Tag: Mercado Livre
Destaque
Mercado Livre se consolida como uma instituição financeira em pele de e-commerce
2/04/2026O Mercado Livre é uma plataforma de e-commerce que controla uma fintech ou o Mercado Pago é uma fintech que controla uma plataforma de e-commerce? O megaplano de investimento de R$ 57 bilhões anunciado na semana passada coloca a instituição financeira em uma posição de centralidade e protagonismo no tabuleiro do grupo no Brasil. Segundo o RR apurou, nos próximos várias medidas serão colocadas em marcha para impulsionar a operação do Mercado Pago. A estratégia do conglomerado prevê uma oferta mais agressiva de crédito para os consumidores. Há estudos para a ampliação das linhas “BNPL estruturado” (buy now, pay later). A fintech avalia ainda expandir soluções de adquirência proprietária fora do marketplace, com POS (Point of Sale) próprio e integração direta com o app, reduzindo dependência de bandeiras. Em paralelo, estuda-se o avanço em pagamentos offline e QR interoperável, ampliando a presença no varejo físico e conectando ainda mais o mundo online ao offline. O pano de fundo é o projeto do Mercado Livre de criar um ecossistema financeiro fechado. Trata-se, na prática, de um projeto de “captura” do cliente. A pretensão é transformar o Mercado Pago em conta principal do usuário, a partir da concentração cada vez maior da “vida financeira” do consumidor dentro do app, com incentivos para retenção de saldo, integração com folha de pagamento e uso recorrente como conta do dia a dia. Internamente, discute-se ampliar funcionalidades de conta salário, débito automático inteligente e até camadas de “banking as a service” para empresas que operam dentro do marketplace. Procurado pelo RR, o Mercado Livre não retornou até o fechamento desta matéria.
Há um fator estrutural que ajuda – e muito – a explicar a velocidade da expansão do Mercado Pago no Brasil, que não encontra paralelo em outros países em que o grupo atua: o braço financeiro do Mercado Livre, como tantas outras plataformas digitais, opera em uma zona cinzenta regulatória. Na prática, atua como banco, presta serviços de banco, concorre com bancos, mas não está sujeito, nem de longe, ao mesmo nível de exigências prudenciais impostas às instituições financeiras convencionais. Trata-se de uma assimetria regulatória relevante que o Banco Central não consegue resolver. Enquanto bancos convivem com regras mais rígidas de capital, liquidez e supervisão, as fintechs avançam com maior flexibilidade operacional e menor custo regulatório. Esse descompasso não apenas reduz barreiras de entrada, como acelera a capacidade de crescimento. É o caso do Mercado Livre, que disputa diretamente com o sistema bancário e galga degraus, utilizando instrumentos de banco, mas sem carregar integralmente o peso do arcabouço regulatório que define o setor.
Por trás de todas as novas frentes sobre as quais o Mercado Pago pretende avançar, há um vetor comum: dados. O braço financeiro do Mercado Livre opera com uma vantagem estrutural ao enxergar, em tempo real, toda a jornada econômica do usuário — da intenção de compra ao pagamento, da logística ao pós-venda. Essa visão integrada permite não apenas precificar risco com mais precisão, mas também antecipar demanda, ajustar limites e ofertar produtos financeiros no exato momento de necessidade.
Os números ajudam a colocar o Mercado Pago em perspectiva — e mostram por que a fintech deixou de ser um apêndice para se tornar o eixo estrutural do grupo. A operação já soma cerca de 72 milhões de usuários ativos mensais na América Latina, sendo aproximadamente 60 milhões apenas no Brasil. Trata-se de uma máquina de alta frequência: são mais de 4,5 bilhões de transações processadas por trimestre, um indicativo claro de que o Mercado Pago não é apenas relevante em base, mas também em intensidade de uso — um ativo crítico para monetização e expansão de crédito.
