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Empresa

Venda de ativos desnuda a delicada situação financeira da InBrands

10/03/2026
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A InBrands está olhando para dentro do próprio guarda-roupa em busca de fôlego financeiro. Pressionada por prejuízos crescentes e por uma estrutura de capital cada vez mais frágil, a holding de moda avalia a venda de marcas de seu portfólio como forma de levantar caixa e reduzir o peso da dívida. O grupo reúne algumas das grifes mais conhecidas do segmento premium no país, como Ellus, Richards, Salinas, Bobstore, VR Collezioni e Herchcovitch; Alexandre, além de operações ligadas a licenciamento e acessórios. Nos bastidores do setor, fala-se que o processo pode incluir desde etiquetas consideradas menos estratégicas até participações societárias em negócios paralelos da companhia. Entre as possibilidades discutidas no mercado está a eventual saída da IMM Fashion, empresa responsável pela organização da São Paulo Fashion Week (SPFW), controlada em parceria com a Luminosidade.

A InBrands ensaia um processo de desmobilização de ativos desde 2023, quando colocou à venda sua participação na Tommy Hilfiger no Brasil, joint venture mantida com a PVH Corp., dona global da marca. No entanto, não conseguiu encontrar interessados, o que internamente reforçou o entendimento de que será necessário colocar suas roupas mais cobiçadas sobre o balcão. Mesmo porque os indicadores financeiros do grupo pioram gradativamente. Entre janeiro e setembro de 2025 (último balanço disponível), a receita líquida caiu 1,7% em comparação a igual período no ano anterior – de R$ 313 milhões para R$ 308 milhões. No mesmo intervalo, o prejuízo da InBrands mais do que duplicou, saltando de R$ 42 milhões para R$ 91 milhões. São números que pesam sobre os acionistas controladores da InBrands, os empresários Nelson Alvarenga Filho e Americo Fernando Rodrigues Breia, donos de 54,9% do capital. Mas não só. Os resultados da holding contaminam também o Fundo de Investimento em Participações – PCP, da Vinci Compass, detentor de 44,98%. Definitivamente não é um desempenho à altura dos fundos geridos pela casa de investimentos de Gilberto Sayão.

#InBrands

Destaque

Pressionada por prejuízos e dívida elevada, Inbrands está vestida para venda

11/03/2025
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Os empresários Nelson Alvarenga Filho e Américo Fernando Breia saíram a campo em busca de um comprador para a Inbrands, uma das maiores holdings do varejo de vestuário do Brasil. Segundo o RR apurou, a dupla vem mantendo conversas com fundos de private equity.

Em 2016, não custa lembrar, a empresa, dona de marcas como Ellus, Richards, Salinas, VR e Tommy Hilfiger, chegou a fechar uma fusão com a Restoque, posteriormente rebatizada de Veste, que reúne grifes como Le Lis e Dudalina.

Mas o acordo acabou desfeito. Agora, o figurino societário é diferente: de acordo com a fonte do RR, Alvarenga e Breia estariam dispostos a se desfazer do controle da Inbrands, permanecendo no negócio como minoritários. Sinal dos tempos. A situação da empresa é complexa. A ponto de a BDO, auditora independente, mencionar, no balanço do terceiro trimestre do ano passado, a “existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da companhia e suas controladas”.

Nem mesmo quem já veste as roupas da Inbrands parece levar fé no negócio. A Vinci Partners, que detém 44,9%, estaria se esquivando da hipótese de um aumento de capital na companhia e, sobretudo, da possibilidade de aumentar sua participação acionária. O RR fez seguidas tentativas de contato com a Inbrands, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

Queda de receita, prejuízos e dívidas. Essas são as estampas da Inbrands. Entre janeiro e setembro do ano passado, o faturamento foi de R$ 313 milhões, 17% a menos do que em igual período em 2023. No mesmo intervalo de comparação, as perdas subiram de R$ 34 milhões para R$ 45 milhões.

