Arquivo Notícias - Página 210 de 1965 - Relatório Reservado

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Marcos Lisboa sonha em ser o “Posto Ipiranga” de Ciro Gomes

8/07/2025
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O economista Marcos Lisboa, ex-presidente do Insper, tem tricotado com o virtual candidato à Presidência da República Ciro Gomes. Os dois já estiveram juntos em campanha anterior, quando “Marquinhos”, como Lisboa é chamado, ajudou desenhar o programa econômico de governo de Ciro. Na época, o ainda pedetista tomou uma surra eleitoral. E parecia morto na política. Mas eis que a polarização que domina o país está rendendo dividendos a ele. Em recente pesquisa do Datafolha, no cenário sem Lula e Bolsonaro, Ciro bate seus respectivos candidatos regras-três, Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas.
Marcos Lisboa foi o líder da chamada Agenda Perdida, para a qual convidou uma penca de economistas estelares, entre os quais o então ex-chefe do departamento de economia da Chicago University, José Alexandre Scheinkman, para colaborar na feitura do documento. Ciro Gomes adotou a tal Agenda, que acabou fazendo jus ao nome e ficou perdida mesmo, como seus programas eleitoral e de governo. Pode ser que agora ele venha a adotar algumas partes do documento. Quanto a Lisboa, se não der Ciro, qualquer opção serve. Ele mais parece Paulo Guedes, que, enquanto não foi ministro, não descansou. Zanzou para lá e para cá. Chegou a ser secretário do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, do PT, na gestão Lula 1. Não seria uma surpresa se “Marquinhos” aparecesse como o “Posto Ipiranga 2– a missão”, em um governo bolsonarista, ou até do próprio Jair, caso ele consiga se tornar elegível.

#Ciro Gomes #Marcos Lisboa

Mudança na gestão da Renner é preâmbulo para futura troca de CEO

8/07/2025
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A dança das cadeiras na diretoria da Renner, anunciada no fim de maio, deixou uma coreografia reservada para um futuro não esperado muito distante. O que se diz no mercado é que a executiva Fabiana Taccola, há 13 anos na empresa, está sendo preparada para substituir Fabio Faccio como CEO da rede varejista. Na recente reestruturação, Fabiana passou a ocupar um cargo até então não existente, criado praticamente sob medida para ela: vice-presidente de Produto e Operações.

 Todas as áreas da marca Renner, a joia da coroa do grupo, responderão diretamente à executiva – as demais bandeiras, Youcom, Camicado, Ashua e Repassa, foram reunidas em outra vice-presidência.

 

Em contato com o RR, a Renner informou que “o tema sucessão do CEO não está em pauta e que não há qualquer urgência nesse sentido no momento”. Ressaltou ainda que “todas as principais posições da empresa, inclusive a posição de CEO, sempre tem plano de sucessão em curso, garantindo a perenidade da Companhia”. Parece haver uma sintonia entre o posicionamento formal da Renner e as informações que circulam no entorno da rede varejista.

 A sucessão não é para já, mas, sim, um processo a ser maturado. No setor, corre em petit comité que a saída de Fabio Faccio se daria em até dois anos. Tão ou mais importante é o simbolismo dessa eventual mudança. Não custa lembrar que Faccio, com 26 anos de casa, é o primeiro CEO da Renner após a era José Galló, uma lenda da companhia e do próprio setor de varejo. Galló, que ocupou a presidência da empresa por 27 anos, foi decisivo na escolha de Faccio como seu sucessor.

#Renner

Melhoria da educação entra no radar do Olimpo do setor financeiro

8/07/2025
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Insper e bancos da Faria Lima, entre outras instituições irmãs em physique du rôle e convicções ideológicas, estariam conversando sobre um projeto compartilhado para melhorar a qualidade educacional brasileira. Dinheiro não falta. E há frações de marketing institucional, green walshing e verdadeiro espírito cívico para todos. De qualquer forma, há algum mérito na disposição de instituições privadas colaborarem para o aprimoramento de políticas públicas. O oráculo das Lojas Americanas, Jorge Paulo Lemann, já tinha descoberto há muito tempo o valor de uma educação de proa. O empresário, contudo, caminhou para um projeto próprio: a formação de executivos públicos e lideranças políticas – Tabata Amaral tornou-se a expoente da “bancada Lemann”. Em outros termos, digamos que o seu projeto seja uma espécie de categoria Sub-20 da burocracia pública.
As razões ainda não estão devidamente postas, mas o fato é que conglomerados das elites financeiras parecem ter descoberto a educação. Não como investimento per se – isso há, aos borbotões, na indústria de private equity –, mas como uma iniciativa que traz no seu bojo uma contribuição pública. Se a ideia avançar, pode vir a ser o movimento mais concreto do empresariado na área desde o advento do Todos pela Educação, projeto voltado à formulação de propostas para a melhoria do ensino básico e criado com apoio de grandes corporações, como Gerdau, Itaú e Natura. Lá se vão quase 20 anos. Causa espécie o grupo dominado pelos rentistas somente ter descoberto o problema da educação no país tão recentemente. Foram décadas em que seria possível combinar a acumulação de capital com alguma ajuda à capacitação do povo brasileiro.

#Educação

Reag Investimentos quer bater uma bolinha fora do Brasil

8/07/2025
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A Reag Investimentos, de João Carlos Mansur, quer pisar em gramados fora do Brasil. A Revee, sua controlada, está prospectando a compra de clubes de futebol e acordos para gestão de arenas esportivas em outros países, a começar pela Argentina. A empresa é uma das investidoras do consórcio que negocia a compra da SAF da Portuguesa de Desportos, ao lado da Tauá Partners e da XP Investimentos. O projeto prevê também a reforma e a gestão do Canindé, estádio do clube paulista. A Revee e o próprio Mansur participaram também da construção do Allianz Parque. Há pouco mais de um mês, ressalte-se, a companhia passou a ter ações negociadas no Novo Mercado da B3. A partir da reorganização societária, a Revee passará a operar com uma estrutura de capital própria e uma gestão independente em relação à própria Reag. Um dos desafios é alavancar recursos para aumentar seu portfólio de SAFs e de arenas. Não deve ser exatamente um problema para Mansur e seus sócios. A Reag bateu recentemente a marca de R$ 300 bilhões em ativos sob gestão.

#Reag Investimentos

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