Arquivo Notícias - Página 190 de 1965 - Relatório Reservado

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Ebrasil e cia. se movimentam para aumentar quinhão na Brava Energia

4/08/2025
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O bloco de acionistas da Brava Energia comandado pela Yellowstone, leia-se o Grupo Ebrasil, quer aumentar seu latifúndio no capital. O grupo tem se movimentado para comprar ações em poder de minoritários. O caminho para a investida foi aberto no último dia 10 de julho, com a derrubada da pílula de veneno que impunha restrições a participações societárias acima de 25%. Logo após a extinção da poison pill, Ebrasil, JiveMauá e a família Queiroz Galvão formaram um agrupamento que detém aproximadamente 20% do capital. O que se diz no mercado é que a tríade quer chegar a 35%, não apenas com a aquisição de papéis em bolsa, mas eventualmente atraindo também outros minoritários, caso da Maha Energia. O objetivo seria a montagem de um bloco de controle da petroleira. Em tempo: o apetite da Ebrasil, JiveMauá e Queiroz Galvão por ações tem se refletido na cotação em mercado. Nos últimos 20 dias, o papel acumula alta de 13%.

#Brava Energia #Ebrasil

Alô, alô Boy, Xerife!

4/08/2025
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Os mais inveterados carnavalescos talvez se lembrem da marchinha de Bob Nelson, lançada em 1947, que deu origem ao título deste artigo. Na curta letra, o aflito autor da chamada pede auxílio porque uma quadrilha quer roubar o seu amor, explicando que “não é que eu tenha medo de bandido, apenas eu não quero é confusão”. Essa insólita recordação me veio à mente devido às intensas discussões na mídia sobre o telefonema de Lula a Donald Trump, embora, nesse caso, o que está em jogo seja a ação de outra quadrilha que desejou roubar uma eleição.

A cautela com respeito à eventual chamada de Lula é justificada devido ao espírito vingativo do atual ocupante da Casa Branca e de seu hábito, como bully de carteirinha, de humilhar publicamente os chefes de Estado que o procuram. Mas creio que os debates ignoram a forma simples e diplomaticamente correta de evitar qualquer embaraço caso finalmente tenha lugar esse contato telefônico.

Exceto em situações de emergência totalmente excepcionais, as conversas entre presidentes, presenciais ou virtuais, são precedidas de entendimentos meticulosos entre as Chancelarias, quando se definem as datas e horas, pautas e propósitos dos contatos. Ora, no caso em tela, confirmando o que Mauro Vieira disse a Marco Rubio na semana passada em Washington, bastaria que afirmássemos claramente que, na projetada conversa telefônica, Lula só cuidaria de temas comerciais, não admitindo discutir questões relativas à soberania nacional ou à independência dos poderes judiciário e legislativo. Não havendo concordância do lado norte-americano, muito bem, muito obrigado, voltamos a falar sobre o assunto se houver alguma mudança na postura de um ou outro. Havendo concordância, são assentados os detalhes pertinentes e o telefonema ocorrerá tal como aprazado.

Ah, dirão os espertinhos, e se o Trump ignorar o combinado e começar a desfiar as reclamações de cunho político de que se valeu para justificar o injustificável tarifaço? Nessa hipótese (bastante realista), é suficiente que Lula – lembrando que não fala com o “companheiro Donald” – use sua proverbial fleuma típica de um lorde inglês e diga com grande elegância: “Sr. Presidente, ficou acertado entre nossas Chancelarias que não trataríamos de matérias políticas neste telefonema, e, sim, exclusivamente de questões comerciais, Peço-lhe que esse compromisso formal seja respeitado pois, de outra maneira, serei obrigado a interromper a ligação e me reservarei o direito de explicar o motivo tornando pública a gravação de nossa conversa feita por ambas as partes.” Xeque mate.

Jorio Dauster é um colaborador especial do Relatório Reservado.

#Donald Trump #Lula

Livre do “risco Trump”, Embraer avança na América Latina e na África

4/08/2025
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O céu voltou a ficar azul para a Embraer. Após escapar do bombardeio tarifário de Donald Trump e consequentemente do risco de perdas estimadas em mais de US$ 3 bilhões até 2030, a empresa volta suas baterias para a América Latina e a África. Segundo o RR apurou, a empresa abriu tratativas com o BNDES em torno de um financiamento para a venda de quatro aeronaves Super Tucano modelo A-29 ao Panamá. O negócio deverá ser sacramentado durante a visita do presidente panamenho, José Raúl Mulino, ao Brasil, no próximo dia 28.

