$ 4 bilhões já repassados à União. Além disso, a Vale se compromete a concluir as obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico).

Depois da Caixa, Polícia Federal investiga fraudes contra o Banco do Brasil

23/04/2026
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O crime organizado tomou de assalto os bancos federais. Segundo uma fonte da própria PF, investigações apontam que o Banco do Brasil também teria sido vítima de fraudes financeiras cometidas pelo Comando Vermelho. Trata-se do mesmo esquema de lavagem de dinheiro que impôs perdas de aproximadamente R$ 500 milhões à Caixa Econômica, de acordo com as apurações no âmbito da Operação Fallax. Cabe lembrar que o Grupo Fictor também é citado nas investigações, vinculado a supostos crimes de gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira e emissão de títulos sem lastro. No dia 25 de março, Rafael Góis, fundador e CEO da instituição financeira, foi alvo de uma operação de busca e apreensão. O grupo se notabilizou pela tentativa de compra do Master às vésperas do BC decretar a liquidação do banco. O RR fez várias tentativas de contato com a Fictor, mas não obteve retorno. Também consultado, o Banco do Brasil não se pronunciou. A Polícia Federal, por sua vez, disse ao RR que “não se manifesta sobre eventuais investigações em andamento”. 

#Banco do Brasil #Polícia Federal

Da carne ao grão: Arábia reforça posição do Brasil em busca de segurança alimentar

23/04/2026
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A redução da participação acionária do Salic (Saudi Agricultural and Livestock Investment Company) na MBRF está longe de ser um mero ajuste de portfólio. O que há por trás da decisão é um realinhamento mais amplo dos interesses geoeconômicos da Arábia Saudita no Brasil, notadamente no que diz respeito a segurança alimentar. Além da proteína animal, o agronegócio brasileiro deverá se tornar um dos principais fornecedores de grãos para os árabes. Esse reposicionamento passa pelo recente aumento da posição societária do Salic – vinculado ao PIF (Public Investment Fund), um potentado soberano, com mais de US$ 1 trilhão em ativos – na Olam Agri, de Cingapura. Os árabes saltaram de 35% para 80%, assumindo o controle da empresa, uma das oito maiores tradings de commodities agrícolas do mundo. O Brasil é uma peça valiosa nesse mosaico. O país representa algo como 10% de todo o volume de grãos transacionado pela Olam. Ao assumir o mando da trading asiática, a Arábia Saudita passa a ter uma posição privilegiada em um canal estratégico de abastecimento. Na prática, os sauditas controlarão uma engrenagem capaz de conectar oferta, logística e distribuição, influenciando decisivamente em três pontos cardeais da cadeia: na originação de alimentos, no volume comercializado e no preço. No caso do Brasil, o que está em jogo é a primazia sobre o variado cardápio de exportações da Olam, que inclui café, algodão, açúcar, soja e milho.

Mesmo com a recente redução da participação, o Salic manteve 10% da MBRF, a gigante criada a partir da fusão da Marfrig com a BRF. Ao mesmo tempo, o fundo é o principal acionista da Minerva Foods. Ou seja: o Brasil já é responsável por uma parcela considerável da proteína animal que chega aos pratos dos sauditas. Com a ascensão do Salic sobre a Olam, o país se consolida como um multi supridor de alimentos para a Arábia Saudita. Estamos falando de uma nação que importa mais de 80% da comida que consome. Em alguns casos, como trilho e milho, a dependência das importações é quase total. No passado, a Arábia Saudita – uma das regiões mais áridas do mundo, sem rios permanentes e com regime de chuvas extremamente limitado – tomou a decisão de praticamente extinguir o cultivo desses cereais para preservar seus recursos hídricos. Essa combinação de restrição aquífera estrutural e dependência externa transforma o abastecimento alimentar questão de Estado. Não basta comprar no mercado internacional. É preciso garantir acesso direto às cadeias produtivas, reduzindo vulnerabilidades em momentos de estresse global. Nesse contexto, controlar a originação de grãos significa, na prática, controlar o ponto de partida de toda a cadeia alimentar. A mudança de ênfase ganhou força após uma sequência de choques que expuseram a fragilidade do sistema global de alimentos. A guerra na Ucrânia, as restrições de exportação adotadas por diversos países e a volatilidade crescente das commodities agrícolas reforçaram a percepção de risco. 