Nada, no entanto, se compara ao asfixiante peso do passivo. No ano passado, a relação dívida líquida/Ebitda chegou a oito vezes, o que compromete consideravelmente o curto prazo da empresa. Segundo informações apuradas pelo RR, Nelson Alvarenga Filho e Américo Fernando Breia cogitaram vender separadamente marcas do portfólio da Inbrands para fazer caixa.

A dupla chegou a sondar concorrentes, como a própria Veste e a Azzas 2154, leia-se Arezzo e Grupo Soma, mas esbarrou na falta de interessados. Ao menos um ativo ainda segue sobre o balcão: a Tommy Hilfiger. Nesse caso, porém, trata-se de um caso específico. Diferentemente das demais grifes, essa não é uma operação pertencente à Inbrands. O grupo é dono de 50% da Tommy do Brasil, que detém a licença para produção e comercialização da marca no país.

#InBrands

Negócios

Tommy Hilfiger Brasil já está embrulhada para venda

30/09/2024
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No mercado, a repentina mudança na presidência do Conselho da InBrands foi interpretada como um sinal de que a companhia está prestes a fechar a venda da sua participação de 50% na Tommy Hilfiger Brasil. O executivo Paulo Alessandro Matos deixou o cargo de chairman apenas três meses após ter assumido – seu mandato iria até abril de 2025. Matos é exatamente o CEO da Tommy Hilfiger no país. Por isso mesmo, entre os investidores a percepção é de que a relação societária entre a InBrands e a grife norte-americana está na iminência de ser desfeita. O que se diz no setor é que entre os interessados em comprar a participação de 50% do grupo na Tommy Hilfiger Brasil estão a rede de moda Aramis e a Veste, holding que reúne, entre outras, as marcas Le Lis Blanc, John John e Dudalina.

#InBrands #Tommy Hilfiger #venda

Empresa

Inbrands discute reestruturação societária

2/09/2024
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A decisão da Inbrands de vender sua participação de 50% na Tommy do Brasil, que opera a marca Tommy Hilfiger no país, é tratada na própria companhia como uma forma de ganhar tempo.

Os acionistas já discutem medidas mais profundas para o equacionamento das dificuldades financeiras da empresa. Uma das hipóteses seria um aporte de capital. Outra possibilidade é os sócios controladores, Nelson Alvarenga e Americo Breia, venderem uma parcela da sua participação, de 54%.

O outro grande acionista é o Fundo de Investimento em Participações – PCP / Companhia Bauer, gerido pela Vinci, com 44,9%.

Dona de grifes como Richards, Salinas e Ellus, a Inbrands vive um momento de fragilidade. No primeiro semestre deste ano, sua receita foi de R$ 194 milhões, uma queda de 24% em relação a igual período em 2023.

O prejuízo subiu de R$ 22 milhões para R$ 40 milhões. Mas o que suja mesmo suas roupas é o alto nível de alavancagem. A relação dívida líquida/Ebitda é de cinco vezes.

A direção da Inbrands tenta obter o aval dos credores para suspender o pagamento da amortização de suas debêntures da terceira série. Amanhã será realizada uma assembleia com os investidores para tratar do assunto. Procurada, a Inbrands não se pronunciou.

#InBrands #Tommy Hilfiger

Empresa

Será que a Inbrands está pendurada na vitrine?

9/07/2024
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A saída de Nelson Alvarenga Filho, acionista majoritário da Inbrands, da presidência do Conselho de Administração tem alimentado rumores no mercado sobre os próximos passos na companhia. Uma das versões mais repetidas é que Alvarenga, na condição de CEO da empresa, estaria preparando o terreno para uma associação ou mesmo venda para outro grupo do setor. Nesse caso, os olhares do setor se voltam para o Grupo Soma/Arezzo, hoje o maior consolidador do varejo de moda. Ressalte-se que, no passado, a Inbrands – dona de marcas como Ellus, Richards e Salinas, entre outras – chegou a anunciar uma fusão com a antiga Restoque, hoje rebatizada como Grupo Veste, que reúne grifes como Ellus e Dudalina. Mas a costura não se consumou. Consultada pelo RR, a Inbrands não se pronunciou.

