Arquivo Notícias - Página 40 de 1963 - Relatório Reservado

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C6 Bank avalia nova captação após emissão de R$ 700 milhões

6/03/2026
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Corre no mercado que o C6 Bank avalia voltar ao mercado de capitais ainda neste semestre para uma nova captação de recursos. Quando o dinheiro bate à porta, não há nada mais a fazer do que escancará-la. O plano de retorno quase imediato ao mercado se deve ao forte apetite dos investidores na sua recente emissão de letras financeiras, em fevereiro. O C6 Bank levantou R$ 700 milhões em sua primeira emissão pública desse instrumento, mas a demanda superou a oferta com folga, chegando a R$ 2 bilhões. O resultado reforçou a percepção, dentro da instituição, de que há espaço para novas emissões no curto prazo, aproveitando o momento favorável de liquidez e o interesse crescente por papéis de bancos digitais em expansão. O movimento ocorre em um período de crescimento do C6. Em 2025, o banco registrou lucro líquido de R$ 2,46 bilhões, avanço de 8,5% em relação ao ano anterior. A instituição também alcançou 40 milhões de clientes e uma carteira de crédito de R$ 89,3 bilhões, expansão de 49% em doze meses.

#C6 Bank

Steinbruch raspa CSN até o osso e pode acabar com Volta Redonda

6/03/2026
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A deterioração da CSN está longe de ser apenas uma consequência da notória perda de competividade da siderurgia brasileira. Há método e premeditação por trás desse declínio. No mercado cresce a percepção de que a CSN de hoje é resultado de um processo calculado de esvaziamento conduzido por Benjamin Steinbruch, que ao longo do tempo foi tirando valor financeiro da companhia, a ponto de deixá-la quase no osso e praticamente empurrar o problema para a conta do governo, tanto o estadual quanto o federal. É possível mapear uma sucessão de ações que apontam nessa direção. Nos últimos anos, a siderúrgica tornou-se uma plataforma de extração de caixa e alocação de capital em outros ativos do grupo, como mineração, cimentos e logística. Ou seja: a CSN acabou sugada para alimentar negócios paralelos de Steinbruch. De 2021 para cá, o caixa operacional da empresa caiu de R$ 14,8 bilhões para cerca de R$ 8 bilhões. Ao mesmo tempo, a siderúrgica virou um depositário de passivos. Desde 2021, a dívida líquida da companhia disparou, saindo de R$ 16 bilhões para impagáveis R$ 38 bilhões. Ainda assim, na condição de acionista controlador, Steinbruch não tem do que se queixar: desde 2020, a CSN já distribuiu cerca de R$ 13,8 bilhões em dividendos.

Assim como colesterol, pode-se dizer que há dívida “boa” e dívida “ruim”. O hemograma da CSN mostra que o seu passivo se enquadra no segundo caso. A disparada do endividamento não se traduziu em significativos investimentos na planta de Volta Redonda. Pelo contrário. No setor, é quase unânime a avaliação de que a CSN é hoje uma usina defasada, que caminha a passos largos para se tornar quase inviável do ponto de vista tecnológico. Benjamin Steinbruch não conduziu os investimentos necessários para a modernização do alto-forno. Aos poucos, a CSN perdeu centralidade dentro do próprio grupo. Não se pode dizer que seja um fenômeno recente. Especialistas ouvidos pelo RR são quase unânimes em afirmar que, há muito, Benjamin Steinbruch vem tirando valor da CSN, partindo da premissa de que o negócio seria praticamente insustentável no longo prazo. Ou seja: não é de hoje que carrapatos e sanguessugas se prendem à pele da empresa. Essa sucção é um projeto antigo e planejado.

Até mesmo o processo de venda de ativos aberto por Benjamin Steinbruch surge como um truque de ilusionismo. Parece ter sido feito para não ser feito. Há relatos no mercado de que Steinbruch estaria tentando levantar R$ 15 bilhões com a eventual venda da siderúrgica. Seria uma pedida longe da realidade, que ignora a perda de valor da companhia. Basicamente, haveria quatro caminhos para a alienação parcial ou total da CSN, conforme o próprio RR já enumerou: uma fusão com a também combalida Usiminas, a venda para a ArcelorMittal ou para a Gerdau ou a negociação para investidores chineses, muito provavelmente com o objetivo de transformar a usina de Volta Redonda em uma mera laminadora de placas de aço importadas do país asiático.