Essa escala se traduz diretamente no avanço do Mercado Pago em intermediação financeira. A carteira de crédito já se encontra entre US$ 11 bilhões e US$ 12,5 bilhões, com crescimento que chegou a 90% em base anual, colocando a operação em trajetória de consolidação como um dos principais originadores de crédito da região. Dentro desse portfólio, o cartão de crédito responde por algo entre US$ 5 bilhões e US$ 5,7 bilhões, evidenciando a transição para um modelo mais recorrente e de maior lifetime value. Ainda mais relevante é o fato de essa expansão vir acompanhada de níveis de inadimplência controlados, entre 4% e 6%, sinalizando maturidade do modelo de risco baseado em dados transacionais do próprio ecossistema. Em paralelo, a receita da fintech já alcança US$ 12,6 bilhões anuais, crescendo a taxas próximas de 50% — consistentemente acima do e-commerce — e ampliando sua participação no resultado consolidado do grupo.
A integração com o marketplace reforça essa dominância. No Brasil, mais de 5,8 milhões de pequenas e médias empresas operam dentro do ecossistema combinado de Mercado Livre e Mercado Pago, sendo que cerca de 60% utilizam a fintech como principal infraestrutura financeira. Mais do que isso, mais da metade do volume de pagamentos já ocorre fora do ambiente do marketplace, indicando que o Mercado Pago ultrapassou definitivamente a fronteira do e-commerce e passou a disputar espaço no sistema financeiro como um todo.
Mercado
Os próximos passos do Mercado Livre no varejo farmacêutico
4/09/2025A aquisição da Cuidamos Farma, drogaria localizada em Jabaquara, na capital paulista, é apenas a primeira drágea de uma posologia maior. O Mercado Livre deverá partir para a compra de outras farmácias. O objetivo é montar uma rede de distribuição que permita não apenas a venda física, mas, sobretudo, o abastecimento do e-commerce. Ou seja: as lojas serão uma operação secundária, atuando em função da estratégia digital do grupo. Nesse sentido, a Cuidamos Farma funcionará como uma “cobaia”, que permitirá ao Mercado Livre testar modelos de negócio, como o “click & collect”, no qual o cliente compra um produto online e o retira numa loja física, ou “Subscribe & Save”, literalmente um serviço de assinatura para entregas automáticas de medicamentos de uso contínuo. Tudo devidamente turbinado pelo Mercado Pago, o braço financeiro do grupo.
Empresa
Investidores pressionam Mercado Livre a rever política de frete grátis
13/08/2025O Mercado Livre enfrenta um dilema. A agressiva política de frete grátis tornou-se alvo de questionamentos por parte de acionistas, entre os quais Blackrock e Morgan Stanley. Se, por um lado, a medida tem impulsionado o crescimento das vendas, por outro, vem trazendo um efeito colateral indesejado, com a redução da rentabilidade. No segundo trimestre deste ano, o lucro líquido caiu 1,5% em relação a igual período em 2024, chegando a US$ 523 milhões. Em maio, o Mercado Livre atualizou suas regras de frete grátis para o Brasil, seu principal mercado, baixando ainda mais o sarrafo. O valor mínimo de compras para receber o benefício caiu de R$ 79 para R$ 19. A estratégia tem endereço certo: conter o crescimento dos grupos chineses, como Shopee, Aliexpress e Shein, no Brasil. A questão é saber por quanto tempo será possível esticar essa corda e, mais do que isso, suportar a crescente pressão dos investidores, que temem nova queda dos resultados ao longo deste semestre. Ressalte-se que há um pano de fundo neste enredo: não é de hoje que os acionistas anseiam pela retomada do pagamento de dividendos. Desde 2018, o Mercado Livre não distribui lucro entre seus acionistas.
