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Infraestrutura
A Aegea foi rápida no gatilho. Já fez chegar à Prefeitura de Porto Alegre seu interesse em disputar a concessão do Dmae, o Departamento Municipal de Água e Esgotos da cidade. A empresa promete ir com sede ao pote, diante da oportunidade de dominar a operação de saneamento no Rio Grande do Sul de ponta a ponta. Em 2022, a Aegea arrematou o controle da Corsan, a concessionária estadual do setor por R$ 4,1 bilhões. O projeto de lei que autoriza a desestatização da autarquia foi aprovado pela Câmara de Vereadores no último dia 20. O prefeito Sebastião Mello pretende realizar a licitação no primeiro semestre de 2026. É isso ou nada: a partir de julho, com uma eleição no horizonte, dificilmente o leilão sairá do papel.
Em tempo: gato escaldado, a Aegea já se prepara para disputas judiciais em torno da Dmae. Líderes sindicais e funcionários ameaçam entrar na Justiça na tentativa de brecar a licitação. Sabem que é jogo praticamente perdido. Mas, no fundo, o objetivo dos servidores não é propriamente impedir o leilão, mas criar dificuldades para conseguir melhores negociações trabalhistas após o certame. É um filme que a Aegea conhece bem. O grupo ganhou o leilão da Corsan em dezembro de 2022, mas só conseguiu assumir o controle da empresa em maio do ano seguinte, após uma batalha nos tribunais com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto do Estado do Rio Grande do Sul (Sindiágua).
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