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Já pensou nas grifes da Alpargatas e da InBrands (holding que reúne Ellus, Richards, Alexandre Hercovitch) penduradas em um só cabide? Os Setúbal e os Moreira Salles já pensaram.

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04.07.17
ED. 5653

Um pé na Alpargatas

Os Setúbal e os Moreira Salles estão com um pé na Alpargatas já pensando no passo seguinte: liderar um processo de consolidação no setor calçadista.

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23.06.17
ED. 5646

Prateleira

O empresário Carlos Wizard, controlador da rede de lojas Mundo Verde, tem interesse na aquisição da Alpargatas, pertencente à J&F, holding da JBS. Wizard enxerga sinergias entre a empresa, dona das marcas Havaianas, Osklen, Mizuno, entre outras, e seus negócios no setor de vestuário esportivo. O empresário é controlador da Topper e da Rainha.

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24.05.16
ED. 5375

Wizard quer calçar os tênis da Timberland

 De cadarço em cadarço, o empresário Carlos Wizard está montando uma grande prateleira de calçados esportivos. Depois de arrematar a Topper e a Rainha, Wizard estaria em negociações para adquirir os direitos sobre a marca Timberland no Brasil. A Alpargatas já anunciou que encerrará a representação da empresa norte-americana no país em dezembro deste ano. Segundo o RR apurou, o próprio Wizard já manteve contatos preliminares com executivos da Timberland nos Estados Unidos. Com a operação, o Grupo Sforza, holding do empresário, herdaria as 21 lojas da calçadista no Brasil e os direitos de produção e comercialização da marca. Já na partida o faturamento anual do Sforza pularia de R$ 180 milhões para algo próximo de R$ 250 milhões.  Dono das lojas Mundo Verde e sócio do ex-jogador Ronaldo Fenômeno em uma rede de escolas de futebol, Carlos Wizard tem uma série de planos para expandir sua operação na área calçadista. Além de ampliar o portfólio de marcas, o empresário pretende inaugurar duas fábricas próprias no próximo ano. Em 2017, encerra-se o acordo firmado entre o Sforza e a Alpargatas, que, assim, interromperá a produção de tênis Topper e Rainha. Wizard também joga suas fichas no varejo e, para isso, a compra da Timberland é um movimento fundamental. Sua aposta é a transformação dos pontos de venda da rede norte-americana em lojas multimarcas, nas quais o Sforza passaria a comercializar também calçados da Topper e da Rainha. Procurado pelo RR, o Grupo Sforza não comentou o assunto.

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11.02.16
ED. 5304

Entre lençóis

 O KKR perdeu a disputa pela Alpargatas, mas não desistiu do setor têxtil. O novo alvo é a Springs, dona da marca Artex. O interesse da gestora norte-americana é ficar com a participação da Coteminas, que tem 53% do capital votante. Consultada, a Springs negou a venda.  A empresa KKR não retornou ou não comentou o assunto.

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17.12.15
ED. 5271

Pés descalços

 A venda da Alpargatas para a J&F pegou a Grendene no contrapé, justo no momento em que a fabricante gaúcha elaborava seu plano estratégico para 2016. “Elaborava”, aliás, não é o termo mais correto. Talvez o melhor seja dizer “esquartejava”. A Grendene reduziu praticamente à metade os investimentos previstos para o próximo ano, inicialmente fixados em R$ 120 milhões. A seguinte empresa não retornou ou não comentou o assunto: Grendene.

