Arquivo Notícias - Página 130 de 1964 - Relatório Reservado

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Colombiana Akua prepara sua entrada no Brasil

22/10/2025
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Em meio às tentativas do governo de aumentar a tributação sobre as fintechs, mais um startup da área financeira já tem data marcada para desembarcar no Brasil. A colombiana Akua vai iniciar sua operação no país até fevereiro. A empresa fornece infraestrutura de pagamentos para adquirentes e lojistas. Recentemente levantou US$ 8,5 milhões em uma rodada seed, liderada pela norte-americana Flourish Ventures e a mexicana Cathay Latam, da qual participaram duas gestoras brasileiras, a Atlântica e a Honey Island. No mercado, há informações, inclusive, sobre a possibilidade de uma nova captação no início de 2026 para dar gás ao “projeto Brasil”. A entrada no mercado brasileiro será o movimento mais agudo do plano de internacionalização da Akua, que até o fim do ano deverá iniciar sua atuação na Argentina e no Peru.

#Akua #Startup

Agronegócio pressiona governo de olho em recursos dos fundos de pensão

22/10/2025
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Há uma nova zona de fricção entre o agronegócio e a gestão Lula. O atrito passa pelos grandes fundos de pensão de estatais. Produtores rurais, vocalizados pela Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), pressionam diretamente o governo e a direção da Previ, Petros e Funcef para que a trinca aloque recursos em Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

A ofensiva ganhou tração após a recente mudança regulatória aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Em março deste ano, o CMN autorizou as entidades de previdência complementar a aportarem até 10% do seu patrimônio nos Fiagros. Na teoria, a medida representou mais um triunfo do agro, sequioso em acessar o notório latifúndio de recursos dos fundos de pensão. São 270 entidades com patrimônio da ordem de R$ 1,3 trilhão – ou seja, potencialmente com a disponibilidade de irrigar os Fiagros com até R$ 130 bilhões.

Na prática, no entanto, sete meses após a resolução do CMN, nada mudou. A começar por quem interessa: Previ, Petros e Funcef. Por ora, não se tem registro de que qualquer uma das três fundações tenha feito aportes em Fiagros. Desde março, a participação de investidores institucionais nos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais segue estacionada em 7%.

Mesmo com a alteração regulatória, os Fiagros acumulam um crescimento inferior ao de outros mecanismos de financiamento do agronegócio. Nos últimos 12 meses, o patrimônio líquido desses fundos subiu 13%, chegando a R$ 43,1 bilhões. Os estoques dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) cresceram, respectivamente, 17% e 23%.

No agronegócio, predomina o entendimento de que o governo pouco ou nada tem se empenhado para que os fundos de pensão de estatais aportem recursos nos Fiagros. Sobram ataques de que, quando é do seu interesse, o Palácio do Planalto não poupa esforços para driblar a autonomia e o compliance das fundações e interferir na condução estratégica e em suas decisões de investimento.

Não deixa de fazer sentido. O fato é que o pleito do agro encontra resistências dentro dos próprios fundos de pensão. À luz do dia, dirigentes das grandes entidades de previdência privada saem pela tangente e repetem frases protocolares sobre o tema, vide declaração recente do diretor de investimentos da Previ, Claudio Gonçalves: “Embora ainda não exista um prazo definido para a entrada nesses mercados, o tema está sendo analisado no contexto da revisão da Política de Investimentos”.

Intramuros, no entanto, a direção da Previ, assim como da Petros e da Funcef, não esconde o receio em alocar recursos em Fiagros por conta da escalada da inadimplência no agronegócio e do expressivo aumento do número de recuperações judiciais no setor.

#Agronegócio

Embraer negocia nova encomenda com a Republic Airways

22/10/2025
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O RR apurou que a Embraer está em conversações com a Republic Airways para a venda de um lote adicional de jatos executivos modelo E-175. No início do ano, a fabricante brasileira fechou contrato para o fornecimento de 16 aviões similares à companhia aérea norte-americana, um negócio de US$ 2,1 bilhões com financiamento já garantido do BNDES. A Republic Airways é uma reserva de mercado da Embraer na aviação norte-americana: toda a sua frota, de 240 aviões, é composta exclusivamente de jatos da empresa brasileira. Na semana passada, inclusive, ambas assinaram uma extensão do contrato de manutenção das aeronaves. Voando abaixo da sobretaxa de 40% aplicada por Donald Trump a outros produtos brasileiros e ainda tentando eliminar a tarifa que ficou, de 10%, a Embraer vive um momento de prosperidade comercial nos Estados Unidos. No mês passado, anunciou a venda de 50 jatos E195-E2 para a empresa de low cost Avelo Airlines, com a opção de entrega de outras 50 aeronaves no futuro, um negócio da ordem de US$ 4,4 bilhões. Consultada pelo RR, a Embraer não retornou até o fechamento desta matéria.

#Embraer

Cotribá vende ativos para reverter sua aridez financeira

22/10/2025
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A crise de liquidez no agronegócio gaúcho pegou em cheio a Cotribá, uma das maiores cooperativas agrícolas da Região Sul, com faturamento próximo de R$ 4 bilhões. Há informações no setor de que a empresa busca um investidor disposto a aportar capital. Paralelamente, colocou à venda uma série de ativos, notadamente centros de armazenagem. É um tratamento de choque na tentativa de equacionar suas pendências financeiras. A empresa estaria atrasando o pagamento de salários e o repasse de recursos a agricultores. As dívidas acumuladas já teriam chegado a R$ 500 milhões. Desde o ano passado, a Cotribá enfrenta problemas de geração de caixa. Em 2024, seu Ebitda caiu para R$ 38 milhões, contra R$ 108 milhões no ano anterior. Em contato com o RR, a empresa confirma que “vem realizando desimobilizações de ativos não essenciais, com o objetivo de destinar esses recursos ao pagamento de pendências junto aos agricultores e fortalecer o equilíbrio financeiro da instituição”. A Cotribá admite que houve “atrasos pontuais nos repasses aos produtores”. Segundo a empresa, essas pendências estão sendo gradualmente regularizadas, com recursos provenientes das desimobilizações de ativos. No que se refere à folha de pagamento dos colaboradores, os compromissos vêm sendo cumpridos dentro dos prazos estabelecidos.” A companhia disse também ao RR que as negociações com credores “seguem em andamento. Uma parte significativa das dívidas já foi renegociada, e o processo continua evoluindo de forma positiva e colaborativa”.

#Cotribá

ANTT busca verbas para colocar fiscalização de ferrovias nos trilhos

22/10/2025
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A diretoria da ANTT está mobilizando o ministro dos Transportes, Renan Filho, na busca por verbas adicionais para 2026. A agência já sinalizou à Pasta e ao TCU que, com o orçamento previsto para o próximo ano, dificilmente conseguirá cumprir as recomendações estipuladas pela Corte. Na semana passada, o Tribunal de Contas aplicou um cartão amarelo na ANTT ao apontar lacunas normativas e no trabalho de fiscalização de concessões ferroviárias. Entre outras falhas, o TCU verificou defasagens no Índice de Saturação Ferroviária, uma das métricas utilizadas pela agência reguladora para avaliar a qualidade das ferrovias. A ANTT deve, não nega, mas alerta que falta dinheiro. E, pelo andar da locomotiva, vai faltar ainda mais. O orçamento da agência previsto para 2026 é de R$ 279 milhões, 6,4% inferior ao deste ano.

#ANTT

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