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Spin off da COP30 surge como solução para contornar os gargalos de Belém

1/08/2025
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A pressão internacional pela retirada da COP30 de Belém exige um esforço concentrado de todos os agentes públicos e privados envolvidos na organização do evento. Uma solução que poderia ser pensada, se é que já não foi, seria o spin off da Conferência em várias cidades, a começar por Manaus, com todo o seu simbolismo de capital do estado que concentra quase um quarto da Amazônia Legal. Seria uma forma de o governo atenuar as dificuldades impostas pelo notório esgotamento de Belém. Do ponto de vista logístico, o deslocamento de parte da agenda e dos participantes para Manaus não exigiria grandes contorcionismos. A necessidade de descentralização da COP30 cresce em função da dimensão tomada pelo evento. Conforme o RR já informou, a expectativa no próprio governo é que a Conferência tenha uma ambiência próxima ao do Fórum Econômico de Davos, com um amplo ecossistema para muito além das autoridades e especialistas do clima presentes. Economistas, intelectuais e artistas deverão ter uma participação expressiva. Circula que Lula já teria convidado diretamente Chico Buarque. Seu ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil é tido também como presença certa.

A desconcentração da COP30 em outras cidades facilitaria também a realização de importantes eventos paralelos vinculados à Conferência. É fundamental, por exemplo, a organização de espaços para negócios na esfera empresarial. O governo avalia deslocar essa agenda exatamente para Manaus. A COP30 desponta como o vitrine de ouro para o Brasil mostrar ao mundo, por exemplo, o potencial bioeconômico da Amazônia.

 

Francisco Ourique é um colaborador especial do Relatório Reservado.

#Belém #COP30

Ofensiva radical de Trump pressiona governo a reforçar orçamento da Abin

1/08/2025
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O governo estuda formas de aumentar a alocação de recursos na área de Inteligência, notadamente na Abin. O objetivo principal é reforçar a atuação do órgão no exterior, com foco na aquisição de equipamentos e ampliação do número de agentes fora do Brasil. A Abin tem representações em 18 países, entre os quais os Estados Unidos.

O pano de fundo da suplementação orçamentária da Agência é a ofensiva do presidente Donald Trump. O governo Lula parte da premissa de que precisa ter mais informações. Diante desse contexto, as circunstâncias exigem o fortalecimento da estrutura de Inteligência. O Brasil destina uma esquálida proporção de 0,005% do PIB para o setor – apenas a título de exemplo, sem qualquer exercício de comparação, nos Estados Unidos essa fatia chega a 0,4% do PIB.

A Abin (Agência Brasileira de Inteligência), cabeça do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), que reúne 48 órgãos, sofre de permanente escassez de verbas. O orçamento da Agência para este ano é de R$ 831 milhões, mas, como acontece na maior parte do aparelho público, os recursos estão esmagadoramente comprometidos com o custeio. O dinheiro livre para investimentos não passa de R$ 11,5 milhões, metade do valor desembolsado no ano passado.

Nos últimos meses, as operações realizadas pela Abin rarearam, por falta de verbas. As viagens de agentes teriam sido praticamente suspensas, restringindo-se a situações excepcionais.

O entendimento no governo é que o impasse com os Estados Unidos vai além da esfera diplomática. Tão importante quanto estabelecer canais de negociação com os norte-americanos é aumentar o volume de informações que ajudem a subsidiar a tomada de decisões.

Um dos alvos são as “células” bolsonaristas que trabalham dentro e fora do país para incitar o caos, a começar por Eduardo Bolsonaro, de quem não se pode mais duvidar da capacidade de sensibilizar a gestão Trump a adotar medidas punitivas contra o Brasil. O “03”, não é de hoje, está no radar da Abin, da PF e de diplomatas brasileiros nos Estados Unidos, conforme informou o RR.

Ressalte-se que a Polícia Federal abriu uma investigação contra Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente João Figueiredo e aliado do clã Bolsonaro. Figueiredo, que mora nos Estados Unidos, é um notório articulador e operador de Eduardo junto ao governo norte-americano nas medidas impostas contra o Brasil.

#Donald Trump

Fundadores da Tok & Stok lançam nova cartada para recuperar controle da empresa

1/08/2025
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Os empresários Régis e Ghislaine Dubrule não desistem. Corre no mercado que o casal pretende levar à GTF Capital uma proposta para a compra de uma participação relevante na Toky, grupo criado a partir da fusão da Mobly com a Tok & Stok, fundada pelos Dubrule. Buscam, inclusive, o apoio dos bancos credores para a investida. Na última quarta-feira, um grupo de gestoras encabeçada pela GTF, do investidor Rafael Ferri, fechou a aquisição de 42,7% da holding junto à alemã Home24. Na prática, os Dubrule querem assumir o controle e a gestão do negócio. Só não se sabe se para manter ou desfazer a fusão por dentro. Régis e Ghislaine, que detinham uma participação de 40% da Tok&Stok, sempre se mostraram contra o M&A com a Mobly, chegando, inclusive, a acionar a Justiça na tentativa de suspender a operação.

#Tok & Stok

Zema vai ao Oriente Médio vender estatais mineiras

1/08/2025
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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, vai botar o pé na estrada em busca de investidores para o programa de desestatização do estado. Zema pretende viajar ainda neste ano ao Oriente Médio, em road show para a venda da Cemig e da Copasa. O alvo são fundos soberanos, alguns deles já com investimentos em concessões de infraestrutura no Brasil, a exemplo do Mubadala, de Abu Dhabi, e do PIF (Public Investment Fund), da Arábia Saudita. No caso da Copasa, assessores do governador falam em fechar a modelagem até dezembro, com o objetivo de realizar o leilão no primeiro trimestre de 2026. A ver.

#Romeu Zema

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