#InBrands

Empresa

InBrands negocia entrada de bancos credores no seu capital

21/07/2023
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A InBrands, uma das maiores holdings do varejo de moda do Brasil, estaria negociando com os bancos credo 

res a conversão de parte da dívida em participação acionária. Do outro lado da mesa encontram-se instituições financeiras como Itaú Unibanco e Votorantim. Na linha do “entregar os anéis para não perder os dedos, os controladores da InBrands, Nelson Alvarenga Filho e Americo Fernando Rodrigues Breia, tentariam, assim, reduzir a pressão do seu nível de alavancagem. A relação dívida líquida/Ebitda é de 5,2 vezes. Com um passivo de curto prazo superior a R$ 600 milhões, o grupo enfrenta turbulências financeiras já há algum tempo, inclusive com rumores de uma recuperação judicial. Dona de grifes como Ellus, Richards, Salinas, VR e Alexandre Herchcovitch, a holding chegou a oferecer algumas das marcas como garantia aos credores. Procurados, Inbrands, Itaú e Banco Votorantim não quiseram se pronunciar.

#InBrands #Itaú Unibanco #Votorantim

Negócios

InBrands coloca suas marcas sobre o balcão

10/02/2023
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O RR apurou que a InBrands, uma das maiores holdings do varejo de moda do Brasil, planeja vender algumas de suas marcas. De acordo com a mesma fonte, uma das principais candidatas a ir para a vitrine é a Richards. Nesse caso, todos os caminhos apontam na direção do Grupo Soma, que há cerca de três anos tentou comprar a grife carioca. Em meio uma longa negociação com seus credores, a InBrands precisa fazer caixa para abater seu pesado e oneroso passivo. Ao fim do ano passado, a dívida líquida equivalia a oito vezes o Ebitda. O grupo, que reúne ainda marcas como Ellus, VR e Salinas, tem operado seguidamente no vermelho: entre janeiro e setembro do ano passado, último dado disponível, acumulou prejuízo de R$ 17 milhões, 70% acima da perda registrada em igual período em 2021.

#Ellus #InBrands #Salinas

Negócios

Fusão retorna ao figurino da Restoque e Inbrands

6/12/2022
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Há um zunzunzum no mercado de que a Restoque e a Inbrands reabriram conversações para uma possível fusão. A primeira é dona, entre outras, de grifes como Le Lis Blanc e Dudalina; por sua vez, no closet da segunda, figuram marcas como Richards, Ellus e Herchcovitch. Juntas, faturam mais de R$ 1,5 bilhão por ano. Em 2016, os dois grupos chegaram a estar em tratativas avançadas para uma operação de M&A, mas o negócio acabou desfeito. De lá para cá, as dificuldades de ambas se acentuaram, notadamente em relação ao passivo. A Restoque conseguiu recentemente fechar um acordo com os credores para a conversão de R$ 1,6 bilhões em debêntures em equity. Também endividada, a InBrands já deu até uma das marcas de seu portfólio como garantia para credores.  

#Dudalina #InBrands #Le Lis Blanc #Restoque

Roupa velha

15/07/2020
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O empresário Nelson Alvarenga Filho, principal acionista da InBrands, procura um sócio ou mesmo um novo controlador para a empresa. Dona de grifes como Richards, Ellus e Salinas, a holding atravessa grave crise financeira. A empresa tenta alongar o pagamento de dívidas com os credores, assim como renegociar aluguéis atrasados com shopping centers. Entre os fornecedores, circula a informação de que a InBrands estuda, inclusive, uma recuperação judicial, o que a empresa já negou.

#InBrands

InBrands e Restoque na mesma vitrine

17/01/2019
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O RR apurou que InBrands e Restoque voltaram a conversar. Em jogo, o que pode ser a maior a operação de M&A da área de moda já feita no país, com a criação de uma holding com faturamento anual de quase R$ 2 bilhões e um Ebitda na casa dos R$ 400 milhões. Do lado da InBrands, marcas a exemplo de Richards, Ellus e Herchcovitch; da parte da Restoque, grifes como Le Lis Blanc e Dudalina. A reaproximação se dá dois anos depois de uma frustrada tentativa de fusão.