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07.12.15
ED. 5263

JBS desmoraliza o “impeachment” do BNDES

 O processo de “impeachment” da JBS está fadado a morrer por inanição de argumentos. O conglomerado de empresas construído com o apoio do BNDES vai fechar o ano com um faturamento superior a R$ 180 bilhões e entra em 2016 como candidato a liderar o mais furioso processo de consolidação multissetorial do país. A recente aquisição da Alpargatas não deve ser vista como fato isolado. A J&F vai avançar em sua estratégia de diversificação. Entre os alvos estão construção pesada, agronegócio, energia e  celulose, segmento em que o grupo já atua por meio da Eldorado. Neste caso, todos os caminhos apontam para a fusão da empresa com a Fibria, da Votorantim – a operação de M&A mais decantada e aguardada no setor.  Os grupos de interesse que fazem oposição ao BNDES sempre apostaram no “impeachment” da JBS como uma ponte para  o“impedimento” do próprio banco. Mas não há Eduardo Cunha capaz de se contrapor a fatos e números tão superlativos. Principal negócio da J&F, o frigorífico vai romper neste ano a barreira dos R$ 165 bilhões em faturamento, 37% a mais do que em 2014, consolidando-se como a maior empresa privada do país. A dimensão destas cifras se estende à balança comercial. Ao fim deste ano, a JBS responderá por mais de 40% das exportações brasileiras de carne bovina, que deverão somar US$ 6bilhões. Em um exercício meramente hipotético, mantidas as respectivas taxas médias de crescimento nos últimos quatro anos, até 2020 a JBS superaria a própria Petrobras, tornandose o maior faturamento do Brasil entre as companhias não financeiras. Ressalte-se que esta é uma projeção extremamente conservadora, uma vezque, na ponta do lápis, a estatal promete um encolhimento para os próximos anos. Ou seja: a ultrapassagem pode vir antes.  Na área técnica do BNDES, há quem diga que o Brasil estaria em outro patamar se a cada dez operações de financiamento do banco houvesse uma JBS. Poucos negócios na história da instituição se revelaram tão lucrativos. Em 2007, quando o BNDES fez seu primeiro aportenna companhia, a ação estava em torno de R$ 7. Em setembro deste ano, a cotação atingiu seu maior patamar histórico – R$ 17,20. Se, nesse momento, a agência de fomento eventualmente tivesse vendido em mercado toda a sua posição na JBS, realizaria um ganho superior a R$ 6 bilhões. A J&F talvez seja hoje o que existe no Brasil de mais próximo dos chaebols, os grandes conglomerados industriais sulcoreanos, com negócios nos mais variados setores, formados a partir de uma empresamãe. O BNDES está indissociavelmente ligado à gênese deste cavalo vencedor. Em 2007, a JBS era um frigorífico com umareceita de R$ 4 bilhões por ano. Hoje, todos os negócios da J&F faturam essa soma a cada oitodias. O financiamento do banco à JBS teve um efeito multiplicador ao permitir que o grupo aumentasse seu nível de alavancagem para investir em outras áreas. À época, além da produção de carne bovina, a família Batista tinha apenas um negócio mais relevante, a Flora, fabricante de produtos de higiene e limpeza. De lá para cá, entrou nos setores de laticínios, celulose, financeiro, calçadista e até mesmo em mídia, com a aquisição do Canal Rural. Essa miríade de empresas soma 270 mil postos de trabalho – 150 mil no Brasil. A incorporação da Fibria aumentaria esse efetivo em 15 mil funcionários. O “impeachment” da JBS ou do BNDES seria também o“impeachment” dessa gente.

