Arquivo Notícias - Página 128 de 1964 - Relatório Reservado

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NFL já vislumbra mais um touchdown no Brasil

24/10/2025
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O mexicano Luis Martinez, general manager da NFL no Brasil, já esfrega as mãos. No embalo do primeiro jogo da história da liga norte-americana no Maracanã, previsto para 2026 – provavelmente em setembro, o escritório regional trabalha com a meta de fechar 25 contratos de patrocínio para o evento. Para efeito de comparação, na partida entre Los Angeles Charges e Kansas City Chiefs, disputada há pouco mais de um mês em São Paulo, a NFL teve 16 parceiros regionais – no ano passado, haviam sido apenas seis. Além dos ganhos diretos com merchandising, há a expectativa que o “efeito Cidade Maravilhosa” dê um impulso também ao “PIB” da NFL no Brasil. A estimativa é que o impacto econômico da partida no Rio chegue a US$ 80 milhões, contra US$ 60 milhões neste ano em São Paulo.

#Maracanã #NFL

Diplomacia em cena: Brasil e EUA ensaiam o script da trégua

24/10/2025
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Aos poucos, as tratativas entre Brasil e Estados Unidos avançam no conteúdo e na forma. Segundo o RR apurou, além das possíveis contrapartidas para a redução da sobretaxa imposta por Donald Trump, as discussões entre os canais diplomáticos dos dois países contemplam, desde já, o script mais adequado para as etapas decisivas da negociação, seja a assinatura do protocolo de intenções ou mesmo do anúncio do acordo definitivo. Uma das ideias já aventadas é realização de uma ampla reunião, por videoconferência, capitaneada por Lula e Donald Trump, com a participação maciça do alto escalão dos dois governos, ou seja, o maior número possível de ministros de lado a lado. O evento, ressalte-se, não eliminaria a hipótese de uma cerimônia presencial, com os apertos de mão de praxe entre os dois presidentes da República, para a formalização do tratado. No entanto, a imagem na mesma tela dos gabinetes do Brasil e dos Estados Unidos reunidos em Brasília e em Washington seria uma demonstração da dimensão dada pelos dois países ao acordo. A diplomacia tem seus atos cenográficos.
Como em toda a negociação diplomática, cada passo é medido meticulosamente – vide os cuidados que cercam o prometido encontro entre Lula e Trump no próximo domingo, na Malásia, durante a reunião da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático). Mas é possível inferir que, desde já, os dois governos vislumbram serventias e benefícios nesse roteiro. Seria a oportunidade de ambos cantarem vitória para suas respectivas arquibancadas. Para Lula, seria a consagração do seu discurso de soberania, que ganhou força como contraponto às manobras de Eduardo Bolsonaro junto a Washington por mais sanções contra o Brasil. Trump, por sua vez, exibiria as valiosas moedas de troca obtidas com o acordo, como, por exemplo, o direito preferencial sobre minerais estratégicos brasileiros. De quebra, do ponto de vista simbólico, a reunião em duas capitais conectadas pela tela e com a ampla participação dos respectivos ministros, traduziria uma nova gramática das relações internacionais: a diplomacia como espetáculo híbrido, simultaneamente presencial e virtual, para os salões e para as redes, em que a visibilidade substitui ou se une ao segredo como instrumento de poder.

#Brasil #EUA

Caixa estuda emissão de títulos no exterior

24/10/2025
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A Caixa Econômica avalia realizar uma emissão de bonds até o fim do ano. O banco já estaria, inclusive, fazendo sondagens junto a potenciais tomadores. A Caixa vislumbra a possibilidade de matar dois coelhos com uma só cajadada. O primeiro deles é aproveitar a demanda reprimida por seus títulos. A instituição financeira teve uma amostra do apetite do mercado em maio, quando lançou US$ 700 milhões em bonds. Na ocasião, a procura chegou a US$ 3,5 bilhões. Além disso, a Caixa enxerga uma oportunidade na janela que se abriu para captações de empresas brasileiras no exterior. A Prio levantou US$ 700 milhões no início do mês. Em setembro, Aegea e Vamos amealharam, respectivamente, US$ 750 milhões e US$ 350 milhões com a colocação de títulos em dólar.

#Caixa Econômica

Aeris retoma negociações para venda do controle

24/10/2025
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A família Negrão reabriu conversas com potenciais candidatos à compra da Aeris, segundo uma fonte próxima ao clã. Ao contrário da primeira tentativa de venda, no fim do ano passado, o entendimento dos acionistas controladores é que a companhia volta para a vitrine mais lustrada, devido à renegociação da sua dívida. Em maio, a fabricante de pás para usinas eólicas fechou um acordo com os bancos credores, à frente Banco do Brasil, Santander e Banco Votorantim, para a repactuação de 90% do seu passivo. Com isso, a relação dívida líquida/Ebitda caiu de massacrantes 8,6 vezes em dezembro para duas vezes no balanço no segundo trimestre – o endividamento de curto prazo soma R$ 1,6 bilhão. Consultada sobre a retomada das negociações para a venda do controle, a Aeris disse ao RR que “qualquer notícia dessa natureza será informada via Fato Relevante ou Comunicado ao mercado”. No fim do ano passado, a chinesa Sinoma chegou a formalizar uma proposta para a aquisição da companhia, mas o valor passou longe dos R$ 2 bilhões pedidos pelos acionistas.
Em tempo: se a dívida está equacionada, o desempenho operacional da Aeris é que não tem ajudado muito. No primeiro semestre, a empresa acumulou prejuízo de R$ 268 milhões, seis vezes superior à perda registrada no mesmo período em 2024 (R$ 44 milhões).

#Aeris

Lewandowski corre atrás de apoio dos governadores ao “PL Antifacção”

24/10/2025
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O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, pretende convocar governadores e secretários estaduais de segurança para uma reunião em Brasília na próxima semana. O objetivo é articular apoio político à aprovação do projeto de lei que endurece as penas contra integrantes de facções criminosas. O “PL Antifacção” amplia as penas para integrantes de organizações criminosas. Lewandowski é um Sísifo que tenta subir a montanha não apenas com uma, mas com duas pedras. Há meses, o ministro busca, sem sucesso, o respaldo dos governos estaduais para a aprovação no Congresso da PEC da Segurança Pública. A proposta enfrenta a resistência dos entes subnacionais, que enxergam na iniciativa um avanço do governo federal sobre atribuições dos estados. Assim como a PEC da Segurança Pública, o “PL Antifacção” deverá encontrar objeções também pela possibilidade de sorver recursos do Fundo Nacional de Segurança para financiar a ampliação das investigações contra o crime organizado. O projeto prevê, por exemplo, infiltração de agentes e monitoramento das conversas entre presos e advogados, o que demandará a compra de equipamentos específicos para presídios.

#Lewandowski

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