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21.11.19

Fundo árabe

Em janeiro, representantes do fundo soberano da Arábia Saudita deverão desembarcar no Brasil para conhecer o projeto da Ferrogrão. É um primeiro passo na promessa dos árabes de investir US$ 10 bilhões no Brasil.

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31.10.19

O trem tem que partir

A ordem na ANTT e no Ministério da Infraestrutura é encaminhar o edital de concessão da Ferrogrão ao TCU até dezembro. Tudo para que o leilão ocorra no primeiro semestre de 2020.

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01.07.19

As próximas rotas do Farallon no Brasil

A aquisição da Rota das Bandeiras junto à Odebrecht Rodovias foi apenas o cartão de visitas do Farallon em infraestrutura no Brasil. A gestora, que administra mais de US$ 25 bilhões, planeja investir também no transporte ferroviário. A Ferrogrão é um negócio visto com bons olhos pelos norte-americanos. A gestora vislumbra um retorno mais rápido do que o habitual devido à possibilidade de associação com grandes players do agribusiness, como Louis Dreyfus, Cargill e Amaggi, que trariam a reboque a garantia de carga para a ferrovia. Em tempo: no quesito interlocução com o governo, poucos investidores estão tão bem posicionados quanto o Farallon. O nº 1 da empresa no Brasil, Daniel Goldberg, mantém linha direta com Paulo Guedes. No fim do ano passado, chegou a ser cogitado para integrar a equipe econômica. É provável que o aposto de ex-secretário de Direito Econômico do governo Lula tenha jogado contra.

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22.05.19

Parceria chinesa sobre trilhos brasileiros

A China Railway Guangzhou Group fez chegar ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, seu interesse em participar da privatização da Ferrogrão – obra de 933 km que conectará o Mato Grosso (Sinop) ao Pará (Itaituba). O governo já vislumbra a possibilidade de um consórcio entre o grupo e a conterrânea China Railway para a construção da ferrovia, orçada em quase US$ 3,5 bilhões.

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04.12.18

Tem passageiro novo na Ferrogrão

Louis Dreyfus, Amaggi, ADM e Cargill abriram um canal de interlocução com a equipe de Jair Bolsonaro. As discussões envolvem o estudo de viabilidade para a Ferrogrão. O fato novo é a possibilidade de grandes agricultores do Centro-Oeste entrarem no comboio, financiando a construção da ferrovia. O projeto começou nos R$ 8 bilhões. No cálculo mais recente, a contagem já estava em quase R$ 13 bilhões.

Por falar em ferrovias, o futuro ministro dos Transportes, Tarcísio Gomes de Freitas, está com uma pulga atrás da orelha devido à inconsistência das informações que tem recebido sobre a Valec. Parece até que tem gente no atual governo trabalhando deliberadamente para evitar que a equipe de transição veja o que esse trem carrega. Ressalte-se que o futuro governo já revelou a disposição de extinguir a estatal.

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21.08.18

Ferrogrão parte rumo a 2019

A Casa Civil, o Ministério dos Transportes e a ANTT estão redesenhando o projeto de privatização da Ferrogrão. A prioridade é reduzir o custo do investimento. Cálculos recentes apontam para um valor de quase R$ 14 bilhões, praticamente o dobro da cifra inicial. A meta é baixar o sarrafo para a casa dos R$ 10 bilhões com ajustes no traçado. A essa altura, o mutirão soa como mea culpa ou mero capricho da tecnocracia. Se o trabalho for mesmo levado adiante, fica como brinde para o próximo governo. A essa altura, não há dormente que acredite na hipótese da licitação ocorrer ainda neste ano.

