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28.07.17
ED. 5671

Aquisições homeopáticas

O Aché está em negociações neste momento para a compra de dois laboratórios farmacêuticos. Ao menos uma das operações deverá ser anunciada nos próximos dias. Em pouco mais de um ano, a empresa das famílias Siaulys,
Baptista e Depieri adquiriu os laboratórios Nortis e Tiaraju.

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26.10.16
ED. 5483

Teuto e Medley chegam ao seu prazo de validade

  A Pfizer e os herdeiros do empresário Valterci de Melo – donos, respectivamente, de 60% e 40% do Teuto – vão anunciar até o início de dezembro a venda do controle do laboratório. Estima-se que a operação, conduzida pelo JP Morgan e pelo BTG, fique em torno de R$ 1 bilhão. Dos seis concorrentes que iniciaram a disputa apenas três entraram na reta final: as gestoras norte-americanas Advent e Bain Capital e a indiana Torrent Pharmaceuticals, já presente no Brasil. A venda do Teuto encerrará uma relação societária esquizofrênica: desde que se uniram, em 2010, a Pfizer e a família Melo vivem num ambiente de hostilidade mútua e alguma dose de paranoia. Os norte-americanos sempre alimentaram a suspeita de que os sócios, à frente da gestão, usaram de artifícios contábeis para inflar os números da companhia e, com isso, aumentar o valor de venda dos seus 40%. Em meio às enfermidades societárias, o Teuto vem apresentando um desempenho financeiro frustrante. Para não perder mercado, abusou de uma agressiva política de preços nas negociações com o varejo – em alguns casos de até 80% –, asfixiando sua rentabilidade. Sua margem Ebitda, que, há dois anos, beirava os 30%, já estaria abaixo dos 15%, o menor índice desde 2012. Procurado, o Teuto não quis comentar o assunto. Torrent, Advent e Bain Capital também não se pronunciaram.  A venda do Teuto terá razoável impacto no mercado de genéricos – segmento responsável por mais de 60% do seu faturamento (R$ 560 milhões no ano passado). O laboratório é o oitavo maior fabricante de medicamentos sem patente do país. Foi exatamente este o fator que atraiu para a disputa a Torrent Pharmaceuticals, que fatura mais de US$ 3 bilhões por ano em todo o mundo. O grupo, que atua há 14 anos no mercado brasileiro apenas importando medicamentos da Índia, está decidido a ter uma produção própria de genéricos no país. O apetite dos indianos pode ser medido pela sua presença nas duas grandes operações de M&A em curso no setor. Além da proposta pelo Teuto, a Torrent também estaria em conversações com a Sanofi Aventis, que teria colocado à venda o controle do Medley – outros candidatos seriam os laboratórios brasileiros Cimed e Aché. Consultada, a Sanofi “não confirma que o Medley esteja à venda”. Cimed e Aché não se pronunciaram.  Esta, sim, seria uma operação capaz de chacoalhar o ranking do mercado brasileiro de genéricos. O Medley é o segundo maior fabricante do país, atrás apenas da EMS . Neste ano, deverá faturar mais de R$ 1 bilhão no segmento. Para o Aché, por exemplo, a aquisição valeria a liderança na venda de genéricos no Brasil, com mais de R$ 1,5 bilhão de receita anual. A exemplo do Teuto, o Medley desperta a cobiça da concorrência mais pela sua estratégica posição de mercado do que exatamente pela performance financeira. O futuro controlador terá trabalho: o laboratório dá prejuízo há dois anos, apesar da profunda reestruturação conduzida pela Sanofi Aventis. Os franceses perderam mais tempo tentando consertar a herança que receberam do que pensando na expansão do negócio. A Medley tinha uma pesadíssima estrutura de custos. Por custos, entenda-se não apenas os corporativos como os de seus controladores. Em um ano, o laboratório teria desembolsado quase R$ 100 milhões para pagar despesas pessoais da família Negão, sua antiga controladora.

