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Governo do Rio negocia com fundos investimentos na produção de camarão
14/07/2025De primeiríssima mão: o secretário de Desenvolvimento do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Bernardo Rossi, tem mantido contato com fundos imobiliários para a produção de camarão. Interessante a combinação de real estate com crustáceos. Mas grupos altamente capitalizados vêm estudando com afinco a diversificação em produtos da área ambiental. Os motivos são vários: os governos estaduais dão todos os incentivos imagináveis na disputa pela localização dos projetos; os produtos são rentáveis e, como toda a área da cadeia alimentar, têm demanda reprimida no Brasil e no exterior; e, no momento, não existe outro segmento que tenha um marketing mais positivo do que o investimento ambiental. O relevante agora é que a política no estado não tenha cabeça de camarão e não perca essa oportunidade para outras plagas, tais como Santa Catarina.
Os mais graves atentados de Trump?
14/07/2025Por fim, a bem conhecida “diplomacia da chantagem” de Trump chegou às terras brasileiras com um vil e inaceitável atentado contra nossa soberania, nossa dignidade como nação independente.
Mas, ao mesmo tempo, o megalomaníaco presidente dos Estados Unidos atentou também contra três sagradas instituições norte-americanas, o que pode lhe custar um notável surto de impopularidade se e quando seus efeitos chegarem às gôndolas dos supermercados e às lanchonetes.
A primeira instituição atingida é o café, com que os cidadãos e cidadãs daquele país abrem o dia ligando a máquina na cozinha muitas vezes antes mesmo de escovar os dentes. Mas não ficam por aí. Segundo as estatísticas disponíveis na internet, cada americano bebe em média três xícaras de café por dia, o que significa um consumo total de 400 milhões de xícaras diárias ou 146 bilhões de xícaras por ano! Mas acontece que os Estados Unidos importam por ano 27 milhões de sacas de café de 60 quilos e UM TERÇO DESSE TOTAL É FORNECIDO PELO BRASIL sem que haja fontes de suprimento no mundo capazes de substituir nossos grãos.
A segunda instituição afetada é o suco de laranja, essencial no breakfast americano. Embora não haja estatísticas precisas sobre o número de pessoas que tomam suco de laranja diariamente, o consumo anual per capita é superior a 10 litros e o setor movimenta cerca de 20 bilhões de dólares por ano. Mas acontece que O SUCO DE LARANJA IMPORTADO DO BRASIL REPRESENTA CERCA DE METADE DE TODO O CONSUMO DO PAÍS E MAIS DE 60% DAS IMPORTAÇÕES sem que haja fontes de suprimento no mundo capazes de substituir nosso produto.
A terceira instituição impactada é o hambúrguer, um ícone cultural americano que se espalhou pelo planeta. Segundo o Departamento de Agricultura, os americanos consomem em média 2,4 hambúrgueres por dia, o que significa 50 milhões por ano! Numa época em que os rebanhos de gado do país estão severamente reduzidos, os Estados Unidos são os segundos maiores importadores de carne brasileira, correspondendo atualmente a 21% do total. Mas acontece que A CARNE FORNECIDA PELO BRASIL É TODA OU EM GRANDE PARTE UTILIZADA NA PRODUÇÃO DE HAMBÚRGUERES sem que haja fontes de suprimento no mundo capazes de substituir nosso produto a preços competitivos.
Será que os americanos vão passar a tomar chá, beber água aromatizada no desjejum e comer misto-quente? Por favor, mande suas cartinhas para: Donald J. Trump, White House, Washington, DC.
Renovação da concessão em São Paulo vai custar caro para a Enel
14/07/2025A Enel está, mais uma vez, no meio de um tiroteio político. Os projéteis vêm das mais diferentes esferas de poder. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, age junto à Aneel para que a renovação da concessão da empresa em São Paulo seja condicionada ao pagamento das multas pendentes com o órgão regulador. São mais de R$ 320 milhões em sanções aplicadas desde 2018. O grupo italiano tem escapado das penalidades graças a seguidos recursos judiciais. Ao mesmo tempo, a Enel está também na mira de Tarcísio de Freitas. O governador tem feito pressão nos bastidores para que a empresa aumente seu plano de investimentos na capital. Não está sozinho. Tem como backing vocal o prefeito Ricardo Nunes. Recentemente, a Enel São Paulo anunciou que vai investir R$ 10,4 bilhões entre 2025 e 2027, valor 68% maior do que o desembolsado no triênio anterior. Em condições normais de temperatura e pressão, seria um salto considerável. No entanto, tudo o que a Enel não tem em São Paulo são condições normais de temperatura e pressão. A companhia está em uma posição de vulnerabilidade diante de pressões políticas por conta das seguidas falhas no fornecimento de energia acumuladas nos últimos anos. Por isso mesmo, Alexandre Silveira, Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes são movidos por uma convicção em comum: apostam que, se apertarem, arrancam algumas cifras a mais da Enel. Ou seja: a extensão do contrato em São Paulo vai custar caro para a empresa. Financeira e politicamente.
Com que cara a Vale vai chegar à COP 30?
14/07/2025A COP 30 tem sido um assunto constante na Vale. O ser ou não ser da companhia é o como se expor no evento. A empresa carrega nas costas a responsabilidade por dois dos mais trágicos acidentes corporativos com mortes do mundo: o horror de Brumadinho e Mariana. Falar que colabora com ações redutoras do aquecimento global? Que contribui com a preservação da Amazônia? Que tem grandes e variadas ações sociais? Até agora, a Vale tem cumprido as determinações de pagar uma reparação pelo morticínio (ou “assassinato” segundo a maior indignação de muitos) e reforçar as barreiras de contenção das encostas da sua extração mineral. Se esconder da COP não parece ser solução para a Vale. Mas achar a mensagem e a forma de exposição é um tremendo quebra cabeça. Até porque pode suscitar lembranças e protestos em um acontecimento que, inevitavelmente, será politizado. O fato é que de todas as grandes empresas brasileiras nenhuma outra carrega tamanho passivo reputacional. A Vale tem menos de cinco meses para matar a charada. O desafio de criar algo positivo que sirva de cortina para Mariana e Brumadinho é um xadrez para publicitários e marketeiros de estirpe.