Venture capital
Mercado Livre investe em startup de soluções de mobilidade
20/09/2024Informação que circulou ontem entre gestores de venture capital de alto calibre: o Mercado Livre deverá liderar um aporte de recursos na Arrow Mobility, fabricante de furgões elétricos localizada em Caxias de Sul fundada por Julio Balbinot Jr. Caso a capitalização se confirme, o gigante do e-commerce vai ser de direito o que, de certa forma, já é de fato: sócio da startup. O Mercado Livre é hoje comprador de quase 100% da produção da Arrow Mobility. O tamanho da encomenda é guardado a sete chaves. Mas o que se ouve aqui e ali é que deve chegar a quase 100 veículos. Procurado, o Mercado Livre não se pronunciou.
Futebol
Neymar pode ser a maior entrega do Mercado Livre ao Flamengo
18/06/2024Há um tititi na Gávea de que o Mercado Livre pode entrar em campo ao lado do Flamengo em uma megaoperação financeira para a contratação de Neymar. A plataforma de e-commerce é patrocinadora do rubro-negro – com um contrato da ordem de R$ 20 milhões/ano. O project finance envolveria o pagamento de parte do salário do atacante e o uso da sua imagem em publicidade. O contrato de Neymar com o Al-Hilal termina em agosto de 2025. O brasileiro surfa na onda do processo de “sportswashing” conduzido pelo governo da Arábia Saudita, que tem levado grandes jogadores do futebol europeu para a liga local. O salário de Neymar gira em torno de cem milhões de euros por ano. Procurado, o Mercado Livre afirmou que não existe qualquer negociação ou projeto de financiar a contratação do atleta pelo Flamengo. Está feito o registro.
Negócios
Mercado Livre e Alpargatas travam disputa milionária por executivo
30/11/2023O RR apurou que o Mercado Livre colocou uma montanha de dinheiro e stock options sobre a mesa para segurar o seu CEO no Brasil, Fernando Yunes. O executivo é cobiçado pela Alpargatas, da família Moreira Salles.
Empresa
Ceará é a próxima parada do Mercado Livre no Nordeste
5/09/2023A expansão dos negócios no Nordeste tornou-se uma prioridade na estratégia do Mercado Livre. Segundo o RR apurou, a companhia decidiu instalar mais um centro de distribuição na região ao longo de 2024. O local escolhido é o Ceará. A companhia já tem uma unidade de armazenamento na Bahia, na cidade de Lauro de Freitas. Hoje, o Mercado Livre já consegue fazer entregas no mesmo dia em Salvador.
O objetivo é repetir a dose nas capitais de Pernambuco e Ceará ainda no primeiro semestre de 2024. O delivery praticamente just in time tornou-se uma vantagem ainda mais valiosa com o acirramento da concorrência entre as plataformas de comércio eletrônico. Em contato com o RR, o Mercado livre confirmou o “interesse em um centro de distribuição no Ceará”.
A empresa ressaltou ainda que os projetos “confirmados seguem sendo as operações no Rio de Janeiro e em Pernambuco” – na semana passada, a plataforma de e-commerce anunciou um novo centro de distribuição no Rio e outro em Recife.
Uma combinação de fatores alimenta os planos de crescimento do Mercado Livre no Nordeste, a começar pelo desempenho do setor de e-commerce. Segundo pesquisa da NielsenIQEbit, as vendas na região cresceram 3% no ano passado, acima da performance verificada no Sudeste (0,3%). A expansão da rede de 5G no país é outra alavanca. Ela tende a impulsionar as operações de compras digitais no Nordeste, área do país que, assim como o Norte, tem uma cobertura de banda larga inferior ao do Sudeste e do Sul. Além disso, o Mercado Livre corre para ocupar território diante da investida dos grandes conglomerados chineses de e-commerce no Brasil, como Shein e Shopee.