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21.09.16
ED. 5459

Biotônico

 O Aché, das famílias Siaulys, Baptista e Depieri, entrou na disputa pelo Medley. Vai duelar com a Cimed e a EMS, outros candidatos à compra do laboratório, controlado pela francesa Sanofi Aventis. Estima-se que o Medley valha algo perto dos R$ 600 milhões. No ano passado, a empresa faturou R$ 1 bilhão, mas, lucro que é bom, os franceses não veem há muito tempo.

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02.09.16
ED. 5447

Biotônico

 O Aché, uma das maiores farmacêuticas do Brasil, com vendas anuais na casa dos R$ 4 bilhões, está decidido a comprar um laboratório fora do país. O garimpo se concentra na Colômbia e no México. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Aché.

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19.08.16
ED. 5437

Dermage entra no receituário da Cimed

 O empresário João Adibe Marques, dono da Cimed, está seguindo um ambicioso receituário de aquisições. Além das negociações para a compra do Teuto – ver RR edição de 28 de julho –, Marques teria feito uma oferta pela Dermage. Uma das líderes do emergente mercado de dermocosméticos, a companhia fatura cerca de R$ 120 milhões, com um crescimento médio de 10% na receita desde 2010. A operação fará com que a Cimed não apenas estreie no segmento como ingresse também no varejo farmacêutico. Além da sua linha de produtos, a Dermage está presente em quase 500 pontos de venda. Ressalte-se que a Cimed já está desenvolvendo uma linha própria de dermocosméticos, com mais de 100 itens. A intenção é pendurar esses produtos na Dermage, aproveitando-se do peso da marca no segmento.  Em uma década, a Cimed pulou oito posições no ranking do setor até se tornar o sexto maior laboratório farmacêutico do país. Subiu esses degraus sem uma aquisição sequer. No entanto, Adibe Marques está convicto de que, a partir de agora, terá de mudar o princípio ativo da sua estratégia. Na sua avaliação, só com uma agressiva política de aquisições, a empresa conseguirá entrar no top five do setor, vencendo a distância que a separa do Aché: mais de R$ 800 milhões em vendas anuais. A eventual compra do Teuto, que fatura cerca de R$ 1,5 bilhão, cobriria esse percurso com sobras.

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28.07.16
ED. 5421

Sócios do Teuto brigam até o último comprimido

 A Pfizer e a família Melo, sócios no laboratório Teuto, não se entendem nem quando estão de acordo. Há cerca de dois meses, os norte-americanos e os herdeiros do empresá- rio Valterci Melo acertaram uma trégua e decidiram vender em conjunto o controle da farmacêutica goiana. O que parecia ser o ponto final de uma conflituosa relação iniciada em 2010 acabou se revelando um novo round nessa contenda societária. Acionistas majoritários, com 60% do capital, os Mello vêm tentando alijar os norte-americanos das negociações. Segundo o RR apurou, a Pfizer tem conhecimento de que a família, assessorada pelo BTG, estaria mantendo conversações paralelas com candidatos à compra do controle integral do laboratório. De acordo com uma fonte que acompanha as negocia- ções, há tratativas bem avançadas com a Cimed , grupo que atua na produção e distribuição de medicamentos. Outro pretendente seria o Aché, um dos maiores laboratórios farmacêuticos nacionais.  A Pfizer não abre mão da venda em conjunto do controle do Teuto, com o óbvio intuito de melhorar a precificação do ativo, notadamente da sua participação minoritária. É o que recomendaria qualquer bom manual. No entanto, a relação entre a multinacional e os herdeiros de Walterci Melo, morto em 2014, nunca foi marcada exatamente pela lógica e pelo jogo cooperativo. Muito pelo contrário. Os norte-americanos têm suas razões para manter um pé atrás em relação aos sócios. A multinacional já teria acusado a família Melo de maquiar os nú- meros do Teuto e inflar artificialmente o Ebitda da empresa para se beneficiar na eventual venda do controle para a própria Pfizer. Isso porque, ao acertar a aquisição dos 40% do laboratório goiano, a companhia norte-americana ficou com uma opção de compra do restante das ações, a ser exercida até 2017. Pelo contrato, nesse caso a precificação do Teuto equivaleria a 14,4 vezes a geração de caixa da companhia. Ou seja: quanto maior o Ebitda, mais a multinacional teria de pagar pela fatia dos controladores. Por conta disso, a Pfizer sempre confiou desconfiando dos números apresentados pelos Melo. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Teuto.

