BNDES é o trunfo do governo para jogar a Bamin nas mãos da Vale

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BNDES é o trunfo do governo para jogar a Bamin nas mãos da Vale

  • 15/05/2025
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O governo Lula quer uma solução rápida para a venda da Bamin (Bahia Mineração). Por solução rápida entenda-se a transferência do controle da empresa para a Vale. A carta trunfo é o BNDES. O banco entraria não apenas no project finance da compra da Bamin, em um consórcio formado pela própria Vale e pela Cedro Mineração, como já teria se comprometido também a liberar recursos para a construção do trecho 1 da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste). Trata-se de um assunto prioritário para o governo. Sem a garantia de que o empreendimento sairá do papel, a licitação da Fiol II seguirá travada. Nenhum investidor assumirá o risco de construir o segundo trecho de uma ferrovia que não chegará a lugar algum. Até o momento, a Bamin, leia-se a Eurasian Resources Group (ERG), do Cazaquistão, que arrematou a concessão do trecho 1, não executou meio centímetro de obra. Está tudo parado. Além da Vale, a Brazil Iron já teria apresentado uma oferta de US$ 1 bilhão pelos ativos em mineração da Bamin, além da Fiol e do Porto Sul, na Bahia. A companhia é controlada por investidores britânicos, incluindo fundos ligados ao banco Julius Bauer. No governo, porém, a venda para a Brazil Iron ainda é tratada como Plano B. A preferência é pela solução Vale. Procurada pelo RR, a Brazil Iron informou que “não comenta rumores de mercado”. A Vale, por sua vez, não se manifestou.

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