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09.09.21

Governo da Colômbia aperta a Camargo Corrêa

Vão de mal a pior as relações entre a Camargo Corrêa e o governo da Colômbia. Autoridades locais pressionam o Consórcio CCCC Ituango, liderado pela empreiteira brasileira, a concluir as obras de construção da hidrelétrica de Ituango até 2023. O projeto é um grande enrosco, marcado por acusações cruzadas de parte a parte. A estatal colombiana Empresas Públicas de Medellín (EPM) processa o consórcio por suposto super faturamento nas obras – ver RR de 25 de janeiro. Por sua vez, o CCCC Ituango – do qual a Camargo Corrêa tem 55% – culpa a EPM pelos atrasos na construção da usina. Procurada, a empreiteira não quis se pronunciar.

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05.07.21

Epidemia de IPOs entre as cimenteiras

A mosca azul do IPO se espalha pela indústria cimenteira. O grupo brasileiro Brennand e a italiana Buzzi Unicem, sócios da Cimento Nacional/BCPAR, estudam a abertura de capital da empresa. Seguiriam, assim, os passos da Intercement (Camargo Corrêa) e CSN Cimentos, que já anunciaram um oferta pública de ações. A captação em bolsa daria ainda mais fôlego para a Cimento Nacional se credenciar de vez como uma consolidadora do setor. No ano passado, a companhia pagou R$ 1,2 bilhões pelos ativos da cimenteira irlandesa CRH no Brasil.

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25.01.21

Camargo Corrêa contra-ataca em Medelín

Para a Camargo Corrêa, o ataque é a melhor defesa. O consórcio CCC Ituango, liderado pela empreiteira brasileira – dona de 55% das ações -, vai acionar a Empresas Públicas de Medellín (EPM) em uma corte internacional. É o contra-golpe de um contencioso que já corre na Justiça colombiana. A empresa processa o consórcio por supostos gastos além do previsto e atrasos na construção da hidrelétrica de Ituango, que deveria ter ficado pronta há quatro anos. O CCC, por sua vez, culpa a estatal colombiana e alega falhas no projeto, orçado em US$ 1,1 bilhão. Consultada pelo RR, a Camargo Corrêa confirmou que o “consórcio CCC Ituango irá às últimas instâncias judiciais correspondentes que permitem dirimir as divergências contratuais com a EPM”. Ainda segundo a empreiteira, “temos a obrigação de buscar ressarcimento do impacto reputacional e econômico que esta reivindicação singular tem causado ao consórcio”.

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15.10.20

No fundo do buraco do metrô

Um dos procuradores da Lava Jato em São Paulo crava para o RR: novas investigações apontam que o executivo Dalton Avancini, ex-Camargo Corrêa, seria líder do suposto esquema de fraudes em licitações das obras das linhas 2, 4 e 5 do metrô de São Paulo. Os acertos se davam no âmbito do “Tatu Tênis Clube”, como as grandes empreiteiras do país se referiam ao esquema de cartel montado para combinar resultados de concorrências, entre outros ilícitos. Procurada, a defesa de Avancini não se pronunciou. Também consultado, o MPF-SP disse apenas “não confirmar a informação”. Entende-se o cuidado: o Ministério Público acaba de denunciar Avancini e outros quatro executivos acusados de formação de cartel nas obras do metrô paulista. O ex-Camargo Corrêa, ressalte-se, já tem forte envolvimento na Lava Jato. Em 2015, fechou delação premiada. Mas, de lá para cá, novas acusações caíram na sua conta.

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18.05.20

Ferrugem no casco

O que já era ruim ficou muito pior: com a pandemia, o fiapo de esperança que Camargo Corrêa e Queiroz Galvão tinham de vender o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) evaporou. Conversas que vinham sendo mantidas com investidores de Cingapura foram interrompidas. Em recuperação judicial, o EAS emborcou com uma dívida de R$ 1,4 bilhão – R$ 1 bilhão apenas com o BNDES. Hoje, trata-se praticamente de uma empresa fantasma. Não há mais do que 20 funcionários nas instalações do estaleiro em Pernambuco.

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Sem novos contratos à vista, o Atlântico Sul busca comprador para um terreno no Porto de Suape (PE). O estaleiro da Camargo Corrêa e da Queiroz Galvão precisa fazer dinheiro o quanto antes. Em recuperação judicial, soma mais de R$ 1,2 bilhão em dívidas e não tem mais do que R$ 150 milhões em caixa.