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10.11.15
ED. 5244

CPFL é uma luz que pisca no painel da Votorantim

 Essa é uma história que poderia ser contada em uma mansão em Londres, na Egerton Street, em South Kensington, ou no Metropolitan Office, localizado na Rua Amauri, em plena capital paulista. Por enquanto, uma cortina pesada impede a mensuração do quantum de desejo que distorce o delineamento da realidade. Mas o enredo ultrapassou com sobras a tênue fronteira com a ficção. De um lado, três herdeiras, praticamente anglófilas, empenhadas em se desvencilhar da crueza dos fatos e preservar o mundo encantado em que vivem, nem que isso custe o desmantelamento de um dos maiores conglomerados empresariais do país; do outro, um clã bandeirante, amante da atividade fabril, sem nenhum rapapé, que se vê diante do desafio de reinventar um potentado da indústria nacional. Os caminhos das acionistas da Camargo Corrêa – as irmãs Renata de Camargo Nascimento, Regina Camargo Pires Oliveira Dias e Rosana Camargo de Arruda Botelho – e dos Ermírio de Moraes parecem fadados a se cruzar mais uma vez. O ponto de encontro é o provável retorno da Votorantim à CPFL , de onde saiu em 2009.  As hipóteses discutidas passam pela venda de parte ou mesmo da totalidade das ações da Camargo Corrêa, dona de 23,6% da CPFL. Tomando-se como base o valor de mercado da empresa, em torno de R$ 15,8 bilhões, esta fatia do capital estaria precificada em R$ 3,7 bilhões – cifra que não leva em consideração um eventual prêmio de controle. Em junho, a posição de caixa da Votorantim Industrial era de R$ 7,5 bilhões. Consultada, a Camargo Corrêa negou a venda da CPFL. Já a Votorantim não quis se pronunciar. O retorno à CPFL daria uma nova configuração à Votorantim, que se tornaria a maior empresa privada de geração do país, superando a Tractebel . Os Ermírio de Moraes teriam praticamente sua própria Belo Monte. A dobradinha CPFL/ Votorantim soma uma capacidade superior a 9,5 mil MW, não muito distante dos 11 mil MW da maior hidrelétrica da Amazônia. A dupla reúne mais de 30 hidrelétricas, 50 PCHs, 33 parques eólicos, além de usinas de biomassa e térmicas, isso contabilizando-se apenas os projetos já em operação.  Um negócio que começou movido pela necessidade da Votorantim de suprir suas próprias plantas industriais transformouse em um dos mais rentáveis do conglomerado. Neste ano, a participação da Votorantim Energia no Ebitda do grupo subiu de 6% para 10%. Em 2013, a empresa tinha apenas 24 contratos de venda de energia para terceiros. Hoje, são mais de 200. Caso a compra da CPFL se concretize, a área de energia passará a ser a maior operação da Votorantim, deixando para trás a emblemática divisão de cimento. Para efeito de comparação, no ano passado a CPFL teve receita de R$ 17 bilhões. Já o braço cimenteiro da Votorantim faturou R$ 13 bilhões.  E as distintas senhoras da Camargo Corrêa? Para as herdeiras de Sebastião Camargo, a alienação da CPFL seria apenas um passo a mais no processo de desmanche do grupo. A Alpargatas está à venda, a empreiteira, assim como os elefantes, caminha lentamente para o vale da morte, e nem mesmo a atividade cimenteira estaria de todo livre. No limite, as três irmãs fecham mais esta porta e qualquer outra que leve a cômodos indesejados. A prioridade é uma só: esquecer o passado e deixar que o crepúsculo da vida avance amena e mansamente. Uma das dádivas da aristocracia.

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14.10.15
ED. 5226

Liquidação

A Camargo Corrêa quer aproveitar a venda da Alpargatas para embrulhar no mesmo pacote suas fábricas de tecido Denim no Brasil e na Argentina, penduradas na subsidiária Tavex. Era melhor, então, nem ter se dado ao trabalho de descruzar os ativos em calçados e vestuário, operação concluída no início do ano.

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08.10.15
ED. 5223

Rachaduras no concreto

A Camargo Corrêa vai terminar. Ou quase. Com a disposição anunciada de passar à frente a Alpargatas e a construtora, além da vontade velada de vender a CPFL, sobraria só a empresa de cimento. Mas para ela também não falta comprador – aliás, a desmobilização já começou, com o lançamento de um plano de venda dos ativos de concreto. Tudo indica que o papel de delator premiado foi demais para as acionistas da Camargo Corrêa. Melhor colocar uma dúzia de bilhões no bolso e se esconder em outro país.

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20.05.15
ED. 5124

Fundo norueguês

 Entre a Lava Jato e um mercado imobiliário em crise, o fundo soberano da Noruega nem pensa duas vezes. Nos últimos dias, o Government Pension Fund Global se desfez de um expressivo lote de ações da Alpargatas, leia-se Camargo Corrêa. Em contrapartida, tem disparado sucessivas ordens de compra de papéis da Gafisa.

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