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A decisão da Gávea Investimentos de deixar o capital da Azul trouxe a reboque um ponto de interrogação. Na companhia aérea há fortes dúvidas quanto à disposição do chinês HNA Group de exercer sua opção de compra sobre a participação da gestora de recursos, que será ofertada a todos os demais acionistas. Com a operação, a fatia dos asiáticos no capital da Azul saltaria de 23% para quase 40%. Só que tudo em preferenciais.
É muita ação para pouco poder. Não foi bem para isso que o HNA aterrissou na Azul. Em grande parte, o HNA Group entrou no negócio atraído pela promessa de um IPO da Azul no Novo Mercado, o que abriria caminho para a conversão de todas as preferenciais em ordinárias. A operação, no entanto, jamais decolou. Tem sido sucessivamente adiada, para todos os efeitos por conta das condições adversas do mercado.
Mesmo tendo apenas 8% do capital total, David Neeleman segue com o maior bolo das ONs: 67%. Os chineses tinham ainda a expectativa de que o governo soltaria as amarras da participação estrangeira no setor. No entanto, o tempo passou e o teto de 20% das ordinárias permanece intocável.
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