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08.06.18

Ferrovia cenográfica

O ministro Eliseu Padilha vem mantendo entendimentos prévios com o TCU com o objetivo de agilizar os trâmites para a licitação da Ferrogrão – o material da consulta pública deverá enviado ao Tribunal até o fim deste mês. Como se o maior problema fosse o TCU… A essa altura do campeonato, nem mesmo as grandes tradings agrícolas que colaboraram na formatação do projeto da ferrovia, como ADM, Louis Dreyfus e Cargill, acreditam que o leilão sairá ainda no governo Temer.

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19.02.18

Maquinista russo

O comboio montado para o leilão da Ferrogrão está prestes a ganhar um passageiro estratégico. A russa RZD mantém conversações com Louis Dreyfus e Cargill para embarcar no consórcio de tradings que disputará a licitação, prevista para este ano. Ocuparia, assim, o assento, ainda vago, destinado a um operador ferroviário.

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24.01.18

Redução de custo

Tradings candidatas ao leilão da Ferrogrão – entre elas Louis Dreyfus, Cargill, ADM e Amaggi – pressionam o governo por mudanças no traçado para reduzir o custo da aventura, hoje de R$ 13 bilhões.

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04.01.18

Planalto lança ofensiva para colocar Ferrogrão nos trilhos

O grupo interministerial montado pelo Palácio do Planalto nos estertores de 2017 para destravar a concessão da Ferrogrão tornou-se uma comissão de diplomacia empresarial. Os “embaixadores” da Casa Civil, do Ministério dos Transportes, da ANTT têm feito gestões junto aos principais candidatos ao leilão – leia-se as tradings agrícolas ADM, Louis Dreyfus, Cargill, Grupo Maggi – com o propósito de oferecer condições ainda mais atrativas e, assim, garantir o maior quórum possível para a licitação. Guardadas as devidas proporções, desempenham um papel similar ao de Henrique Meirelles e seu staff junto às agências de rating – mesmo porque o “rebaixamento” da Ferrogrão terá impacto sobre outros projetos do PPI (Programa de Parcerias de Investimento).

Os investidores fazem exigências proporcionais ao tamanho e aos riscos da concessão. Entre as condições impostas pelos grupos privados está a entrada do BNDES na operação. Além do financiamento do banco, os investidores reivindicam prazos e termos mais convidativos. O governo já acenou com até oito anos de carência para o início do pagamento do empréstimo e a garantia de cobertura de até 80% do valor total do investimento. Os candidatos ao leilão, segundo o RR apurou, pedem um waiver de dez anos e o financiamento de até 85% do empreendimento, o que representaria algo próximo a R$ 11 bilhões.

Tanto em um cenário quanto no outro, o BNDES terá de flexibilizar suas regras de financiamento para embarcar nesse comboio. O ministro Moreira Franco não aceita o adiamento do leilão. Esta ameaça, no entanto, vem ganhando corpo. São diversas pontas soltas que podem inviabilizar a licitação em 2018, preferencialmente antes das eleições, como deseja o governo. Um impasse importante diz respeito às licenças ambientais, ou melhor, à ausência delas.

A Ferrogrão é um tiro no escuro para os investidores. A princípio, o licenciamento ambiental prévio será de responsabilidade dos futuros concessionários. Ou seja: mantida a regra, sua solicitação será feita apenas após o leilão de privatização. Em tese o governo escolheu este modelo para acelerar os trâmites do leilão, mas, por mais paradoxal que seja, o efeito pode ser exatamente o oposto. Este formato joga sobre os grupos privados um risco que eles não estão necessariamente dispostos a encarar. Ressalte-se que praticamente toda a extensão da ferrovia se desfraldará dentro de uma reserva florestal preservada.

Outro nó que não ata nem desata são as comunidades indígenas. Até agora, os povos nativos não foram atendidos nas audiências públicas sobre o projeto, mesmo após a recomendação do Ministério Público Federal. O MPF já alertou que o avanço do processo de licitação sem essa consulta prévia é ilegal. Estima-se que os trilhos da Ferrogrão atravessarão 19 aldeias indígenas. O risco de uma flechada dos procuradores é grande.

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