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A Loft, uma das maiores startups de compra e venda de imóveis da América Latina, vai ampliar sua operação internacional. Segundo o RR apurou, a proptech brasileira, que já atua no México, planeja sua entrada nos Estados Unidos. O desembarque se daria por meio da compra de uma plataforma local, a exemplo do que ocorreu no mercado mexicano, com a aquisição da TrueHome, em 2021.
O principal impulso para o ingresso da Loft nos Estados Unidos vem da gestora californiana Andreeseen Horowitz, uma de suas acionistas. Os fundadores da proptech brasileira, Florian Hagenbuch e Mate Pencz, são bastante próximos de Marc Andreeseen e Ben Horowitz, sócios da firma de investimentos norte-americana. A ponto de Pencz ter sido convidado para a posse de Donald Trump, em janeiro. Andreeseen e Horowitz, por sinal, têm uma relação intestina com a gestão Trump, o que pode vir a ser um facilitador para os investimentos da Loft no país.
Horowitz cumpriu um papel importante na indicação de nomes para o DOGE, o Departamento de Eficiência Governamental, criado sob medida para Elon Musk. Em contato com o RR, a Loft informou que está “sempre avaliando novas regiões e bases de clientes que poderiam se beneficiar de nossos produtos e serviços”.
A Loft tem uma trajetória de picos e vales. Fundada em 2018, a startup levou apenas 16 meses para alcançar o valuation de US$ 1 bilhão e entrar para o seleto grupo dos unicórnios brasileiros – àquela altura havia apenas 11 espécimes no país. No entanto, mesmo após levantar US$ 798 milhões em sete rodadas de capitalização, a proptech entrou em uma espiral de crise. Sem atingir seu breakeven, torrou parte expressiva do caixa rapidamente.
A falta de resultados levou a ajustes internos draconianos. Entre 2022 e 2023, foram quatro levas de demissões, totalizando quase 1,2 mil funcionários. A sangria surtiu efeito, conforme ressaltado pela própria Loft ao RR: “Graças ao reposicionamento estratégico realizado em 2022, a empresa vem mantendo um crescimento forte e uma lucratividade significativa nos últimos dois anos”.
No fim de 2023, a startup alcançou seu ponto de equilíbrio, registrando seu primeiro lucro em cinco anos de existência. Entre 2023 e 2024, sua receita cresceu em média 30%. No último mês de fevereiro, a Loft firmou uma parceria com a Caixa Econômica para atuar como correspondente do banco na originação de crédito imobiliário, sua grande aposta para um salto no faturamento. Com a casa razoavelmente arrumada no front interno, a startup volta os olhos para o mercado internacional.
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