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A difícil reconstrução da PDG
14/11/2025A PDG está no meio do fogo cruzado. Nos últimos dias, ricocheteiam no mercado especulações sobre o futuro da incorporadora imobiliária. De um lado, surge a informação de que a empresa estaria prestes a ser alvo de uma aquisição hostil em bolsa – hoje, seu market cap não passa de R$ 6,6 milhões; do outro, há relatos de que o management da companhia estaria até mesmo trabalhando com a hipótese de encerramento gradual das atividades caso não haja um novo aporte de capital. Em contato com o RR, a PDG rechaça essa possibilidade. A empresa informou ter retomado suas operações com dois empreendimentos em obras: o ix. Tatuapé, com entrega prevista para os próximos meses e o ix. Santana. A companhia diz ainda que “há previsão de novos lançamentos em um futuro breve”.
O fato é que a crise financeira da PDG tem contribuído para alimentar dúvidas e questionamentos em relação aos próximos passos da empresa. A companhia atravessou uma conturbada recuperação judicial entre 2017 e 2021 para a repactuação de mais de R$ 8 bilhões. Mesmo com o fim da RJ, ainda não conseguiu dar ao mercado sinais claros de recuperação. No ano passado, teve um prejuízo de R$ 336 milhões, frente um lucro de R$ 1,74 bilhão em 2023. No primeiro semestre deste ano, acumulou perda de R$ 183 milhões, 35% superior à registrada no mesmo período em 2024. Em outubro, a PDG anunciou o segundo grupamento de ações no ano na tentativa de conter o desabamento dos papéis. Desde janeiro, a ação caiu 99,7%. Hoje, é negociada em torno de R$ 0,010.
Além das dificuldades de performance da PDG, o mercado se ressente também da falta de informações mais claras sobre o atual quadro societário da empresa. No mês passado, houve dois grandes movimentos de acionistas. O Itamaracá Fundo de Investimento em Direitos Creditórios vendeu integralmente a sua participação, equivalente a 35,1% do capital. Quase que simultaneamente, o VKR Fundo de Investimento em Direitos Creditórios se desfez de toda as ações da incorporadora em sua carteira, correspondente a 33,18%. Perguntada sobre a atual composição acionária, a PDG disse ao RR que “possui capital muito pulverizado e controle difuso, sem acionistas com posição acima de 5%”. A empresa afirmou ainda que “a saída do Itamaracá é reflexo da capitalização de créditos em ações com posterior monetização. Desta forma, a saída do Itamaracá, ou de qualquer outro acionista advindo do mecanismo de capitalização de créditos em ações, é prevista quando se trata de conversão de dívidas em equity, conforme Plano de Recuperação da Companhia”.
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O país da COP30 não consegue dragar o rio Amazonas
14/11/2025Em meio à COP30, logo ali, “pertinho” de Belém, as empresas de navegação que operam no rio Amazonas cobram do ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a dragagem urgente da via fluvial. Segundo dados encaminhados à Pasta, o nível da lâmina d’água em alguns trechos já está abaixo dos 14 metros, contra 17,7 metros há dois anos. O assoreamento tem obrigado as companhias a reduzir o volume de carga ou mesmo interromper a circulação em determinadas rotas. Há registros de encalhes de embarcações. Entre os trechos críticos estão Manaus-Itacoatiara, Coari-Codajás e São Paulo de Olivença-Benjamin Constant. Nas conversas com emissários das empresas de logística, Costa Filho tem acenado com a liberação de verbas adicionais para o DNIT acelerar obras de desobstrução do Amazonas e afluentes. Há cerca de dois anos, o Ministério liberou R$ 280 milhões para a dragagem de rios da região. O dinheiro não deu nem para a saída.