Destaque
Ame Digital está na mira do Mercado Pago
3/07/2023O RR apurou que o Mercado Pago está na disputa pela compra da Ame Digital, fintech colocada à venda pela Americanas em meio ao seu processo de recuperação judicial. Com a aquisição, o braço financeiro do Mercado Livre poderá se consolidar como um dos maiores bancos digitais do país, notadamente em soluções de pagamento e crédito ao consumidor. O Mercado Pago mira no que há de mais valioso da Ame: uma carteira com mais de 30 milhões de contas ativas. A fintech nasceu, em 2018, como um apêndice da Americanas, quase que exclusivamente para atender o ecossistema de vendas da rede varejista. Hoje, no entanto, é uma operação independente, que soma ainda cerca de dois milhões de cartões e um volume de movimentações financeiras da ordem de R$ 35 bilhões no ano passado. Ainda assim, está longe de ser um negócio rentável: em 2022, teve um prejuízo de R$ 696 milhões. Procurados pelo RR, Mercado Pago e Americanas não quiseram comentar o assunto.
Além de ser um negócio importante per si, com mais de 45 milhões de contas cadastradas, o Mercado Pago tende a ter um peso cada vez maior para a própria operação do Mercado Livre no Brasil. Principalmente por conta do ambiente de maior concorrência no e-commerce, diante dos investimentos já anunciados pelas chinesas Shein e Shopee no Brasil. Gradativamente, o Mercado Pago tem ampliado seu escopo de atuação: da conta digital e das soluções de pagamento, seus negócios originais, já espraiou sua atuação para a área de segurança, criptomoedas e, mais recentemente, investimentos, com a criação de fundos próprios.
Empresa
Mercado Livre aumenta sua munição na batalha contra asiáticos
26/04/2023O Mercado Livre tem planos de construir até cinco novos centros de distribuição no Brasil. O aumento da estrutura logística no país é um dos tópicos mais importantes do programa de investimentos da companhia em 2023, que prevê um desembolso da ordem de R$ 19 bilhões. Ao mesmo tempo, a instalação dos novos centros de armazenagem tem um forte valor simbólico, assim como o recente anúncio da empresa de que pretende abrir mais seis mil postos de trabalho no país ao longo deste ano. O forte investimento no Brasil se dá justamente em meio à queda de braço com as grandes plataformas asiáticas, como Shopee, Shein e Alibaba, que conseguiram reverter rapidamente o que se anunciava como uma grande derrota na área tributária. O Mercado Livre, assim com outras varejistas mais tradicionais, caso do Magazine Luiza, é uma das empresas que mais tem feito pressão sobre o governo para o aumento da taxação sobre os grupos de e-commerce de origem asiática.
Negócios
Magazine Luiza e Riachuelo entram no páreo pela compra da Amaro
29/03/2023Os acionistas da rede varejista de moda Amaro estão em busca de um comprador para a empresa. Segundo o RR apurou, a companhia mantém conversações com Renner e Magazine Luiza. O Mercado Livre também demonstrou interesse pelo negócio. De acordo com uma fonte próxima à Amaro, os acionistas fundadores, Dominique Oliver, Lodovico Brioschi e Roberto Thiele, querem manter uma participação minoritária no capital. A varejista vive um momento complexo, por conta do aumento do seu passivo. Com 20 lojas físicas e uma operação forte de e-commerce, a empresa fatura cerca de R$ 600 milhões por ano.
Negócios
Mercado Livre despeja crédito para crescer no Brasil
23/03/2023O Mercado Livre vai lançar uma estratégia agressiva para ampliar seu marketplace no Brasil. Os planos passam pelo Mercado Pago, fintech do grupo, e pelo aumento da oferta de crédito para os sellers – parceiros comerciais que operam na plataforma de e-commerce. Segundo o RR apurou, a meta do banco digital é chegar a dezembro com uma carteira de empréstimos no Brasil de US$ 2,5 bilhões, um aumento de quase 60% em relação a 2022. O salto vem sendo preparado há alguns meses. Em dezembro, o Mercado Pago praticamente duplicou o capital da Mercado Crédito, sua financeira, passando de R$ 615 milhões para R$ 1,1 bilhão.
