Arquivo Notícias - Página 49 de 1963 - Relatório Reservado

Últimas Notícias

EPR acelera rumo ao leilão da Rota dos Sertões

23/02/2026
  • Share

A EPR, leia-se Perfin Investimentos e Equipav, é apontada no mercado como forte candidata à licitação da Rota dos Sertões, marcada para 28 de maio. Trata-se de um dos maiores leilões de infraestrutura programados para o último ano do Lula III. A Rota dos Sertões abrange cerca de 502 km de rodovias estratégicas no Nordeste, conectando o entroncamento da BR-116, em Feira de Santana (BA), a Salgueiro (PE), passando por trechos de grande relevância logística como a BR-324 (Feira de Santana – Salvador). O contrato prevê investimentos totais da ordem de R$ 4,32 bilhões. Desde a sua formação em 2022, a EPR tem empilhado vitórias em leilões no setor rodoviário. Arrematou a BR-040 entre Juiz de Fora e Belo Horizonte e os lotes Triângulo Mineiro (627 km), Sul de Minas (454 km) e Vias do Café (433 km), todos em Minas Gerais. No Paraná, seu portfólio reúne a EPR Litoral Pioneiro e a EPR Iguaçu. Todos os contratos sob sua administração somam cerca de R$ 24 bilhões em investimentos.

#EPR #Rota dos Sertões

Com CMOC Group, China avança sobre o lítio brasileiro

23/02/2026
  • Share

A China ensaia uma ofensiva sobre o lítio brasileiro. Há informações no mercado de que a CMOC Group (antiga China Molybdenum) planeja investir na produção do mineral estratégico no país. Um dos caminhos traçados seria uma dobradinha puro-sangue costurada diretamente por Pequim: uma associação com a BYD. A montadora chinesa já tem o mapa da mina. Literalmente. Em 2023, adquiriu direitos minerários sobre uma área de 852 hectares em Coronel Murta (MG), no Vale do Jequitinhonha, com reservas comprovadas de lítio. Com essa investida casada, a China daria um passo duplamente estratégico: a CMOC entraria como plataforma exportadora do mineral, ampliando sua presença em minerais críticos no comércio global; por sua vez, a BYD garantiria suprimento para montar uma operação integrada e verticalizada, do minério ao carro elétrico, passando pela produção de baterias. Seriam dois engenhosos modelos sob o mesmo guarda-chuva. De um lado, lítio como commodity estratégica, negociada em escala internacional; de outro, o mineral como insumo industrial cativo, vinculado à cadeia de produção de automóveis elétricos. Ou seja: uma engenharia que combinaria segurança de abastecimento, captura de valor e influência geoeconômica. Tudo junto e misturado.

Há uma Gestalt geoeconômica na qual tanto a figura quanto o fundo são ocupados por Pequim e Washington, protagonistas e contendores na corrida global por minerais críticos. Os movimentos da CMOC no Brasil ganham ainda mais peso diante das recentes cartadas de Donald Trump. No início do mês, o presidente norte-americano anunciou a criação de estoque estratégico de minérios estratégicos, com US$ 10 bilhões em financiamento inicial do Banco de Exportação e Importação dos EUA (U.S. Export-Import Bank). Quase que simultaneamente, Trump convidou o Brasil para integrar uma coalizão internacional para o fornecimento, à extração e ao refino de minerais voltados à transição energética.

A CMOC já atua em solo – e subsolo – brasileiro. Tem uma operação de nióbio e fosfatados em Catalão (GO). E, em dezembro, fechou a compra dos ativos da canadense Equinox Gold no Brasil por US$ 1 bilhão. Herdou duas empresas, a Leagold LatAm Holdings e a Luna Gold, que reúnem três minas de ouro no Brasil – Aurizona, no Maranhão; RDM, em Minas Gerais; e Fazenda Brasileiro e Santa Luz, na Bahia -, com capacidade de produção de oito toneladas. No setor, o apetite da CMOC tem alimentado especulações sobre o interesse do grupo em buscar também parcerias com mineradoras que já têm projetos avançados na extração de lítio, como Sigma Lithium e Atlas Lithium Corporation.