Mas há um quinto caminho – e talvez nunca tenha existido outro para Benjamin Steinbruch. Todo o processo de definhamento da CSN teria como objetivo perverso criar um fator de pressão política para lançar o problema no colo dos governos federal e do estado. O eventual colapso da siderúrgica significaria uma tragédia econômica e social sem precedentes em Volta Redonda e em todo o Sul Fluminense. Ou seja: a fragilização da CSN não deixa de ser um elemento de chantagem sobre o poder público. Para o governo Lula, a empresa carrega um forte valor simbólico, como um dos últimos grandes emblemas da era Vargas. Para o governo do estado, a debacle representaria um turbilhão de desemprego, perda de renda e consequente convulsão social na terceira maior cidade do Rio de Janeiro. Se a usina perde musculatura e a empresa entra em espiral de necessidade de caixa, com riscos de demissão em massa, está construída a narrativa para justificar o “roteiro clássico” de socorro: financiamento com bancos públicos, flexibilização de garantias, renegociação de passivos, incentivos estaduais e federais e algum tipo de blindagem regulatória. O argumento é que, ao deixar a siderurgia chegar “no osso”, cria-se uma situação em que o Estado é empurrado a escolher entre duas más alternativas: apoiar um grupo privado em dificuldade ou administrar uma tragédia social anunciada. Benjamin Steinbruch joga com as pedras brancas e pretas nesse xadrez. Vale lembrar que o empresário jamais morreu de amores por Volta Redonda e, por extensão, sobre o Rio de Janeiro, vide a transferência da sede da CSN para São Paulo. Esse movimento ajuda a consolidar a percepção de que a cidade sempre foi um passivo nas contas de Steinbruch.

#CSN

Desktop reabre conversas com a Claro e sonda outros possíveis compradores

6/03/2026
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A Claro e os acionistas da Desktop – HIG Capital e Dênio Alves Lindo (15%) – reabriram conversações em torno da venda do controle da provedora de banda larga. As tratativas estavam congeladas desde o fim do ano passado devido a divergências relacionadas ao preço e à estrutura da operação. Só que desta vez, a Claro não está sozinha. O que se fala no mercado é que a Desktop abriu um processo de market sounding para buscar outros potenciais interessados. Um dos candidatos seria a Vivo. A eventual venda da Desktop é vista no mercado como uma das últimas grandes oportunidades de consolidação do segmento de banda larga fixa no Brasil. A empresa é a maior provedora de São Paulo, fora o clube das grandes operadoras de telefonia – Claro, Vivo e TIM. A companhia construiu uma posição dominante em diversas cidades do interior e do litoral de São Paulo e hoje possui cerca de 1,19 milhão de assinantes em sua base de clientes. Nos últimos seus meses, seu valor de mercado saltou 65%, chegando a R$ 1,6 bilhão.

#Claro

Banco dos Maggi prepara expansão para novos segmentos do agronegócio

6/03/2026
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Como se não bastasse o seu império da soja, os Maggi agora semeiam a expansão de seus negócios no setor financeiro, por meio do seu banco familiar, o AL5 Amaggi. A instituição financeira planeja avançar para novos segmentos diretamente conectados à cadeia do agronegócio, ampliando o escopo de atuação para além do crédito tradicional ao produtor rural. A lógica é clara: ocupar financeiramente as mesmas etapas da cadeia onde a própria Amaggi já atua — da produção à exportação de grãos. Uma das frentes consideradas naturais é a estruturação de FIDCs do agronegócio, lastreados em recebíveis rurais, como CPRs e contratos de fornecimento. Esses veículos permitiriam ao banco captar recursos de investidores institucionais e canalizar esse funding para produtores e empresas da cadeia agrícola. Outro segmento contemplado é o trade finance estruturado, com operações de pré-exportação, adiantamento de contratos de embarque e cartas de crédito internacional. A iniciativa dialogaria diretamente com a posição da Amaggi como uma das maiores tradings de grãos do país.
Hoje, a carteira de crédito do AL5 Amaggi gira em torno de R$ 2 bilhões. A meta é chegar a 2030 com cerca de R$ 10 bilhões. O maior trunfo para a expansão do banco está logo ali ao lado, ou acima: a própria Amaggi, um conglomerado com atuação vertical na cadeia do agronegócio e receita superior a R$ 40 bilhões. É uma alavanca a ser usada pelo Al5 Amaggi.

#Grupo Amaggi

Com guerra no Irã, Agricultura já busca novos destinos para milho brasileiro

6/03/2026
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A escalada do conflito envolvendo o Irã acendeu um sinal de alerta no governo brasileiro. O Ministério da Agricultura e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços discutem possíveis cenários para garantir o fluxo de exportações de milho, contemplando, inclusive, a busca de mercados alternativos. A preocupação é mais do que compreensível. O Irã é o maior comprador do milho brasileiro. No ano passado, os embarques para o país asiático somaram 9,1 milhões de toneladas, ou 20% de todas as exportações do grão pelo Brasil. Em valores, essas vendas superaram US$ 1,9 bilhão. O foco de atenção é a circulação marítima no Estreito de Ormuz. Se o conflito perdurar por muito tempo, com o consequente bloqueio da passagem por um longo período, é quase inevitável que os embarques de milho para o Irã sofram um baque significativo. Por esse motivo, autoridades brasileiras passaram a discutir a ampliação de vendas para outros mercados do Oriente Médio e do Norte da África — como Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

#Agricultura

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