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Destaque
Está cada vez mais difícil pedir comida no Brasil se não for no iFood e no Rappi
16/12/2024A saída do supermercado digital Justo do Brasil coloca o iFood e o Rappi na mira do Cade. A desistência da startup mexicana em operar no país aumenta a percepção de que existe um duopólio praticamente intransponível no setor de delivery de alimentos. Um a um, quase todos os principais concorrentes da calórica dupla ou deixaram o Brasil, caso também do Uber Eats e da 99 Food, ou foram engolidos, como a Box Delivery, adquirida pelo Rappi no ano passado, e a Pedido Já e SiteMercado, comprados pelo iFood.
Juntos, iFood e Rappi já detêm mais de 80% dos pedidos a restaurantes e mercados no país, um negócio que movimenta cerca de R$ 140 bilhões por ano. É muita comida no prato de poucos. E, a julgar por movimentos já em curso no mercado, essa concentração tende a se acentuar, sobretudo em relação ao iFood.
No mês passado, a empresa anunciou a compra de uma participação minoritária no aplicativo de supermercados online Shopper. O percentual não foi divulgado. No entanto, entre os investidores do setor, ninguém acredita que a plataforma controlada pela holandesa Prosus, gigante global dos investimentos em tecnologia, tenha se sentado à mesa para ser mandada e não para mandar.
Há quem diga que o iFood já calculou milimetricamente cada um dos próximos passos. Sua estratégia seria aumentar gradativamente a participação no Shopper até fisgar o controle da empresa, uma forma exatamente de não atiçar os órgãos antitruste.
Essa dissimulada expansão se aplicaria também a outro negócio. Em fevereiro deste ano, o iFood firmou um acordo com o Daki, aplicativo de entrega de compras com presença em São Paulo e Belo Horizonte.
No que depender do seu apetite, para essa parceria ganhar forma de um M&A seria um triscar de dedos. São dois unicórnios, mas um com uma protuberância córnea bem maior do que o outro. O Daki já foi precificado em US$ 1,3 bilhão – ainda que em sua mais recente capitalização, em janeiro deste ano, o valuation tenha caído para US$ 850 milhões, o que tecnicamente o transforma em um ex-unicórnio. Por sua vez, o iFood vale mais de US$ 5 bilhões.
O Uber Eats é um caso emblemático. O gigante global do mercado de delivery, com atuação em mais de seis mil cidades de 45 países, deixou o Brasil em 2022 dizendo ser impossível competir com as “barreiras artificiais impostas pelo iFood com sua conduta exclusionária”. Era uma referência aos contratos de exclusividade mantidos pela concorrente com restaurantes. A prática foi alvo de investigação do próprio Cade. Em fevereiro do ano passado, o iFood firmou um TCC (Termo de Compromisso de Cessação) com o órgão antitruste, com cláusulas para limitar os acordos de exclusividade.
Contencioso
Disputa judicial entre Lalamove e Vuxx vai além das fronteiras brasileiras
3/10/2023O RR apurou que a Lalamove, startup de entregas com sede em Hong Kong, pretende acionar a brasileira Vuxx em uma Corte internacional. Seria uma estratégia na tentativa de enfraquecer a oponente e, de quebra, criar uma manobra diversionista em relação ao litígio na Justiça do Brasil, mais precisamente na 1ª Vara Empresarial do Tribunal de São Paulo. O caso é rumoroso e agita o mercado de startups no Brasil.
A Lalamove é acusada de ter se apropriado indevidamente de um banco de dados sigiloso da Vuxx, com informações corporativas e de clientes. Onde está Vuxx, leia-se a gigante do delivery Rappi, que comprou a plataforma no ano passado e conduz a ofensiva judicial contra os asiáticos. A Lalamove já recebeu uma sentença desfavorável em primeira instância: a 1ª Vara Empresarial julgou procedente o pedido de indenização feito pela startup brasileira.
