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Se o script que estava sendo ensaiado ontem no Ministério da Fazenda for seguido a risca, Guido Mantega anunciará, hoje, o aumento do preço dos combustíveis. Mas com um detalhe: a correção somente ocorrerá em janeiro, e o percentual de majoração será um tiquinho. Mantega daria uma entrevista a imprensa após a reunião do Conselho de Administração da Petrobras, o qual preside. Conforme o mesmo roteiro, a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, não participaria, evitando que perguntas constrangedoras pudessem ser dirigidas simultaneamente para um e para outro. O ministro deverá descartar qualquer regra de correção dos preços que signifique uma indexação aos valores praticados no exterior e permita ao mercado antecipar futuras variações. O argumento é que a construção dessa política de preços ficará vinculada ao aumento da produção da Petrobras, o que permitirá reduzir a pressão cambial. Por enquanto, a regra são preços administrados. Mantega diz a boca pequena que a estatal é suficientemente recompensada para aguentar mais um pouquinho o tranco – só não se saque que recompensas são essas. Se falar isso dentro da empresa, será linchado. A maior preocupação do ministro, contudo, é a pergunta sobre o grau de influência negativa que o confisco ex ante no orçamento da Petrobras e a despudorada relação entre controle da inflação e preços de combustíveis artificialmente contidos podem ter na avaliação das agências de rating. Se desse, Mantega adiava de novo a reunião.
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