O fortalecimento da operação financeira e da oferta de crédito acompanha o crescimento da base de vendedores do Mercado Livre no Brasil. Somente em 2022, a empresa adicionou 170 mil sellers ao seu marketplace. Para este ano, o avanço tem tudo para ser ainda maior. A crise da Americanas deverá provocar um êxodo de parceiros comerciais da plataforma Americanas.com para outras empresas de e-commerce.
Mercado
Mercado Pago a caminho da Bolsa
9/02/2023O RR apurou que o Mercado Livre estuda o IPO do Mercado Pago. A fintech é uma mina de ouro: já responde por mais da metade do faturamento do grupo no país. Somando-se todas as suas operações na América Latina, sua carteira de crédito beira os US$ 3 bilhões.
Esportes
CBF tira de cena mais de um milhão de camisas piratas
5/12/2022A poucas horas da seleção brasileira entrar em campo pelas oitavas de final da Copa, a CBF comemora uma marca: de outubro para cá, a entidade estima ter tirado de circulação mais de um milhão de camisas piratas. A operação de guerra contra a venda de produtos falsificados – antecipada pelo RR em setembro – tem se dado em várias frentes. A CBF fechou um acordo com o Instagram para derrubar perfis com anúncios de camisas piratas da seleção – segundo RR apurou, mais de 150 contas foram suspensas até o momento. Além disso, a entidade tem pressionado plataformas de e-commerce para coibir a venda de produtos clandestinos. No Mercado Livre, por exemplo, a varredura foi radical: não há um só anúncio de uniformes falsificados, utilizando clandestinamente a marca da Nike. Em tempo: a CBF vai usar essa caçada contra uniformes piratas como moeda de troca na renovação do patrocínio da Nike.
Nordeste na mira do Mercado Livre
14/10/2022O Mercado Livre estuda a construção de mais um centro de distribuição no Nordeste. Trata-se de um projeto da ordem de R$ 150 milhões, que corrobora o apetite da empresa pela região. A plataforma de e-commerce já tem uma estrutura de armazenamento e distribuição em Lauro Freitas (BA).
Ao ataque
19/07/2022O Mercado Livre está fazendo uma política mais agressiva de antecipação de pagamentos para os parceiros do marketplace. É uma demonstração de força e agressividade no momento em que concorrentes mais tradicionais recuam. Foi o caso da Via, que suspendeu as antecipações a lojistas.
Alto calibre
8/07/2022O Oikocredit, fundo de investimento de origem holandesa, e o Meli Fund, braço de venture capital do Mercado Livre, estão com o dedo no gatilho para um novo aporte na BizCapital. Em 2020, na sua rodada de capitalização série B, a fintech de crédito captou cerca de R$ 85 milhões.
Ecossistema
24/06/2022O Mercado Livre trabalha na criação de uma nova fintech, especializada na concessão de crédito para parceiros comerciais do seu marketplace. A plataforma já tem o Mercado Pago, focado em soluções de pagamento.
Disputa acirrada
11/05/2022O RR apurou que o Mercado Livre tem interesse na comprado Maxmilhas, site de compra e venda de milhagem aérea. Seria uma rápida resposta à recente investida do Decolar.com, que anunciou a aquisição da Viajanet.
…
O mercado vai inflacionar: a Americanas.com também está em busca de plataformas de e-commerce da área de viagens.
Risco duplo
22/03/2022Segundo uma fonte ligada ao Mercado Livre, o ataque hacker da semana passada, com o vazamento de dados de 300 mil clientes, poderia ter sido ainda pior. De acordo com investigações internas, os cibercriminosos teriam também a intenção de invadir o Mercado Pago, a fintech do grupo. Mas a tentativa de ataque foi descoberta antes.
Acervo RR
Passagem de ida
15/02/2022O Magazine Luiza entrou na disputa pela compra do Viajanet, site de venda de passagens e hospedagens que movimenta cerca de R$ 1,2 bilhão por ano. O Mercado Livre também está no páreo.