Diante desse panorama, o Brasil conquista um protagonismo ainda maior na balança comercial alimentar dos sauditas. No ano passado, as exportações de carnes e grãos para a Arábia chegaram a US$ 2,8 bilhões. A estimativa é que esse volume atinja a casa dos US$ 4 bilhões em até três anos, na esteira dos acordos firmados entre os dois países. Nos últimos anos, a relação bilateral tem sido marcada por sucessivas liberações sanitárias, que permitiram a entrada de novos produtos brasileiros no mercado saudita — de derivados bovinos a frutas tropicais.

 

#Agronegócio

Anthropic dá a largada na busca de um nº 1 no Brasil

23/04/2026
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Corre à boca miúda no setor de tecnologia que a Anthropic busca um nome para comandar sua futura operação no Brasil. Segundo o RR apurou, a gigante norte-americana de IA, desenvolvedora do Claude, já tem feito sondagens junto a executivos brasileiros. No entanto, o martelo sobre o modelo de gestão no país ainda não está batido. Outra hipótese é o grupo trazer um executivo de fora, já familiarizado com a sua complexa operação. Ressalte-se que o Brasil já é o terceiro maior usuário do Claude, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia. Apesar da posição no pódio, há um enorme potencial de crescimento, até porque o ranking da companhia é dos mais pulverizados. O Brasil responde por menos de 4% das assinaturas globais da ferramenta de IA, contra 7% da Índia e 21,6% dos Estados Unidos. A Anthropic pretende abrir um escritório no país até 2027 – conforme já noticiou o Pipeline, do Valor Econômico, no último dia 8.

#Claude

Custos de integração travam ganhos da Petz Cobasi

23/04/2026
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Ainda não será neste ano que a Petz Cobasi começará a capturar as sinergias da fusão das duas redes de pet shops que lhe dão nome. Segundo informações que correm no mercado, estimativas internas apontam que os ganhos neste primeiro ano pós-M&A devem ser próximos de zero, frustrando expectativas dos próprios acionistas. Os custos de integração das duas empresas têm se mostrado mais elevados do que o esperado, notadamente a unificação de sistemas, logística e operações. Somam-se ainda as condicionantes impostas pelo Cade para a aprovação da fusão, leia-se o desinvestimento obrigatório em 26 lojas. Mesmo com esse eventual contratempo, o novo grupo mantém a estimativa de que, no auge, a associação vai gerar ganhos da ordem de R$ 260 milhões por ano. A Petz Cobasi nasce como líder isolada do setor pet no Brasil. Juntas, Petz e Cobasi somam cerca de 500 lojas, com faturamento na casa dos R$ 6 bilhões por ano.

#Petz Cobasi

A difícil missão de Valdemar Costa Neto na campanha de Flavio Bolsonaro

23/04/2026
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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tem aconselhado Flavio Bolsonaro a reforçar a articulação política da sua campanha. Costa Neto defende, inclusive, que o “01” busque figuras de fora do partido, usando o convite como forma de consolidar sua base de apoio. Um dos nomes mencionados pelo próprio Costa Neto é o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que já foi até mesmo especulada como uma opção para compor a chapa como candidata a vice-presidente. Hoje, a coordenação política da campanha de Flavio está concentrada no senador Rogério Marinho. Ao menos, até a página 2, ou seja, até os limites permitidos pelo clã Bolsonaro a um “forasteiro”. Essa é exatamente uma das preocupações de Costa Neto, que já viu de perto a família perder uma eleição. O presidente do PL mira a montagem de um rol mais amplo de articulação da campanha como uma maneira de reduzir, mesmo que um pouquinho, o monopólio do clã sobre a condução da candidatura.

