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Roberto Campos Neto é o “judas do bem” do BC
7/07/2025
Partido da América: a mega aposta de Elon Musk
7/07/2025Ao anunciar que está criando o Partido da América, Elon Musk empurra todas as suas fichas para o centro da mesa e desafia Donald Trump a pagar para ver ou sofrer a suprema humilhação de jogar fora suas cartas. Que se trata de um jogo de vida e morte, ninguém duvida.
Do lado de Musk, o objetivo consiste simplesmente em se tornar de fato a figura dominante na política dos Estados Unidos – não porque seu novo partido se equipararia aos dois tradicionais donos do poder há mais de cem anos, mas porque, apenas com um punhado de senadores e representantes, ele passaria a ser o fiel da balança. Em sua declaração de guerra, mencionando como Epaminondas destruiu o mito da invencibilidade de Esparta em Leuctra, ele deixou claro que buscaria somente obter alguns assentos nas duas casas do Congresso “aplicando uma força extremamente concentrada em locais precisos do campo de batalha”. O possível impacto dessa estratégia bélica pode ser bem compreendido quando se vê que a famosa lei orçamentária de Trump foi aprovada no Senado por 51 votos a 50 (graças ao voto de minerva do vice-presidente Vance) e, na Casa dos Representantes, por 218 a 214. Assim, com um senador e três representantes, Musk teria detonado o carro-chefe legislativo de Trump!
Do lado de Trump, existe a caneta, com a qual já eliminou na nova lei substanciais incentivos aos carros elétricos fabricados pela Tesla, e que pode agora ser usada para cumprir a ameaça que Trump fez publicamente: “Elon talvez receba, de longe, mais subsídios que qualquer ser humano em todos os tempos. Elon provavelmente teria de fechar seus negócios e voltar para a África do Sul. Não mais lançamentos de foguetes, satélites ou a produção de carros elétricos, e nosso país economizaria uma FORTUNA”. Na verdade, estima-se que a SpaceX já firmou contratos com NASA e a Força Aérea representando mais de 20 bilhões de dólares desde 2008, sendo também muito significativos os contratos com a Starlink.
Mas a pergunta que não pode ser calada é: será que Trump tem realmente nas mãos uma quadra de ases (que envolveria até extraditar seu adversário apesar de ser ele um cidadão naturalizado) ou está blefando?
Ora, o fato é que a NASA depende fundamentalmente da SpaceX para executar diversos elementos cruciais de suas operações, em especial a fim de transportar astronautas e carga para Estação Espacial Internacional nas cápsulas Crew Dragon. Todos devem se lembrar de que, após o fracasso da Starliner da Boeing, foram as naves de Musk que trouxeram para a Terra Sunita Williams e Butch Wilmore, “ilhados” na estação durante nove meses. Por outro lado, a Starlink vem se tornando dia a dia mais importante para as forças armadas dos Estados Unidos e de outros países devido à sua capacidade de proporcionar acesso rápido e confiável à internet em regiões remotas ou áreas conflagradas. Isso está ocorrendo na guerra da Ucrânia, em que supostamente os dois campos se valem da rede de satélites em baixa órbita de Musk.
Não é à toa que o cassino fechou as portas, todas as mesas pararam de funcionar e as atenções se concentram no pano verde que separa os dois titãs. Quem se arrisca a fazer um palpite sobre o que vai acontecer?
Jorio Dauster é colaborador especial do Relatório Reservado
Capital estrangeiro faz fila para explorar minerais nucleares no Brasil
7/07/2025A Indústria Nuclear do Brasil (INB) está se tornando uma sociedade de participações. A estatal acumula 17 pedidos de grupos privados para parcerias voltadas à produção de minerais nucleares e radioativos. A maior quantidade de propostas é para lavra e comercialização de urânio. A ideia do governo é não somente tornar o Brasil autossuficiente no mineral, mas também em um player importante no tabuleiro internacional.
Não está prevista a venda das jazidas, mas,
sim, associações. Com toda a ambiguidade que essa política possa trazer. Por onde quer que se olhe, a estratégia pode ser considerada tanto um movimento desestatizante quanto uma intervenção do governo em projetos que poderiam ser inteiramente privados.
A leitura vai variar de acordo com o gosto do freguês. O fato é que o Brasil pode virar um eldorado dos minerais nucleares. Depende mais de vontade política do que do apetite dos investidores. Candidatos existem. É o caso da australiana Core Energy Minerals, que assinou um memorando de entendimentos com a INB para projetos conjuntos em urânio, além de terras raras. e Indústrias Nucleares do Brasil (INB) assinam recentemente memorando de entendimento para colaboração em projetos de terras raras e urânio.
Outro potencial candidato é a francesa Orano, a antiga Areva. A empresa atua em vários segmentos da cadeia de negócio do urânio, da mineração ao enriquecimento, passando pela reciclagem de combustível irradiado e por serviços de engenharia no ciclo nuclear. Seu
maior acionista é o governo da França. Ressalte-se que os franceses são parceiros do Brasil na construção do seu primeiro submarino nuclear.
E as oportunidades não se limitam ao urânio. O mesmo modelo pode ser adotado também em relação ao tório. Ambos têm sua particularidade. O Artigo 177 da Constituição e a Lei nº 4.118, de 1962, estabelecem o
monopólio da União sobre a pesquisa, lavra, enriquecimento, reprocessamento, industrialização e o comércio de minérios nucleares.
No entanto, em 2022, o governo Bolsonaro promulgou a Lei nº 14.514, abrindo as portas para o capital privado na exploração desses minerais, desde que em associação com a INB. A produção mundial de tório ainda é diminuta. Gira em torno de cinco mil toneladas por ano. No entanto, diversos estudos científicos – a exemplo do “The Thorium Fuel Cycle”, assinado pela Agência Internacional de Energia Atômica, ou “The Potential of Thorium for Nuclear Energy”, produzido pelo MIT – atestam que o minério pode vir a ter um papel fundamental no futuro da energia nuclear.
Em comparação ao urânio, os reatores a tório são menos radioativos, portanto, com menor risco de acidentes, e têm maior economicidade. Bom para o Brasil. O país detém a quarta maior reserva do minério em todo o mundo, com mais de 300 mil toneladas, atrás da Índia (840 mil), Estados Unidos (400 mil) e Turquia (340 mil). O tório é encontrado na monazita, mineral existente no litoral brasileiro, especialmente na Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
A difícil missão da Grendene de acertar o passo no exterior
7/07/2025
O PT precisa mais do PSD do que o PSD do PT
7/07/2025Lideranças do PT em Minas Gerais, a exemplo do deputado federal Rogerio Correia e do ex-ministro Patrus Ananias, tem defendido interna corporis o lançamento de candidato próprio ao governo do estado. O nome sobre a mesa é o da prefeita de Contagem, Marilia Campos, que está no seu quarto mandato. Como tantas outras ideias gestadas no PT, a tendência é que seja soprada para longe por Lula. Lançar uma chapa caseira em Minas Gerais seria dinamitar uma ponte com o PSD de Gilberto Kassab. Lula tem dois pré-candidatos na sua órbita – Rodrigo Pacheco, seu preferido, e o ministro Alexandre Silveira – ambos do PSD. Seria um movimento de kamikaze eleitoral, até por se tratar de Minas Gerais, peça-chave no tabuleiro eleitoral. A história mostra, em repetidos escrutínios, que o candidato que ganha no estado leva a Presidência da República.