Próxima parada
7/02/2022O Mercado Livre está em conversações para a compra de uma das maiores plataformas de venda de passagens aéreas do Brasil.
Briga de gente grande
12/01/2022Além do Mercado Livre – ver RR edição de 29 de dezembro -, a Americanas também estaria na disputa pela compra do Privalia, maior outlet virtual de moda do Brasil. A empresa é avaliada em torno de R$ 1,2 bilhão.
Privalia entra no carrinho de compras do Mercado Livre
29/12/2021O RR apurou que o Mercado Livre está em negociações para a compra da Privalia, maior outlet virtual de moda do Brasil. As cifras giram em torno de R$ 1,2 bilhão. As tratativas são conduzidas pelo Itaú BBA. O plano inicial da francesa Veepe, controladora da Privalia, era sair do negócio gradativamente. No entanto, a frustrada tentativa de IPO da companhia, em julho, precipitou a decisão de deixar o Brasil. Procurados, Mercado Livre e Privalia não quiseram se pronunciar. Com a aquisição, o faturamento anual do Mercado Livre no Brasil passaria de R$ 11 bilhões para cerca de R$ 12,5 bilhões. O ganho maior, no entanto, viria com a expansão dos negócios na área de moda, que hoje está longe de ser a principal operação da plataforma de e-commerce. O Mercado Livre quer avançar, por exemplo, sobre o território de grandes grupos de varejo com atuação híbrida – ou seja, vendas físicas e online -, casos da Renner e da Riachuelo.
Fabio Faria joga a favor ou contra a venda dos Correios?
25/11/2021O ministro das Comunicações, Fábio Faria, com a sua péssima comunicação, acabou tornando-se o maior ativista no governo contra a privatização dos Correios. Faria parece sofrer de dissonância cognitiva. As declarações dele sobre o assunto somente depreciam o valor da empresa.
Quando Faria pede rapidez na privatização, ele afirma ao mesmo tempo que se ela não for realizada em um ano o Correio estará inviabilizado. Ora, se um negócio perde o valor dessa forma e em prazo tão curto, é porque não é um bom negócio. Faria afirma que os Correios é a única empresa que está presente nos 5.568 municípios, inclusive nas regiões mais distantes do país, o que permite atender 27,5 mil lojas virtuais das 31 mil existentes no país. O ministro, contudo, diz que as greves levaram empresas como o Mercado Livre e Magalu a procurarem alternativas para entrega de encomendas.
Os Correios ficariam no final “somente com o osso”. Pois bem, se ele se queixa dessa forma das greves, sinaliza para um problema que pode perdurar com o controle pela iniciativa privada. Uma mensagem para afastar o investidor. Faria ressalta ainda que os Correios perderam entre 20% a 30% de market share. Ué, que recado é esse? A verdade é que no afã de vender a empresa, o ministro fala o que não deve ao invés de estimular potenciais compradores. Há um parafuso fora do lugar na cabeça de Fabio Faria.
Metamorfose
14/10/2021O Mercado Livre caminha para ser mais banco do que plataforma de e-commerce. Segundo o RR apurou, o Mercado Pago, braço financeiro do grupo, vai fechar 2021 respondendo por 45% da receita total. Há dois anos, esse número era inferior a 30%.
Invisibilidade contra o roubo de cargas
24/09/2021O Mercado Livre tem ampliado gradativamente o número de entregadores autônomos, em detrimento da contratação dos Correios e de outras empresas de encomendas expressas. Além da redução dos custos logísticos, a medida tem outra motivação: driblar o aumento do roubo de cargas. Os entregadores autônomos são uma espécie de “Uber do delivery”: usam seus próprios carros particulares, sem qualquer identificação do Mercado Livre.