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01.06.15
ED. 5132

Compra do Aché é o remédio para todos os males da EMS

 O empresário Carlos Sanchez, que, ultimamente, tem frequentado com recorrência a prateleira dos escândalos, quer voltar a  gôndola dos grandes negócios na indústria farmacêutica. O dono da EMS estaria se unindo ao fundo norte- americano Advent para fazer uma oferta pelo controle do Aché, pertencente a s famílias Depieri, Siaulys e Baptista. Ressalte-se que esta não é a primeira tentativa da gestora de recursos de desembarcar em um grande laboratório nacional. Em 2013, o Advent manteve conversações com a goiana Teuto, que acabou se associando a  Pfizer. Caso se confirme, a compra do Aché tem tudo para ser uma das maiores operações de M&A já realizadas no setor, seja pelos valores envolvidos, seja pelo seu impacto no mercado. Há quase dois anos, o Aché abriu tratativas com diversos laboratórios internacionais – entre eles a própria Pfizer e o Novartis – para a venda do seu controle, mas nenhum dos candidatos aceitou pagar o preço exigido pelas três famílias. O tempo passou, mas, segundo o RR apurou, o valor segue no mesmo patamar: em torno dos US$ 5 bilhões. No caso específico da EMS, este é o preço para se chegar ao paraíso. Com a aquisição do Aché, a companhia de Carlos Sanchez se consolidaria como o maior fabricante de medicamentos do país, com uma receita consolidada superior a R$ 13 bilhões. Praticamente metade desse valor viria da venda de genéricos. O peso da EMS no setor é proporcional a  influência de Carlos Sanchez, talvez o empresário do ramo farmacêutico com mais trânsito junto ao governo nos últimos anos. Tamanho prestígio tem seus efeitos colaterais, como vem mostrando o noticiário recente. Coincidência ou não, o avanço sobre o Aché se dá no momento em que a EMS enfrenta uma grave crise institucional. O laboratório foi citado como um dos clientes da consultoria de José Dirceu. Aliás, um dos clientes, não! “O cliente”! Segundo as investigações, a companhia encabeça a lista de pagamentos ao exministro, com um desembolso total de quase R$ 8 milhões. Além disso, a EMS é mencionada na Lava Jato como uma das parceiras da Labogen, empresa que tinha entre seus sócios o doleiro Alberto Youssef.

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24.04.15
ED. 5107

Fármacos

A norte-americana Merck voltou a  carga sobre o laboratório Aché, controlado pelas famílias Siaulys, Baptista e Depieri. Formalmente, o Aché nega a venda do controle.

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24.10.14
ED. 4986

Após uma frustrada incursão, no início de 2013

 Após uma frustrada incursão, no início de 2013, a norte- americana Abbott teria voltado a  carga na tentativa de comprar o laboratório Aché. Trata-se de um negócio complexo. Primeiro porque não há um consenso entre as famílias Syaulis, Baptista e Depiere, controladoras da empresa, em relação a  permanência ou não no negócio. Além disso, os acionistas favoráveis a  venda do controle jamais aceitaram negociar um valor inferior a US$ 6 bilhões – visto como exagerado pelos pretendentes.