#InBrands #Restoque

Natal sem roupa

30/10/2018
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O Natal promete não ser dos mais alvissareiros para o varejo da área de moda. Segundo o RR apurou, as grifes controladas pela InBrands – leia-se Richards, Ellus e Herchcovitch, entre outras – trabalham com estoques 10% inferiores aos do ano passado.

#InBrands

Um só cabide

31/07/2017
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Já pensou nas grifes da Alpargatas e da InBrands (holding que reúne Ellus, Richards, Alexandre Hercovitch) penduradas em um só cabide? Os Setúbal e os Moreira Salles já pensaram.

#Alpargatas #InBrands #Moreira Salles #Roberto Setubal

Coleção 2017

23/12/2016
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O norte-americano Advent está arrumando as gavetas para se desfazer da sua participação na Restoque, holding do setor de vestuário. A queda do consumo e a frustrada fusão com a InBrands falaram mais alto.

#Advent #InBrands #Restoque

Roupa velha

3/11/2016
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 Nas reuniões do Conselho, a terceira geração da Camargo Corrêa traça o caminho para a venda de mais um ativo: a Santista. O grupo busca um comprador para a empresa têxtil em terras chinesas. O mundo dá mesmo muita volta: Sebastião Camargo, fundador do grupo, era conhecido por “China”. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Camargo Corrêa.

#InBrands

Disputas societárias rasgam o figurino da Restoque

13/10/2016
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 A frustrada fusão com a InBrands esgarçou de vez o já frágil tecido societário da Restoque, holding do varejo de vestuário que reúne marcas como Dudalina, Rosa Chá e Le Lis Blanc. Donas de 44%, as norte-americanas Warburg Pincus e Advent se articulam com outros acionistas para ampliar sua presença no Conselho e tomar a gestão da empresa. A movimentação estaria sendo acompanhada pela compra de ações em Bolsa – na primeira semana de outubro, em um intervalo de apenas três pregões, a cotação chegou a subir 10%. O objetivo das duas gestoras seria tirar da linha de frente da Restoque os empresários Marcio Camargo, fundador e maior acionista individual, e Marcelo Faria de Lima. Embora somem uma participação societária inferior à dos norte-americanos, ambos dão as cartas na administração. Camargo e Lima ocupam respectivamente a presidência e a vice-presidência do Conselho. “Culpa” da própria Warburg e da Advent, que aceitaram esta configuração ao vender a Dudalina para a Restoque e se associar à empresa, no fim de 2014. A harmonia societária não durou sequer uma coleção de verão. Poucos meses depois, todos já travavam uma briga de gato e rato pelo controle da companhia.  O round mais recente se deu em abril deste ano, Lima e Camargo teriam se unido a outros investidores na tentativa de aumentar o número de representantes no Conselho e, assim, reduzir o espaço da Warburg e da Advent. Prontamente, as duas gestoras compraram ações em Bolsa, aumentaram sua participação e barraram a ofensiva dos dois investidores. Agora, querem dar o xeque-mate, tirando os desafetos do comando do board. Warburg e Advent jogam na conta de Marcio Camargo e de Marcelo Lima o fracasso nas negociações com a InBrands. Ambos teriam feito uma série de exigências para concluir a associação. Foi uma das razões para a InBrands desistir da fusão, juntamente com o risco jurídico que a Restoque carrega. Os irmãos Renê e Renato Mauricio Hess de Souza – da família fundadora da Dudalina – questionam na Justiça a venda da grife para a Advent e a Warburg, em 2013. Ambos querem desfazer o negócio, o que automaticamente significaria o cancelamento da transferência da marca para a própria Restoque.  O mau desempenho da Restoque apimenta ainda mais a relação entre seus sócios. No primeiro semestre deste ano, a receita caiu 8% em relação ao mesmo período de 2015. Já o Ebitda recuou 29%. O maior fator de pressão, no entanto, é o crescente passivo. A relação dívida líquida/Ebitda já está em três para um. Há pouco mais de dois anos, era de dois para um. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Restoque e Advent, Warburg.