Mercado Pago
20/09/2021O Mercado Livre quer ser um dos grandes “bancos” do e-commerce. Segundo o RR apurou, a meta do Mercado Pago, fintech do grupo, é iniciar 2022 com uma carteira de crédito de US$ 2 bilhões. Hoje, o volume de empréstimos soma US$ 900 milhões.
Goldman Sachs aumenta a aposta no Mercado Livre
23/07/2021A Goldman Sachs prepara um novo aporte de recursos no Mercado Livre, gigante do e-commerce. A injeção de capital seria da ordem de R$ 200 milhões. No ano passado, o banco norte-americano investiu cerca de R$ 400 milhões na empresa, mais precisamente no Mercado Pago, fintech do Mercado Livre.
Oferta a caminho
20/07/2021Segundo fonte ligada à própria empresa, o Mercado Livre estuda a abertura de capital no Brasil. O grupo, ressalte-se, já tem ações na Nasdaq.
Que hora imprópria
9/07/2021Os Correios correm o risco de perder um nome de peso em sua carteira de clientes. O Mercado Livre, gigante do e-commerce, tem reduzido drasticamente o uso da estatal em suas entregas. Consultado, os Correios disseram que “não prestam informações específicas sobre clientes”.
Mais um gigante do e-commerce
23/06/2021A Shopee, de Cingapura, promete esquentar a batalha do e-commerce no Brasil. Os asiáticos têm planos de instalar um centro de distribuição no país, o que aumentará seu poder de fogo na disputa contra o chinês Alibaba e o Mercado Livre, seus principais concorrentes no mercado brasileiro.
Mercado Livre nos ares
28/04/2021O RR apurou que o Mercado Livre tem planos de ampliar sua frota aérea própria, composta por quatro cargueiros. Seriam adquiridas mais duas aeronaves. A disparada das operações na plataforma justificaria o investimento: no ano passado, o volume de vendas cresceu 65% em relação a 2020.
Pílula 2
26/03/2021O Mercado Livre estaria em conversações com grandes grupos do varejo farmacêutico, a exemplo da Drogaria Pacheco São Paulo (DPSP) e a cearense Pague Menos. A proposta envolveria a venda de medicamentos e de outros produtos farmacêuticos na plataforma de e-commerce.
Acervo RR
Novo cardápio
10/03/2021O Rappi, que nasceu como um aplicativo de entrega de restaurantes, estuda abrir sua plataforma para que pessoas comprem e vendam mercadorias. A empresa passaria a concorrer com o Mercado Livre, entre outras plataformas similares. Em setembro passado, o Rappi recebeu um aporte de US$ 300 milhões liderado pela gestora norte americana T. Rowe Price Associates.
Fila indiana
2/03/2021Depois do Grupo Pão de Açúcar, o Mercado Livre também estaria em conversações para uma parceria com o Carrefour. O acordo consistiria na venda de produtos da rede varejista francesa na plataforma digital.
Curtinha
11/11/2020A operação brasileira do Mercado Livre caminha para fechar o ano de 2020 com o maior resultado em uma década.
Na fila dos Correios
21/10/2020O Mercado Livre, plataforma de e-commerce que fatura mais de R$ 5 bilhões ao ano, desponta como mais um candidato à privatização dos Correios.
Contra-ataque
25/03/2020O Mercado Livre mantém conversações com dois sites de imóveis. O grupo de e-commerce quer dar uma resposta ao recente movimento da concorrente OLX. Esta última pagou R$ 2,9 bilhões pelo Zap, plataforma até então controlada pelo Grupo Globo e por um condomínio de fundos internacionais.
Volatilidade
19/03/2020Ontem, as lojas Americanas Express no Centro do Rio abriram às 7 da manhã com um tesouro valioso: um novo carregamento de álcool gel. Meia hora depois, estava tudo esgotado.
…
No Mercado Livre, há embalagem de 500ml de álcool gel sendo vendida até a R$ 1.200. Talvez seja o caso de uma lei antitruste específica para o coronavírus.