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30.09.14
ED. 4968

Bionovis renega seus próprios princípios ativos

 Nem superlaboratório e muito menos nacional. Os dois princípios ativos da Bionovis, empresa de biotecnologia gerada nos tubos de ensaio do BNDES, estão se dispersando. Dois anos e meio após sua criação, a companhia controlada pelo quarteto Hypermarcas, EMS, Aché e União Química está longe de uma performance que justifique o prefixo “super”. Os testes e estudos clínicos de seus dois primeiros medicamentos, o Etanercept e o Rituxamabe, estão atrasados. O mesmo se aplica a  construção do laboratório de pesquisa e desenvolvimento e da primeira fábrica. Somente em julho deste ano, o Bionovis anunciou o local dos dois empreendimentos, que ficarão no Rio Janeiro. Pôs na prateleira duas embalagens com data de validade vencida: pelo cronograma original, esta definição deveria ter ocorrido até o fim de 2012. Diante das circunstâncias, os acionistas da companhia já não fazem qualquer questão de que a farmacêutica mantenha o selo “100% nacional”. Hypermarcas, EMS, Aché e União Química entendem que a entrada de um sócio estrangeiro é fundamental para capitalizar a empresa, agregar tecnologia e acelerar o desenvolvimento de produtos. Neste caso, todas as bulas apontam para um remédio praticamente caseiro: a Merck. Oficialmente, a Bionovis nega a operação. Mas não custa lembrar que os dois laboratórios já mantêm uma parceria voltada a  produção e comercialização de medicamentos biológicos para câncer, esclerose múltipla e artrite reumatoide. Mais do que o aporte necessário para a construção da fábrica, a associação com o Merck permitiria ao Bionovis um salto na área de pesquisa e desenvolvimento. Certamente, Hypermarcas, EMS, Aché e União Química já estão tratando de buscar as bênçãos do BNDES para a operação, se é que já não o fizeram. Embora não tenha ficado com uma participação direta no capital, o banco está indissociavelmente ligado ao Bionovis. Além de “pai da criança”, é potencial financiador dos projetos da empresa, a começar pela construção da fábrica no Rio, orçada em R$ 250 milhões. A área técnica do BNDES está dividida diante da proposta de entrada de um forasteiro na Bionovis. Natural, uma vez que a presença de um sócio estrangeiro contraria a premissa do controle nacional, que pautou a criação da empresa. Ainda assim, segundo o RR apurou, dentro do banco a corrente pró-associação com a Merck leva ligeira vantagem. Os sócios da Bionovis agradecem. O temor do quarteto é que a empresa repita a saga do outro “superlaboratório” criado sob os auspícios do BNDES, o Oyrgin. Dos quatro sócios originais, apenas dois permanecem no projeto: Biolab e Eurofarma.

