Grupo Maeda volta Á s suas raízes no agronegócio - Relatório Reservado

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Grupo Maeda volta Á s suas raízes no agronegócio

  • 29/01/2010
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A família Maeda, um dos sobrenomes mais tradicionais do agribusiness no Brasil, é um latifúndio de arrependimento. A estratégia de diversificação dos negócios tem se revelado uma aposta de alto risco e baixo retorno. Diante da indesejada combinação, o Grupo Maeda ensaia um meia-volta, volver no processo de verticalização das operações para retornar a s origens, concentrando-se no bom e velho plantio de algodão e soja. A empresa estaria disposta a se desfazer de sua participação na Tropical Bioenergia, indústria sucroalcooleira da qual tem 25%. O principal candidato a  aquisição seria a BP, dona de 50% da companhia, que conta ainda com a presença da Santelisa Vale/Louis Dreyfus. O Maeda também está revendo sua associação com a BrasilAgro em uma joint venture criada para a compra de propriedades agrícolas. No início de 2009, o grupo já havia se desfeito de dois negócios a  margem do seu core business. Vendeu para a Monsanto sua participação de 49% na MDM, empresa de biotecnologia. Em outro front, adotou uma solução mais drástica. Fechou a Salto Belo, seu braço na indústria de fiação. A guinada estratégica está vinculada ao futuro societário do Maeda, um dos maiores conglomerados agrícolas do país, com faturamento próximo dos R$ 500 milhões. A reorganização dos negócios faz parte dos preparativos para a chegada de um novo sócio. A arrumação da casa começou pela governança corporativa. Em pouco mais de um ano, a família Maeda afastou-se da gestão executiva. Jorge Maeda, o mais influente dos acionistas, deixou a presidência para assumir o Conselho de Administração ? o comando executivo foi entregue ao ex-Cargill Fabio Medeiros. Em meados de 2008, o Maeda esteve perto de abrir o capital em Bolsa. No entanto, o falecimento do empresário Takayuki Maeda, fundador do grupo e pai de Jorge, acabou esfriando o ímpeto da família. A operação foi empurrada para o fim daquele ano, mas acabou engavetada por conta da crise mundial. Agora, entre os acionistas do Maeda já não há tanta certeza em relação ao IPO. Há quem defenda a venda de uma participação minoritária para um private equity.

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