Um Mercado Livre demais
30/10/2019O Mercado Livre está no meio de um imbróglio até certo ponto inusitado. Imobiliárias, notadamente do Rio, têm acusado o site de exibir irregularmente em sua plataforma anúncios de terceiros. Há ofertas de imóveis, inclusive, que já teriam sido vendidos ou locados e continuam como “disponíveis” – no que seria um expediente maroto do Mercado Livre para gerar tráfego. Uma importante empresa do setor ouvida pelo RR informou já ter notificado a empresa de e-commerce. Consultado, o Mercado Livre alega que as imobiliárias anunciantes “fazem a própria gestão das ofertas, ficando a encargo delas a inabilitação dos anúncios de imóveis vendidos ou alugados”.
Pagamento eletrônico
19/06/2019O Mercado Livre vai entrar de vez na disputa pelo setor de adquirência. Está investindo cerca de US$ 200 milhões para turbinar o Mercado Pago Point, sua “maquininha” de pagamentos eletrônicos. Não custa lembrar que o Mercado Livre está com o caixa forrado: recentemente recebeu um aporte de US$ 850 milhões do PayPal e da Dragoneer Investment Group.
Mero espectador
12/04/2019Marcio Kumruian, acionista e CEO da Netshoes, tornou-se um mero passageiro na companhia que fundou. Os fundos Temasek e Tiger Global tomaram as rédeas das negociações para a venda da empresa, à revelia de Kumruain, contrário à operação. Entre os candidatos à aquisição está o Mercado Livre, conforme o RR antecipou na edição de 9 de abril.
Mercado Livre avança
9/04/2019O Mercado Livre está em negociações para a compra do Netshoes. A empresa de e-commerce pertence a fundos internacionais, capitaneados pelo Temasek, braço de investimentos do governo de Cingapura, e o norte-americano Tiger Global. O Netshoes convive com seguidos prejuízos e uma dívida crescente, fatores de atrito entre os acionistas e o CEO, Marcio Kumruian, fundador da empresa.
Mercado livre e capitalizado
22/03/2019Um fundo soberano da Ásia está em negociações para a compra de uma participação no Mercado Livre, plataforma de e-commerce controlada pelo argentino Marcos Galperin e o brasileiro Stelleo Tolda. Os valores giram em torno dos US$ 200 milhões. Uma vez consumado, será o maior de uma série de aportes feitos na empresa – o mais recente, a compra de US$ 100 milhões em ações preferenciais pelo fundo norte-americano Dragoneer Group. Com mais de 50% da sua receita concentrados no Brasil, o Mercado Livre parece ter ido buscar na própria Ásia o combustível para o seu grande desafi o: enfrentar o avanço da chinesa Alibaba no Brasil.
Mercado (mais) Livre
4/04/2018Tem “fintech” nova na praça. O Mercado Livre, um dos gigantes do e-commerce, prepara-se para uma metamorfose, tornando-se uma plataforma financeira digital. Recentemente, a empresa passou a oferecer crédito aos vendedores da sua operação de marketplace. É só o começo: o RR apurou que os novos serviços não fi carão restritos às transações de compra e venda no próprio site.
Mercado Livre troca margem por venda
10/08/2017O Mercado Livre está colocando mais megabytes na disputa pelo mercado de e-commerce. Sua arma tem sido uma agressiva política de subsídio ao pagamento do frete pelo consumidor. Neste trimestre, deverá desembolsar cerca de US$ 60 milhões para esta finalidade – quase o dobro dos US$ 32 milhões gastos entre março e junho. Trata-se de uma estratégia de razoável risco: a companhia está sacrificando margem em nome de escala. No segundo trimestre, vendeu 41% a mais em total de operações do que em igual período em 2016. Em compensação, a margem Ebitda, que já foi de 20%, escorrega na direção dos 10%. Não dá para se ter tudo. Consultado, o Mercado Livre não se pronunciou.