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Aquisição do UCI pode ser o próximo filme em cartaz na Cinesystem
23/10/2025O nome da Cinesystem, do empresário Marcos Barros, é sussurrado no escurinho do mercado como candidato à aquisição da UCI no Brasil. O grupo de mídia norte-americano Paramount Skydance colocou à venda toda a operação da rede no país, composta por 29 complexos e 240 salas. No ano passado, a UCI gerou R$ 360 milhões em receita no país. Com origem no Paraná, a Cinesystem é uma emergente do setor no Brasil. Soma 28 complexos com 190 cinemas. Em 2024, registrou faturamento de R$ 184 milhões e Ebitda de R$ 36 milhões. Com a eventual compra do UCI, o conglomerado daria um salto cinematográfico, chegando a R$ 540 milhões em receita e geração de caixa da ordem de R$ 60 milhões. O RR entrou em contato com a Cinesystem, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. Após a publicação, a empresa procurou o RR para esclarecer que “A venda do UCI, rede de cinemas controlada pelo grupo Paramount Skydance, é pública e notícia amplamente divulgada nos últimos dias. A Cinesystem, por meio de sua assessoria de imprensa, informa, porém, que não está negociando com a empresa e não tem interesse na aquisição dos multiplex”. A UCI informou que “as negociações sobre a possível venda de sua rede de cinemas no Brasil estão sendo conduzidas pela matriz nos Estados Unidos”. A empresa não se manifestou acerca de eventuais conversações com a Cinesystem.
Como evitar que Lula chegue à COP30 manchado pelo óleo da Margem Equatorial?
23/10/2025A menos de 20 dias da COP30, Lula tem um abacaxi ambiental para descascar. O anúncio da licença do Ibama para a Petrobras explorar um poço na Foz do Amazonas, uma das cinco bacias da Margem Equatorial, coloca em xeque, desde já, os compromissos a serem assumidos pelo Brasil durante a Conferência Climática.
O que mais será dito pelos ambientalistas durante o evento é que Lula cedeu às pressões para a ampliação do consumo de energia fóssil. Mais trabalho para Sidônio Palmeira: o assunto já está na mesa do ministro-chefe da Secom. Sidônio tem discutido com o presidente uma saída pela tangente: a invenção de uma reserva técnica de combustível.
O governo se comprometeria com a manutenção debaixo do solo de uma parcela do petróleo existente nas jazidas futuramente descobertas. Essa trava seria calculada em cima de indicadores, a começar pela demanda energética. É uma daquelas propostas que tem todo o jeito de um balão de ensaio para ser solto durante a COP30. Se tiver gás e subir, ótimo; se lamber, o governo sopra as cinzas para longe.
Como construção de narrativa, a criação dessa geringonça energética surge como uma ideia oportuna, ainda mais com a capacidade de interpretação de Lula. Só que posterga para a próxima COP uma decisão tão ou mais complexa. Diversos países vivem do trade do petróleo. Essas nações teriam de cancelar uma possibilidade de enriquecimento com a decisão do governo brasileiro de abdicar da extração de parcela expressiva das suas reservas.
É um nó a mais para ser desatado. Nesse caso, a fábrica de balões do Palácio do Planalto já teria outro modelo colorido para lançar aos céus da COP30: a ideia de um estudo para o uso do petróleo como lastro cambial. Lula apresentaria ao mundo a proposta de criação de uma moeda ou de uma cesta de moedas indexada às reservas globais do combustível.
Mais uma vez, se vai colar ou não, é o que menos importa. Para o anfitrião da Conferência Climática, seria uma iniciativa compensatória ao anúncio hiperpoluente da Margem Equatorial. É mais uma ideia para evitar que Lula, em vez de ser reconhecido como uma liderança mundial na preservação do meio ambiente, deixe a COP30 como um bufão que não faz o que prega.
Mendes Junior vislumbra uma ponte para a China
23/10/2025
Goiás e Mato Grosso duelam por nova fábrica da XCMG
23/10/2025A XCMG, uma das maiores fabricantes de máquinas agrícolas da China, está no centro de um cabo de guerra federativo no Centro-Oeste. Goiás e Mato Grosso disputam o direito de receber a nova fábrica da empresa no Brasil – os asiáticos já têm uma unidade industrial em Pouso Alegre (MG). Sobre a mesa repousam benefícios tributários e contrapartidas em infraestrutura. O governo do Mato do Grosso saiu na frente, inclusive com uma sequência de reuniões com representantes da companhia. No entanto, Goiás atravessou o caminho e abriu interlocução com os chineses. O que está em jogo é um projeto que tem a XCMG como nave-mãe, mas engloba também a implantação de um cinturão de fornecedores, investimentos que podem passar dos R$ 300 milhões.
Jorge Messias faz campanha dupla: para o STF e por seu substituto na AGU
23/10/2025A indicação de Jorge Messias para a vaga de Luis Roberto Barroso no STF ainda é um ponto de interrogação. Mas, desde já, Messias trabalha para emplacar seu sucessor na Advocacia Geral da União caso venha a ser o escolhido por Lula para o Supremo. O candidato da sua preferência é Flavio Roman, atual Advogado Geral da União Substituto. Roman conta também com um apoio expressivo dentro da AGU. Sua principal concorrente seria a advogada da União Isadora Cartaxo, que tem bom trânsito junto a ministros do STF, incluindo o próprio Barroso.