Até onde vai a guerra entre as plataformas de delivery? - Relatório Reservado

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Até onde vai a guerra entre as plataformas de delivery?

  • 13/07/2026
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A Meituan vive um inferno astral em diferentes latitudes. No Brasil, a controladora da Keeta é acusada por concorrentes de recorrer a práticas concorrenciais desleais em sua ofensiva no mercado de delivery. O próprio vice-presidente de Parcerias Estratégicas da Keeta, Danilo Mansano, já reconheceu publicamente que a empresa financia restaurantes, pagando multas para que rompam contratos de exclusividade com plataformas rivais. Na China, a pressão é ainda mais ruidosa: a gigante asiática está no centro de uma investigação da imprensa estatal por supostamente ter financiado uma campanha para reunir denúncias, documentos e relatos negativos contra concorrentes. 

O caso, revelado pelo jornal estatal Shanghai Securities News e posteriormente noticiado pelo South China Morning Post, envolve pagamentos supostamente feitos pela Meituan a comerciantes chineses para produzir material contra a Taobao Shangou, plataforma de delivery do Alibaba. Segundo a apuração, os pagamentos variavam entre dois mil e cinco mil yuans e eram apresentados aos participantes como parte de um “projeto de pesquisa”. Contabilmente, no entanto, os valores teriam sido classificados como “fundos de apoio aos comerciantes”. Um dos episódios citados envolve um restaurante que recebeu cinco mil yuans para denunciar que a plataforma concorrente havia reduzido o preço de um prato sem autorização. As revelações surgem em meio ao endurecimento da fiscalização sobre o setor de delivery na China. Recentemente, a polícia de Chengdu informou ter desmantelado uma campanha coordenada de difamação contra o Alibaba e a JD.com, conduzida por uma agência de comunicação contratada por uma empresa cujo nome não foi divulgado. Se a moda pega… 

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