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10.04.14
ED. 4849

“Trump Towers” balançam antes mesmo de sair do chão

 Um a um, todos os projetos imobiliários de Donald Trump no Brasil têm virado ruína sem sequer sair do papel. O exibido personagem nunca desmorona sozinho; a cada fracasso, leva consigo uma fieira de parceiros. Que o digam a construtora paulista Even, a espanhola Salamanca Group e a incorporadora búlgara MRP International. O trio está tentando sair dos escombros e salvar o projeto de construção de cinco torres comerciais na Avenida Francisco Bicalho, próximas a  região portuária do Rio de Janeiro. Na semana passada, Trump teria comunicado aos sócios sua saída do negócio, colocando em risco a continuidade do projeto. O investidor norte-americano era o principal fiador do empreendimento, orçado em R$ 2 bilhões. Dizia, inclusive, estar trazendo para o projeto um grande fundo de pensão dos Estados Unidos. Even, Salamanca Group e MRP já saíram em busca de um novo parceiro capaz de garantir a construção dos cinco edifícios – por ironia, batizados de “Trump Towers”. Correm contra o relógio: o início das obras estava originalmente previsto para o segundo semestre deste ano. A desistência de Donald Trump é fator de apreensão para os próprios investidores do mercado imobiliário. No setor, há um receio de que um eventual cancelamento do projeto cause um efeito dominó, desestimulando outros investimentos programados para a região. O Porto Maravilha, área que passa por um grande processo de reurbanização a reboque dos Jogos Olímpicos de 2016, concentra alguns dos maiores empreendimentos imobiliários em andamento no Rio. Even, Salamanca Group e MRP tentam escapar do obituário de parcerias que acompanha as frustradas investidas de Donald Trump no Brasil. Entre outros investidores, figuram nesta lista a família Depieri, uma das acionistas do laboratório Aché, e os Meyerfreund, antigos controladores da fabricante de chocolates Garoto. No início da década passada, ambos embarcaram em projetos capitaneados por Trump no Brasil, acreditando estar a bordo de um transatlântico. Quando deram por si, eram passageiros de uma canoa furada. a€ época, foram sócios da Trump Realty Brazil, criada em 2003 e pouco depois desativada. Entre os fracassos do magnata norte-americano no país, o mais retumbante foi o Villa Trump – o Narciso do real estate só acha bonito o que leva o seu nome. O projeto previa a construção de um condomínio de luxo em Itatiba (SP), ao custo de US$ 100 milhões. Os 500 lotes, cada um com cinco mil metros quadrados, o hotel de luxo e o campo de golfe assinado pelo ex-jogador norte-americano Jack Niklaus – uma das lendas da modalidade – nunca saíram da maquete.

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13.11.13
ED. 4777

Aché produz anticorpos contra atritos societários

 Governança corporativa? Harmonia societária? Estratégia de longo prazo? Ao que parece, estes são artigos absolutamente supérfluos para o Aché, um dos maiores laboratórios farmacêuticos do país. Por uma lógica tortuosa, quase uma perversão, quanto mais os controladores divergem em relação a  gestão e ao próprio futuro do negócio melhores têm sido os resultados da companhia. O litígio entre as famílias Depieri, Baptista e Syaulis, alimentado pelo “vende, não vende” que se arrasta há mais de um ano, ganhou novos capítulos nas últimas semanas. A Pfizer teria feito uma nova investida para comprar o Aché.  Procurado pelo RR, o Aché negou a venda do controle. No entanto, segundo fonte próxima a  Pfizer, os norte-americanos estariam dispostos a desembolsar cerca de R$ 10 bilhões. Não obstante a concordância dos acionistas integrantes da família Baptista, as conversas teriam esbarrado nos Depieri e nos Syaulis. Os dois clãs seguem exigindo um valor equivalente a 25 vezes o Ebitda, algo próximo dos R$ 15 bilhões – ainda que, até o momento, não tenha aparecido qualquer candidato disposto a pagar este dote. A nova recusa teria azedado ainda mais o relacionamento entre as três famílias, protagonistas de um histórico de conflitos e desencontros que se intensificaram nos últimos três anos. Nesse período, os controladores do Aché concordaram em realizar o IPO da companhia, para depois discordarem; articularam um projeto de expansão mediante a compra de ativos, para depois se desarticularem; e acertaram a venda da empresa, para depois se desacertarem. Hoje, o clima entre os acionistas do Aché é de cada um por si. Tanto que, volta e meia, as três famílias se movimentam em busca de parceiros na tentativa de uma comprar a parte das outras na companhia. Apesar do predominante estado de dissonância societária, o laboratório insiste em rechaçar o adágio popular de que “onde não há pão, ninguém tem razão”. As três famílias do Aché podem até não dividir o café da manhã, mas a mesa está cada vez mais farta. Neste ano, o laboratório deve romper a marca de R$ 2 bilhões em receita, o que representará um aumento de quase 25% em relação a 2012. No ano passado, a empresa teve um lucro de R$ 422 milhões, 11% a mais do que em 2011. Desse total, mais de R$ 350 milhões foram compartilhados entre os acionistas. Aliás, se existe algum ponto de convergência entre os sócios do laboratório é exatamente na política de remuneração. Nos últimos quatro anos, os Baptista, os Syaulis e os Depieri já embolsaram mais de R$ 1 bilhão em dividendos.