#Flavio Bolsonaro

Em recuperação extrajudicial, Belagrícola abre a porteira para um novo investidor

22/04/2026
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A Belagrícola tem mantido conversas com fundos de investimento envolvendo um aporte de capital. Os atuais acionistas – a chinesa Pengdu Agriculture, leia-se o Shanghai Pengxin Group, dona de 54%, e a família Colofatti, detentora dos 46% restantes – não estaria dispostos a alocar dinheiro novo na companhia. A injeção de recursos teria uma dupla valia: garantir liquidez imediata e, sobretudo, dar credibilidade ao plano de reestruturação diante de credores ainda resistentes.

A movimentação em busca de um novo investidor ocorre em paralelo ao processo de recuperação extrajudicial, no qual a empresa tenta equacionar uma dívida superior a R$ 2 bilhões. Uma das maiores distribuidoras de insumos agrícolas do país, a Belagrícola obteve recentemente na Justiça um stay period adicional de 180 dias, o que a protege de eventuais cobranças e execuções de garantias de suas dívidas. O plano já apresentado pela empresa é considerado agressivo. Para os credores que aderirem, a proposta envolve alongamento relevante de prazos, com início de amortização apenas após alguns anos e pagamento integral condicionado à geração de caixa futura. Já para os não aderentes, a condição é ainda mais dura: recuperação limitada a cerca de 25% do valor do crédito, o que, na prática, funciona como instrumento de coerção econômica para elevar o nível de adesão. A proposta já obteve aprovação de credores que representam aproximadamente 62% do passivo total.

Tradener e Electra expõem risco de crise sistêmica no mercado livre de energia

22/04/2026
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As crises em sequência da Tradener e da Electra, duas das maiores comercializadoras de energia do Brasil, têm causado forte apreensão na equipe do ministro Alexandre Silveira. No Ministério, há um crescente temor com o risco de um efeito dominó sobre o mercado livre de energia, ou seja, de uma deterioração financeira em cadeia que contamine todo o segmento. Silveira e assessores discutem medidas para conter o crescimento dessa bola de neve. Uma das propostas é a criação de mecanismos de mediação regulada, na tentativa de brecar a escalada de judicializações dos contratos de fornecimento de energia. O Ministério cogita também reforçar exigências de garantias, gestão de risco e lastro contratual, sobretudo para agentes mais alavancados. No entanto, dentro da própria Pasta, essas iniciativas são vistas como algo de alcance limitado. Talvez o buraco seja mais fundo.

Auxiliares de Alexandre Silveira já falam na necessidade de revisão do próprio desenho do mercado, especialmente diante das mudanças no PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) e na lógica da valoração do insumo. O PLD é, na prática, o valor utilizado para liquidar, na CCEE, as diferenças entre a energia contratada e aquela efetivamente consumida ou gerada. Funciona como o parâmetro central do mercado de curto prazo. O problema é que esse indicador deixou de ser apenas um ajuste marginal e passou a operar em um novo patamar estrutural, mais elevado e volátil. O que antes era um mecanismo de compensação tornou-se um vetor recorrente de perdas, escancarando o descasamento entre contratos firmados em um ambiente de energia mais barata e a nova realidade do setor. Comercializadoras que venderam o insumo a preços menores passaram a ter de comprar caro para cobrir suas posições, acumulando perdas recorrentes. É como se contratos fechados em um mundo de abundância passassem a ser executados em um cenário de escassez — e a diferença entre esse dois universos é justamente o rombo que agora começa a aparecer.

A preocupação do Ministério de Minas e Energia é proporcional ao tamanho do mercado livre na dinâmica da comercialização de energia no Brasil. O segmento responde por algo como 42% do consumo de eletricidade no país.  Trata-se de um contingente que concentra praticamente toda a grande indústria nacional e a maior parte do consumo corporativo de média e alta demanda. Em um mercado baseado em contratos bilaterais interligados, a dificuldade de uma comercializadora em honrar seus compromissos irradia para geradores, consumidores e outras comercializadoras com as quais mantém posições cruzadas. Ou seja: o risco é de um efeito em cascata. Nesse contexto, o ministro Alexandre Silvera e seus assessores trabalham com um duplo fator de apreensão: não apenas afastar a ameaça de uma contaminação de toda a cadeia de negócios e, ao mesmo tempo, impedir que a crise deteriore a percepção sobre o próprio modelo do ambiente de contratação livre. Se a leitura de que contratos podem ser reescritos sob pressão judicial se consolidar, o resultado será imediato: aumento do custo de capital, retração de liquidez e elevação do prêmio de risco exigido pelos agentes mais sólidos. Na ponta do lápis, a crise atual pode encarecer estruturalmente a energia livre no Brasil.

