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Infraestrutura
O governo começa a colocar as cartas na mesa na tentativa de sensibilizar a Vale a assumir a construção da Fiol 1, o primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste. Segundo informações filtradas pelo RR, o ministro dos Transportes, Renan Filho, acena à mineradora com um empréstimo da ordem de R$ 2 bilhões do BNDES para a implantação da ferrovia. O valor equivale à metade do custo previsto das obras. É o preço que a gestão Lula estaria disposta a pagar para assegurar a execução do empreendimento, uma das raras concessões ferroviárias levadas a leilão no atual mandato. Ainda assim, a negociação com a Vale é complexa. O pacote que o governo tenta jogar no colo da Vale engloba não apenas a concessão da Fiol 1, mas também um porto e uma jazida de minério de ferro em Caetité (BA), todos pertencentes à Bamin, leia-se o Eurasian Resources Group (ERG), do Cazaquistão. Esta última já deixou claro que não tem a menor disposição de seguir adiante dos projetos. A Vale, no entanto, vislumbra um “pedágio” mais alto para ficar com esse combo mina-ferrovia-porto. Conforme o RR informou, quer que o governo aprove uma nova regulamentação para extração mineral em áreas de cavernas, o que destravaria a exploração de reservas de minério de ferro na região de Carajás estimadas em mais de 3,4 bilhões de toneladas.
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