 

#CMOC Group

BNDES ajuda a soldar acordo entre Mota-Engil e Bamin

23/02/2026
  • Share

O BNDES é a linha que deve costurar a operação de transferência dos ativos da Bamin (Bahia Mineração) – leia-se Eurasian Resources Group, do Cazaquistão – para a portuguesa Mota-Engil. As tratativas envolvendo o banco de fomento contemplam dois cenários. A participação do BNDES se daria por meio de um financiamento puro e simples ou pela garantia de compra de debêntures incentivadas, segundo uma fonte próxima à Bamin.  O pacote a ser repassado à Mota-Engil envolve três ativos que formam uma “corrente logística” única:  a mina de minério de ferro de Caetité (BA); a concessão para a construção e gestão do trecho 1 da Fiol (Ferrovia de Integração Leste-Oeste), de 537 km; e o Porto Sul, em Ilhéus. Ao todo, o que está em jogo é a execução de um investimento de R$ 15 bilhões. O governo fez de tudo para colocar o complexo mínero-logístico – e a conta – no colo da Vale. Mas a empresa se esquivou. A Mota-Engil surge como a solução mais exequível. Esta seria a primeira investida dos portugueses na produção de minério de ferro. Por meio da Luso Global Mining (LGM), o grupo detém operações de extração de ouro na Costa do Marfim.

#BNDES

Delação de ex-chairman da Copasa acende sinal de alerta no governo Zema

23/02/2026
  • Share

A ruidosa renúncia do presidente do conselho de administração da Copasa, Hamilton Amadeo, abriu uma frente sensível para o governo de Minas Gerais. Nos bastidores, assessores de Romeu Zema discutem a necessidade de conduzir uma dupla blindagem: uma corporativa, voltada à preservação do ativo e da modelagem da privatização da empresa de saneamento; e outra política, destinada a evitar que o episódio contamine diretamente o próprio governador, pré-candidato à Presidência da República ou à vaga de vice em uma chapa encabeçada por Ratinho Jr. Na semana passada, vieram a público detalhes da delação premiada de Amadeo ao Ministério Público Federal. O executivo admitiu ter autorizado o pagamento de propinas a políticos quando era presidente da Aegea, entre 2011 e 2020. Para todos os efeitos, os crimes ocorreram a léguas de distância da Copasa. Mas, tanto no mercado quanto na política, há dois mundos: o real e o percebido. Ainda que os fatos narrados na delação não guardem relação direta com a Copasa, a presença de Amodeo empurrou essa crise para a estatal e consequentemente para a gestão Zema. A simples associação do nome do presidente do conselho a pagamentos ilícitos lança dúvidas sobre critérios de escolha, filtros de governança e mecanismos de compliance. Ao mesmo tempo, alimenta ilações sobre os parâmetros usados por Zema para o preenchimento de cargos.   

No plano empresarial, a prioridade é reforçar a narrativa de que a crise está circunscrita a fatos pretéritos e individuais, sem vínculo com a atual gestão da Copasa. O governo trabalha para sustentar que a governança da companhia permanece íntegra e que o cronograma de privatização segue inalterado. A avaliação interna é que qualquer percepção de fragilidade institucional pode impactar o apetite de investidores e pressionar o valuation do ativo. Cabe lembrar que no dia em que a delação de Amadeo veio à tona, 13 de fevereiro, a ação da Copasa chegou a cair 3,5%. No terreno político, o esforço do Palácio Tiradentes é distanciar o máximo o ex-chairman da Copasa de Zema, na tentativa de evitar que sua conduta pregressa na Aegea se torne munição para adversários nas eleições.

#Copasa

Após punhalada, Amin reage e ameaça rachar direita em Santa Catarina

23/02/2026
  • Share

“Traição” se paga com “vendeta”. O senador Espiridião Amin trabalha nos bastidores para que o PP, seu partido, lance um candidato próprio ao governo de Santa Catarina, tendo ao seu lado o União Brasil. Seria a resposta à punhalada que recebeu nas costas do PL e, em especial, do governador do estado, Jorginho Mello. Na leitura de Amin, Mello lavou as mãos e nada fez para brecar a intentona conduzida pela família clã Bolsonaro, que impôs a dupla candidatura da deputada federal Carol de Toni e do rebento Carlos Bolsonaro ao Senado pelo PL. Havia um acordo anterior, endossado pelo governador, para que o partido apoiasse Amin na disputa pela reeleição à Casa Alta do Congresso. O tempo mostrou que era um trato escrito à lápis. Amin garante que manterá sua candidatura, mas agora sai de um cenário confortável, com uma recondução quase certa, para o desafio de enfrentar dois bolsonaristas raiz, um deles com Bolsonaro no sobrenome, em um estado em que o clã tem notório recall eleitoral.

#Amin

Todos os direitos reservados 1966-2026.

Rolar para cima