O vetor central da crise em curso no setor é o descolamento entre contratos firmados em um ambiente de energia estruturalmente mais barata — com referências na casa de R$ 100 a R$ 150 por MWh — e a nova realidade de preços, que em momentos recentes passou a oscilar entre R$ 300 e R$ 400 por MWh. A mudança não foi apenas de magnitude, mas de lógica: alterações no modelo de cálculo do PLD, somadas a hidrologia adversa, maior despacho térmico e custos mais elevados, criaram um novo patamar de preços. Dados do mercado indicam que contratos de longo prazo subiram cerca de 59% entre 2024 e 2026, enquanto operações de curto prazo avançaram mais de 120%, evidenciando um descolamento agudo entre as diferentes janelas de contratação.

É justamente esse ambiente que explica os episódios recentes. No caso da Tradener, a deterioração das posições levou a empresa a recorrer ao Judiciário para suspender execuções de contratos e evitar seu desligamento da CCEE, movimento que na prática buscou ganhar tempo para renegociar obrigações com credores e contrapartes. A companhia alegou “instabilidade sem precedentes” e admitiu o descasamento entre contratos firmados e a energia efetivamente disponível, o que a obrigava a recorrer ao mercado de curto prazo em condições muito mais onerosas. A liminar obtida chegou a interferir diretamente na execução dos contratos, sendo interpretada por agentes do setor como um precedente perigoso, próximo de um “haircut energético”, ainda que parte da decisão tenha sido posteriormente revista.

A Electra, por sua vez, seguiu uma estratégia distinta, mas partindo do mesmo problema. Em vez de judicializar de imediato, optou por notificar extrajudicialmente seus clientes para renegociar contratos, alegando desequilíbrio econômico-financeiro. Na prática, trata-se de uma tentativa de reprecificar acordos firmados em outro cenário de mercado, diante de um custo de reposição de energia significativamente mais alto. O movimento revela que, mesmo entre players mais estruturados, há contratos que deixaram de ser sustentáveis nas condições atuais.

#Electra

Bondholders da Oi abrem nova frente judicial após derrota em Nova York

22/04/2026
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Os bondholders da Oi não jogam a toalha. Liderados por Pimco, Ashmore e SC Lowy, preparam o contra-ataque após a derrota no Tribunal de Falências dos EUA, no Distrito Sul de Nova York — a Corte negou o pedido de suspensão da venda da V.tal para o BTG, negócio de R$ 4,2 bilhões fechado no início de abril. Além do questionamento à operação propriamente dita, os credores deverão contestar a forma de distribuição dos recursos arrecadados no acordo, abrindo, assim, uma nova frente de batalha nos tribunais. O ponto mais sensível é a proposta do BTG de depositar os valores em uma conta escrow sob sua administração, com a Oi indicando os destinatários dos pagamentos. Trata-se de uma dinâmica que, na visão dos credores, vai contra os mecanismos previstos nos contratos de bonds, que atribuem essa função a um agente de garantias independente, previamente aprovado pelas partes. Para os credores, essa mudança abre uma brecha relevante para contestação. A tendência é que busquem medidas judiciais para exigir o cumprimento estrito da chamada waterfall — a ordem de prioridade de pagamentos.
As teses jurídicas, em si, não são inéditas: já estavam, ainda que de forma difusa, no pedido apresentado à Justiça americana. A novidade está na estratégia. Com o insucesso no Chapter 15, os credores tendem a abandonar a tentativa de travar a operação e passar a explorar essas mesmas alegações de forma mais cirúrgica, em ações autônomas e com foco direto na recuperação de valor. Nesse contexto, devem ganhar tração as alegações de breach of contract — isto é, descumprimento dos contratos que regem os títulos de dívida.

#Oi

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