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23.08.19

Recuperação judicial

No que depender da Camargo Corrêa, o estaleiro Atlântico Sul vai entrar com pedido de recuperação judicial. A Queiroz Galvão, que está em RJ, é contra, mas deverá ser voto vencido. Só com o BNDES, a dívida do estaleiro é de R$ 1 bilhão.

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06.05.19

Fundos contestam “Bônus delação” da CCR

Fundos internacionais acionistas da CCR, entre os quais figura o canadense Green River Gold, se mobilizam para entrar na Justiça com o objetivo de suspender o pacote de remuneração da companhia a seus ex-executivos. A empresa controlada por Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa vai pagar R$ 71 milhões a exdirigentes investigados pelo Ministério Público, entre eles Renato Vale, que presidiu o grupo por 20 anos. Trata-se de uma espécie de “Bônus delação”: o pagamento, aprovado em assembleia geral no último dia 22 de abril, está vinculado à “colaboração ativa e efetiva” dos executivos à Justiça. Os fundos estrangeiros querem não apenas suspender a bonificação como exigem que a CCR entre com ações de responsabilidade civil contra os ex-colaboradores.

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30.11.18

Redenção das empreiteiras nacionais ganha espaço na agenda do governo Bolsonaro

O resgate das quatro grandes empreiteiras do país – Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão – está entre as premissas da equipe de Jair Bolsonaro para a reconstrução do setor de infraestrutura. Os principais defensores desta agenda seriam os auxiliares militares do presidente eleito. A descontaminação das grandes empresas de construção pesada é considerada essencial para a conclusão das mais de 2,7 mil obras paradas e o início de outras tantas. Esta retomada é necessária para que o país possa crescer acima dos 3,5% a 4%. Sem o avanço da infraestrutura, o teto do PIB é baixo.

O ajuste das contas públicas e mesmo o equilíbrio geral dos fatores poderão atrair recursos externos para os investimentos. Mas a equação da empreitada das obras permanece um dilema. Os assessores de Bolsonaro duvidam que mesmo a vinda em profusão de construtoras chinesas, por exemplo, não daria conta do conhecimento necessário para levantar os projetos de infraestrutura. Que empreiteira do país asiático conseguiria mobilizar a Amazônia em torno de grandes obras de energia e logística essenciais? As quatro grandes empreiteiras, que representavam mais de 50% do faturamento total do setor, foram praticamente interditadas com a operação Lava Jato. Agora, pagas as multas, punidos os gestores e controladores e fechados os respectivos acordos de leniência, estariam dadas as condições para a descriminalização ampla, geral e irrestrita das companhias.

Aliás, uma das autocríticas compartilhadas pelas equipes de Michel Temer e do futuro presidente é que as operações das empreiteiras deveriam ter sido preservadas. Uma coisa é a culpa dos homens; outra é o capital humano e a capacidade de contribuição das construtoras. Outro dado é que a Lava Jato mudou a intensidade do compliance das contratantes e das contratadas. As condições do passado para práticas de corrupção hoje são exíguas. Durante o processo de expurgo das big four, a construção pesada perdeu cerca de 400 mil postos de trabalho.

Uma parcela desse contingente era altamente especializada. Existe sempre a possibilidade de grupos estrangeiros sublocarem parte das empreiteiras nacionais, assumindo em bloco contratos, mão de obra etc. A receita parece trivial, mas, na prática, nunca deu certo, pelo menos na escala necessária. As diferenças de culturas e de conhecimento das peculiaridades locais não podem ser ignoradas. No Equador, por exemplo, onde houve um aumento expressivo do número de obras tocadas por companhias chinesas, operários dormiam amontoadosdentro de contêineres. O Brasil detém uma das melhores expertises internacionais no setor de construção pesada. O que mudou foi a higienização de expedientes inaceitáveis. A qualidade dos serviços permanece a mesma.

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19.09.18

Cimento africano

A Camargo Corrêa abriu conversações para a venda de até 40% de sua operação cimenteira na África. Sobre a mesa, fábricas no Egito, África do Sul e Moçambique. Um dos principais candidatos é a nigeriana Dangote. A companhia pertence a Alhaji Aliko Dangote, o homem mais rico de seu país. Sua fortuna é estimada em US$ 12 bilhões.

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