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Recuperação judicial ronda a Belagrícola
13/11/2025Mais um grande grupo do agronegócio parece caminhar para a recuperação judicial. No setor, o entendimento é que está cada vez mais difícil para a Belagrícola escapar do pedido de RJ. Segundo informações filtradas pelo RR, as tratativas com os credores para a renegociação de mais de R$ 3 bilhões em dívidas têm se mostrado complexas. Do outro lado da mesa, estão, entre outras instituições financeiras, Santander, Banco do Brasil e Citibank, que, juntos, têm a receber R$ 503 milhões. Mas o fiel da balança é a Vert Securitizadora, a maior credora da empresa, com R$ 591 milhões em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).
O Dia D da Belagrícola é 9 de dezembro. Nessa data, termina o período da tutela cautelar concedida pela Justiça, que suspendeu a cobrança de dívidas à empresa por 60 dias. Se a distribuidora de insumos agrícolas controlada pela chinesa Pengdu não conseguir fechar um acordo com os credores até lá, a saída provavelmente será recorrer à RJ. Nesse contexto, é sintomático que a Belagrícola tenha anunciado na semana passada a contratação da Alvarez & Marsal, consultoria que é praticamente sinônimo de recuperação judicial no Brasil. Em contato com o RR, perguntada sobre a possibilidade de buscar uma RJ, a empresa disse que “Nenhuma decisão foi tomada até o momento sobre eventuais medidas futuras”. A Belagrícola informou ainda que o trabalho da Alvarez & Marsal “tem como objetivo apoiar a estruturação de um plano de fortalecimento financeiro e operacional, além de avaliar alternativas para o equilíbrio da estrutura de capital da companhia. A contratação faz parte de um processo de reorganização responsável, em linha com o movimento de diversas empresas do setor diante dos desafios econômicos e climáticos que impactaram o agronegócio nos últimos anos.”
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13/11/2025
Nova rodada de capitalização entra na mira da Akad
13/11/2025Há um zunzunzum no mercado que a Akad, insurtech controlada pela GP Investimentos, avalia realizar uma nova rodada de capitalização. O que se diz à boca muda é que a empresa já vem sondando fundos de venture capital. O aporte permitiria à empresa a expansão para novos segmentos do mercado segurador, notadamente com produtos mais massificados. A perspectiva de uma nova capitalização ocorre menos de dois anos após a Akad levantar R$ 110 milhões em sua Série A, liderada pela Valor Capital, com participação de Endeavor Scale-Up Ventures, Actyus e Across Capital. A startup é uma das plataformas digitais de seguros que mais crescem no país, apoiada por um modelo altamente automatizado: 80% das apólices são emitidas online, com uso intensivo de inteligência artificial. A Akad ampliou sua atuação além do seguro empresarial para pequenas e médias empresas, obtendo autorização da Susep para operar também no segmento de pessoas físicas.