Arquivo Notícias - Página 113 de 1964 - Relatório Reservado

Últimas Notícias

Recuperação judicial ronda a Belagrícola

13/11/2025
  • Share

Mais um grande grupo do agronegócio parece caminhar para a recuperação judicial. No setor, o entendimento é que está cada vez mais difícil para a Belagrícola escapar do pedido de RJ. Segundo informações filtradas pelo RR, as tratativas com os credores para a renegociação de mais de R$ 3 bilhões em dívidas têm se mostrado complexas. Do outro lado da mesa, estão, entre outras instituições financeiras, Santander, Banco do Brasil e Citibank, que, juntos, têm a receber R$ 503 milhões. Mas o fiel da balança é a Vert Securitizadora, a maior credora da empresa, com R$ 591 milhões em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).

O Dia D da Belagrícola é 9 de dezembro. Nessa data, termina o período da tutela cautelar concedida pela Justiça, que suspendeu a cobrança de dívidas à empresa por 60 dias. Se a distribuidora de insumos agrícolas controlada pela chinesa Pengdu não conseguir fechar um acordo com os credores até lá, a saída provavelmente será recorrer à RJ. Nesse contexto, é sintomático que a Belagrícola tenha anunciado na semana passada a contratação da Alvarez & Marsal, consultoria que é praticamente sinônimo de recuperação judicial no Brasil. Em contato com o RR, perguntada sobre a possibilidade de buscar uma RJ, a empresa disse que “Nenhuma decisão foi tomada até o momento sobre eventuais medidas futuras”. A Belagrícola informou ainda que o trabalho da Alvarez & Marsal “tem como objetivo apoiar a estruturação de um plano de fortalecimento financeiro e operacional, além de avaliar alternativas para o equilíbrio da estrutura de capital da companhia. A contratação faz parte de um processo de reorganização responsável, em linha com o movimento de diversas empresas do setor diante dos desafios econômicos e climáticos que impactaram o agronegócio nos últimos anos.”

#Alvarez & Marsal #Belagrícola #Vert Securitizadora

COP30: Nordeste busca recursos internacionais para instalação de data centers

13/11/2025
  • Share
Reunidos sob o guarda-chuva do Consórcio Nordeste, os governadores da região pretendem usar a vitrine da COP30 para apresentar um projeto conjunto voltado à instalação de data centers. O plano prevê a criação de uma plataforma interestadual de data centers verdes, alimentados integralmente por fontes renováveis e conectados a cabos submarinos internacionais. Intramuros, assessores do Consórcio falam na implantação de até cinco hubs regionais interligados, cada um com clusters de data centers próximos a complexos eólicos e solares. A “COP da Implementação” – já devidamente rebatizada de “COP da Adaptação” nas palavras do seu presidente, o embaixador André Corrêa do Lago – é um cavalo encilhado que passa à frente dos governadores. Os chefes do executivo do Nordeste querem aproveitar a Conferência para buscar recursos junto a investidores privados e, sobretudo, a organismos de fomento multilaterais. Além do Banco Mundial, mais precisamente o IFC (International Finance Corporation), estão na mira o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB) e o Green Climate Fund. Como qualquer grande projeto relacionado a armazenamento de dados em larga escala, as cifras sobre a mesa são hiperbólicas. Estima-se que seria necessário levantar cerca de US$ 20 bilhões em financiamento estruturado para montar esse mosaico de data centers no Nordeste.
Os chefes do executivo usam como principal atrativo o potencial energético da região. O Nordeste é responsável por mais de 70% da energia renovável produzida no Brasil – no caso da geração eólica, esse índice beira os 90%. Trata-se do item mais crítico para a construção e manutenção de data centers. Energia chega a representar até 60% do custo de operação de infraestruturas digitais de grande porte. Em 2024, todos os data centers do mundo demandaram 415 TWh, algo como 1,5% da eletricidade produzida no Planeta. Há projeções da IEA (International Energy Agency) de que esse consumo poderá dobrar até 2030, com o avanço da inteligência artificial e da computação distribuída.
Tudo muito bom, tudo muito bem, mas há obstáculos consideráveis para as pretensões dos governadores nordestinos. Investimentos de data centers exigem previsibilidade regulatória por 20 a 30 anos. Não é exatamente a especialidade da casa chamada Brasil. Regras brasileiras sobre energia renovável, créditos de carbono, licenciamento ambiental e telecomunicações mudam com frequência, o que trava investidores privados e mesmo agências multilaterais. Agora mesmo há uma elétrica polêmica em torno do curtailment, o desligamento automático de usinas eólicas e solares imposto pelo ONS por limitações na rede de transmissão. Outro empecilho: mesmo com energia renovável abundante, faltam no Brasil subestações dedicadas, linhas de transmissão redundantes, backbones de fibra ótica, cabos submarinos adicionais, ou seja, toda uma estrutura subjacente aos data centers. Some-se ainda a concorrência global. Países como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Cingapura, Índia e Irlanda têm oferecido pacotes agressivos de incentivos (subsídios diretos, isenções fiscais, terrenos, energia dedicada a preço fixado) para atrair investimentos no setor.
De toda a forma, mesmo com os óbices, o Nordeste está se consolidando como o principal lócus do Brasil para a instalação de grandes estruturas de armazenamento de dados. Há importantes empreendimentos já em execução. O maior deles reúne a Casa dos Ventos, a Omnia, do Pátria Investimentos, e a ByteDance, dona do TikTok. Serão R$ 50 bilhões na construção de um data center em Pecém (CE). Em setembro, o Consórcio Nordeste firmou uma parceria com o BNDES para financiar a construção de data centers na região. 35 projetos já atenderam à chamada feita pelo banco de fomento, com uma demanda para crédito de quase R$ 17 bilhões.