Segundo uma fonte da área de defesa, existe a possibilidade de o pacote ser ampliado, chegando a seis aeronaves. O A-29 foi escolhido pelas Forças Armadas do Panamá para ser a nova plataforma de vigilância e proteção do Serviço Nacional Aeronaval (SENAN) do país. O Super Tucano é hoje um dos principais trunfos comerciais da Embraer no mercado de defesa, notadamente na América Latina.

O Panamá será o oitavo país da região a contar com o modelo em sua força aérea. Procurada pelo RR, Embraer não se manifestou.

Em outra latitude, os radares da Embraer Defesa e Segurança apontam também para a África. A companhia tem intensificado negociações com nações africanas para a venda do Super Tucano. De acordo com a fonte do RR, há conversas engatilhadas com a Força Aérea da África do Sul (SAAF).

O país africano também manifestou interesse na aquisição do cargueiro militar C-390. No ano passado, a empresa brasileira fez uma demonstração da aeronave ao presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e à ministra da Defesa, Angie Motshekga. O C-390 está na disputa para substituir a frota Hércules C-130BZ, fabricado pela Lockheed. Seria, portanto, uma oportunidade de a Embraer deslocar mercado da companhia norte-americana, uma de suas principais concorrentes internacionais no setor de defesa.

#Donald Trump #Embraer

GIC e EDP ensaiam investimentos conjuntos em energia renovável no Brasil

4/08/2025
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Informação que corre feito eletricidade no setor de energia: o GIC, fundo soberano de Cingapura, e a EDP estariam costurando um acordo para investimentos em geração renovável no Brasil. Ressalte-se que ambos têm laços societários. Desde 2023, o fundo asiático mantém uma participação de 4,2% no capital da EDP Renováveis, braço do grupo português em transição energética.

Um dos pontos focais da parceria seria a produção de hidrogênio verde. A EDP já tem um projeto-piloto nesse segmento, no Complexo Termelétrico de Pecém, no Ceará. Do lado do GIC, as tratativas com a EDP reforçam a crescente importância do Brasil dentro dos investimentos dos asiáticos em energia.

Em maio deste ano, o fundo soberano um aporte na Serena Energia, tornando-se o segundo maior acionista individual, atrás apenas da Actis/General Atlantic. A empresa conta com uma carteira de projetos em desenvolvimento da ordem de 6,5GW, o que permitirá mais do que duplicar sua capacidade, hoje na casa de 3GW. Em outro front, o GIC negocia a compra de 50% em quatro projetos da Neoenergia na área de transmissão.

#EDP #GIC

Correios quer fazer caixa com seus ativos imobiliários

4/08/2025
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A diretoria dos Correios quebra a cabeça para fazer caixa. Uma das ideias sobre a mesa é a criação de um fundo de real estate composto por imóveis de propriedade da estatal, com a posterior venda de cotas a investidores. Seria uma forma de destravar valor dos ativos imobiliários. A empresa tem mais de 2,2 mil imóveis, entre escritórios, lojas e centros de distribuição. Assim como outras decisões estratégicas, o projeto, no entanto, tem de esperar pela nomeação do novo presidente dos Correios, em substituição a Fabiano Silva dos Santos, que deixou o cargo no mês passado. O futuro no1 da estatal chegará em um momento de aguda deterioração financeira da empresa. No primeiro trimestre deste ano, o prejuízo chegou a R$ 1,7 bilhão, 115% a mais do que as perdas registradas entre janeiro e março de 2024. Ao longo do ano passado, para cobrir seu déficit, os Correios torraram quase R$ 3 bilhões em caixa.

#Correios

ANM retoma leilão de áreas após desbloqueio de verbas

4/08/2025
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A Agência Nacional de Mineração (ANM) corre para realizar ainda neste ano um leilão de áreas minerárias. O adiamento do certame para 2026 já era dado como favas contadas no setor após o corte de verbas das agências reguladoras. Mas houve uma reviravolta da reviravolta. No último dia 31, o governo anunciou o descontingenciamento de R$ 22,8 milhões em recursos da ANM, reabrindo a possibilidade da licitação ocorrer até dezembro. Na agência, no entanto, existem dúvidas se haverá tempo hábil para a oferta de mais de sete mil novas áreas, como estava inicialmente previsto. Talvez o pacote colocado sobre o balcão tenha de ser menor, reduzindo assim o potencial arrecadatório. Na última rodada de leilões, no ano passado, a União levantou quase R$ 400 milhões com a oferta de cinco mil licenças.

#ANM

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