#Advent #InBrands #Restoque #Warburg Pincus

Fundos querem a InBrands longe do cabide da Restoque

17/06/2016
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 Marcio da Rocha Camargo, acionista controlador da Restoque, imaginou que poderia operar seus sócios, costurando-os quase a fórceps ao projeto de fusão com a InBrands. Mas é o empresário que corre o risco de acabar operado e costurado por eles. Os outros dois grandes acionistas da companhia, Warburg Pincus e Advent, não estariam dispostos a participar do aporte de capital necessário para a fusão e a consequente criação da maior holding de moda do país, com mais de 20 grifes e faturamento de R$ 3 bilhões. Camargo já dava a presença da dupla como favas contadas. No entanto, as gestoras questionam a operação, os valores envolvidos e seus benefícios para a companhia. Estima-se que a associação entre as duas empresas só se viabilize mediante uma capitalização superior a R$ 500 milhões. Warburg e Advent, donos de 44% da Restoque, são o fiel da balança: sem eles, vai ser difícil Camargo fechar a conta.  Não é de hoje que as duas gestoras e Marcio da Rocha Camargo vivem às agulhadas. Os norte-americanos contestam a política de aquisições do empresá- rio, que, na visão dos fundos, entulhou as prateleiras do grupo com marcas demais e resultados de menos. Ainda assim, Camargo acreditou que conseguiria arrastá-los para a operação por conta do tamanho do negócio. Os norte-americanos, ressalte-se, não estão sozinhos no bloco do contra – aliás, se há alguém isolado neste momento é o fundador da Restoque. A postura reativa da Warburg e da Advent reflete o descontentamento dos demais acionistas da companhia, estampado nas cotações da ação. Desde o anúncio do memorando de entendimentos para a fusão com a InBrands, no dia 3 de junho, a Restoque derrete na Bolsa. Em menos de duas semanas, perdeu mais de um quarto do seu valor de mercado.  Entre os investidores predomina a percepção de que a associação é um negócio, no mínimo, duvidoso. A Restoque já carrega uma dívida líquida equivalente a 3,7 vezes seu Ebitda. Ao se associar com a InBrands, vai pendurar no seu cabide uma empresa com uma relação passivo/Ebitda de quase quatro vezes. Ao mesmo tempo, herdará diversas grifes tão ou mais deficitárias quanto as suas, como Richards e Ellus. Procuradda pelo RR, a Restoque não comentou o assunto.

#Advent #InBrands #Restoque #Warburg Pincus

Daslu cabe na gaveta de InBrands e Restoque?

6/06/2016
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 Há um terceiro personagem empenhado em arrumar um lugarzinho no closet da Restoque e da InBrands, que, na última sexta-feira, anunciaram a criação da maior holding de moda do país. O investidor baiano Crezo Suerdieck, que comprou a Daslu no início do ano, tenta empurrar a empresa para dentro do negócio. A outrora mais luxuosa boutique do Brasil seria incorporada pela dobradinha Restoque/ InBrands e Suerdieck passaria a ter uma participação minoritária em um grupo com faturamento de quase R$ 3 bilhões.  Do ponto de vista estratégico e de mercado, os acionistas da InBrands e da Restoque veem sentido na incorporação da Daslu. A nova holding herdaria uma marca que, além de sete lojas, ainda tem seu valor junto ao consumidor classe A. O problema, no entanto, não é a Daslu, mas seu controlador. Crezo Suerdieck, que caiu de paraquedas no mundo da moda, traz consigo um currículo marcado por negócios controversos. Recentemente, por exemplo, foi acusado de ter dado um calote na compra de dois automóveis Porsche, modelos Panamera e Cayenne. As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Daslu, Restoque .

#Daslu #InBrands #Restoque

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