#COP30

WEG tem sua própria química para mitigar efeitos do tarifaço

13/11/2025
  • Share
Mesmo com a aproximação entre Lula e Donald Trump, a WEG não parece disposta a pagar para ver. Além da já anunciada transferência de investimentos do Brasil para o México, a empresa está prospectando possibilidades de aquisição de fabricantes de motores elétricos e transformadores nos Estados Unidos. Ao contrário do Brasil, trata-se de um mercado bastante fragmentado, com mais de 6,5 mil empresas. No segmento de motores elétricos, por exemplo, são mais de cinco mil fabricantes, uma boa parte deles com redes de distribuição em diversos estados. É justamente o que a WEG procura para driblar o impacto do tarifaço de 50% aplicado pelos Estados Unidos sobre uma miríade de produtos brasileiros, entre os quais transformadores.
O balanço do quarto trimestre deverá trazer as primeiras sequelas da sobretaxa para as exportações da WEG do Brasil para os Estados Unidos. Aproximadamente 10% da receita total da empresa são provenientes das vendas daqui para o mercado norte-americano. Nesse contexto, o remanejamento da cadeia de produção para o México e, sobretudo, para os Estados Unidos tornou-se uma medida relevante para a WEG. Até porque ainda não há qualquer resultado concreto da química entre Lula Trump. Procurada pelo RR, a empresa não se manifestou.

#Weg

Nova rodada de capitalização entra na mira da Akad

13/11/2025
  • Share

Há um zunzunzum no mercado que a Akad, insurtech controlada pela GP Investimentos, avalia realizar uma nova rodada de capitalização. O que se diz à boca muda é que a empresa já vem sondando fundos de venture capital. O aporte permitiria à empresa a expansão para novos segmentos do mercado segurador, notadamente com produtos mais massificados. A perspectiva de uma nova capitalização ocorre menos de dois anos após a Akad levantar R$ 110 milhões em sua Série A, liderada pela Valor Capital, com participação de Endeavor Scale-Up Ventures, Actyus e Across Capital. A startup é uma das plataformas digitais de seguros que mais crescem no país, apoiada por um modelo altamente automatizado: 80% das apólices são emitidas online, com uso intensivo de inteligência artificial. A Akad ampliou sua atuação além do seguro empresarial para pequenas e médias empresas, obtendo autorização da Susep para operar também no segmento de pessoas físicas.

#Akad

Julgamento dos incentivos a agrotóxicos deve se arrastar até o fim do mês

13/11/2025
  • Share
O que se diz nos gabinetes do STF é que a Corte deve concluir apenas no fim deste mês o julgamento que discute a constitucionalidade dos benefícios fiscais concedidos a agrotóxicos, tema que mobiliza tanto governos estaduais quanto a cadeia do agronegócio. A ação questiona dois pontos centrais: a redução da base de cálculo do ICMS sobre defensivos agrícolas e a isenção de IPI para produtos classificados como agrotóxicos. Para os autores da ação — PSOL e PSB —, esses incentivos violam princípios constitucionais, como o direito ao meio ambiente equilibrado, ao estimular o uso de substâncias potencialmente nocivas.
O relator Edson Fachin já votou para derrubar os incentivos. Fachin defende que os benefícios representam renúncia fiscal sem justificativa adequada e que, ao privilegiar agrotóxicos, os estados criam distorções tributárias incompatíveis com a política ambiental prevista na Constituição. Já o ministro André Mendonça abriu divergência, defendendo a manutenção das isenções sob argumento de que se tratam de instrumentos legítimos de política agrícola, fundamentais para a competitividade do setor rural.

#Agrotóxicos

Todos os direitos reservados 1966-2026.

Rolar para cima