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15.10.13
ED. 4756

Os franceses da Sanofi- Aventis

 Os franceses da Sanofi- Aventis estão debruçados sobre os números do laboratório Aché.

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04.07.13
ED. 4683

Hypermarcas e EMS disputam cada comprimido do BioNovis

 É cada vez maior a preocupação do BNDES com os rumos do BioNovis – o “superlaboratório” nacional criado a partir da associação entre EMS, União Química, Hypermarcas e Aché. Ainda em fase pré-operacional, a empresa parece um país em guerra civil. Além das desavenças entre as famílias acionistas do Aché, por conta do tumultuado processo de venda da empresa, e do contencioso entre Fernando Castro Marques, dono da União Química, e seus irmãos Paulo e Cleiton, do Biolab, há um novo embate, envolvendo diretamente os outros sócios do BioNovis. Hypermarcas e EMS vêm duelando em busca de maior poder na companhia – não obstante a divisão isonômica do capital entre os quatro acionistas. Um dos alvos seria o presidente do “superlaboratório”, Odnir Finotti, que, apesar do aval proforma de todos os acionistas, só assumiu o posto por causa do empurrão do BNDES. Aproveitando-se do momento de fragilidade da União Química e do Aché, a s voltas com conflagrações dentro de suas fronteiras, Hypermarcas e EMS estariam se digladiando para indicar um nome de sua confiança para o comando do BioNovis. No BNDES, há quem enxergue, por trás desta disputa corporativa, um confronto estritamente pessoal. O “superlaboratório” seria pequeno demais para abrigar os supergos do empresário Carlos Sanchez, todo-poderoso do EMS, e de Claudio Bergamo, presidente da Hypermarcas e braço-direito do acionista controlador da companhia, João Alves de Queiroz Filho, o “Junior”. Pode até ser. O fato é que, seja na física, seja na jurídica, Hypermarcas e EMS teriam outro forte motivo para guerrear, este ainda mais decisivo para determinar o jogo de forças do BioNovis do que apenas uma troca de presidente. Bergamo estaria se movimentando junto ao BNDES na tentativa de derrubar uma cláusula do acordo de acionistas que prevê a redistribuição do capital em caso de venda de uma das empresas sócias do “superlaboratório”. Legisla em causa própria. Após uma primeira investida, no fim do ano passado, a Hypermarcas teria retomado no início de junho as conversações para a compra do Aché. Caso consiga derrubar a “pílula de veneno” do BioNovis com a eventual aquisição, a Hypermarcas passaria a ter 50% do capital do “superlaboratório”, empurrando EMS e União Química para os fundos da farmácia. Não é uma manobra simples. A mudança precisaria da aprovação dos demais acionistas. Antes disso, o mais provável é que o BNDES entre em campo para colocar cada um no seu devido lugar. Não é para fomentar um grupo de guerrilheiros que o banco está financiando os mais de R$ 600 milhões necessários a  implantação do novo laboratório. Procurado pelo RR, o BioNovis não quis se pronunciar.

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30.04.13
ED. 4638

Aché 1

 Surgiu uma nova possibilidade de desfecho para o conturbado processo de venda do Aché. Hypermarcas, EMS e União Química – sócias da empresa no BioNovis, um dos “superlaboratórios” criados sob os auspícios do BNDES – estariam costurando uma oferta conjunta a s famílias Sialyus, Baptista e Depieri, controladoras da companhia.

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30.04.13
ED. 4638

Aché 2

 Os Depieri, que insistem em permanecer no negócio, sinalizaram aos demais sócios ter na manga um parceiro disposto a pagar cerca de R$ 12 bilhões pelo Aché. Mas, até agora, plata que é bom…

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