O que reforça a sua estratégia de arrastar o caso para um tribunal internacional. O contencioso e a acusação pegam a Lalamove em um momento sensível: sua holding está no meio do processo de abertura de capital na Bolsa de Hong Kong, uma operação que poderá movimentar cerca de US$ 1 bilhão. Consultada pelo RR, a Lalamove disse que “Referente à recente decisão da justiça brasileira em relação ao caso envolvendo a Vuxx, a empresa reitera sua posição de que não utiliza qualquer tipo de informação confidencial de terceiros em suas operações.”
A companhia afirmou que segue “cooperando totalmente com as autoridades legais neste processo, na expectativa de que a verdade seja revelada.” Diz ainda que “a sentença não é definitiva e, respeitando o sigilo do processo, informa que irá recorrer às instâncias cabíveis.” Perguntada sobre a estratégia de abrir um processo internacional, a Lalamove não se manifestou. Também procurada, a Vuxx não se pronunciou até o fechamento desta matéria.
Negócios
iFood entra na ceia de Natal do Cade
25/10/2022O RR teve a informação de que o Cade deverá concluir em dezembro o inquérito administrativo contra o iFood. A plataforma de delivery é investigada por supostas práticas anticoncorrenciais, entre as quais a imposição de acordos de exclusividade a restaurantes. Como pano de fundo, há uma disputa encarniçada com a Rappi, que tem municiado o Cade com uma série de acusações contra o Ifood.
Concorrência com fome
4/07/2022É grande o apetite contra o iFood. O aplicativo de delivery Goomer vai se juntar à Rappi na ação movida contra o concorrente no Cade. O iFood é acusado de impor acordos de exclusividade e cláusulas draconianas a bares e restaurantes. Foi a principal razão para a Uber encerrar as atividades da divisão Uber Eats no Brasil.
Apetite redobrado
6/06/2022Fundos acionistas da Rappi preparam um novo aporte na plataforma de delivery. Na última rodada de investimentos, há cerca de um ano, a empresa levantou US$ 500 milhões.
Vale-refeição
22/02/2022O RappiBank, fintech da plataforma de delivery Rappi, estuda criar uma linha de crédito para financiar operações de M&A entre restaurantes.
“Uberização”, sim, mas com limites
14/02/2022Má notícia para Uber, iFood, Rappi e congêneres. De acordo com uma fonte do próprio TST, dentro da Corte há um crescente entendimento quanto à existência de vínculo empregatício entre motoristas e entregadores de aplicativos com as respectivas empresas. Neste momento, esta seria, inclusive, a interpretação predominante entre os integrantes da Subseção Especializada em Dissídios Individuais 1. Uma forte sinalização neste sentido vem de um julgamento sobre o tema em curso na Sexta Turma do Tribunal. Dois ministros já votaram a favor da tese. Ambos fazem parte da Subseção I, que também deverá apreciar a matéria. Dos 11 ministros restantes, outros três já sinalizaram também votar pelo vínculo, de acordo com a mesma fonte. Ficaria faltando apenas um voto pró-trabalhadores.
Alta caloria
9/02/2022O Rappi já ajudou a “expulsar” o Uber Eats do Brasil – o sistema encerra sua atuação no país em março. Agora planeja expandir suas operações para outros mercados da América do Sul.
Acervo RR
Prato cheio
25/01/2022Itaú e Rappi estariam costurando uma parceria. Um dos projetos sobre a mesa seria a criação de um cartão de crédito próprio da plataforma de entregas.
Entrega na bolsa
23/04/2021O Rappi, plataforma de delivery, iniciou preparativos para o seu IPO. A abertura de capital estaria prevista para 2022.
Acervo RR
Novo cardápio
10/03/2021O Rappi, que nasceu como um aplicativo de entrega de restaurantes, estuda abrir sua plataforma para que pessoas comprem e vendam mercadorias. A empresa passaria a concorrer com o Mercado Livre, entre outras plataformas similares. Em setembro passado, o Rappi recebeu um aporte de US$ 300 milhões liderado pela gestora norte americana T. Rowe Price Associates.
O avanço do SoftBank
17/02/2020O japonês SoftBank deverá investir US$ 600 milhões em startups no Brasil nos próximos dois anos. Será a maior fatia do bolo de US$ 1 bilhão que os asiáticos vão aportar na América Latina. O SoftBank já é sócio de startups no Brasil, como a Rappi.