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A dança das cadeiras na diretoria da Renner, anunciada no fim de maio, deixou uma coreografia reservada para um futuro não esperado muito distante. O que se diz no mercado é que a executiva Fabiana Taccola, há 13 anos na empresa, está sendo preparada para substituir Fabio Faccio como CEO da rede varejista. Na recente reestruturação, Fabiana passou a ocupar um cargo até então não existente, criado praticamente sob medida para ela: vice-presidente de Produto e Operações.
Todas as áreas da marca Renner, a joia da coroa do grupo, responderão diretamente à executiva – as demais bandeiras, Youcom, Camicado, Ashua e Repassa, foram reunidas em outra vice-presidência.
Em contato com o RR, a Renner informou que “o tema sucessão do CEO não está em pauta e que não há qualquer urgência nesse sentido no momento”. Ressaltou ainda que “todas as principais posições da empresa, inclusive a posição de CEO, sempre tem plano de sucessão em curso, garantindo a perenidade da Companhia”. Parece haver uma sintonia entre o posicionamento formal da Renner e as informações que circulam no entorno da rede varejista.
A sucessão não é para já, mas, sim, um processo a ser maturado. No setor, corre em petit comité que a saída de Fabio Faccio se daria em até dois anos. Tão ou mais importante é o simbolismo dessa eventual mudança. Não custa lembrar que Faccio, com 26 anos de casa, é o primeiro CEO da Renner após a era José Galló, uma lenda da companhia e do próprio setor de varejo. Galló, que ocupou a presidência da empresa por 27 anos, foi decisivo na escolha de Faccio como seu sucessor.
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